Reencarnação

= TEORIA DA REENCARNAÇÃO =

CRISTIANISMO E ESPIRITISMO

INTRODUÇÃO
Ao estudar a doutrina espírita, mais especificamente, ao ler o livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, fiquei perplexo e ao mesmo tempo preocupado com algumas afirmações ali encontradas, como por exemplo: “o cristianismo e o espiritismo ensinam a mesma coisa”; “o espiritismo é de tradição verdadeiramente cristã”; “no cristianismo se encontram todas as verdades”. No referido livro, diversas citações bíblicas são analisadas sob o enfoque e a ótica do espiritismo.

Seguindo o caminho de Allan Kardec, várias mensagens da Bíblia Sagrada são citadas pelos espíritas como prova de que a doutrina espírita tem o apoio da Palavra de Deus.

Sabe-se que muitos crentes, principalmente os novos convertidos, não se encontram preparados para rebater essas inverdades e investidas contra a pureza do Evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Por isso, este trabalho tem por objetivo esclarecer que espiritismo e cristianismo são irreconciliáveis e não ensinam a mesma coisa. Por exemplo, para os espíritas Jesus foi um homem como outro qualquer, no máximo um grande médium, ou um espírito puro. Para nós, evangélicos, Jesus é Senhor; Jesus é o Verbo que desceu de Sua glória e habitou entre nós.

Tive a preocupação, também, de analisar várias das questões levantadas pelos espíritas, nas quais eles tentam explicar que a Bíblia Sagrada dar legitimidade à doutrina da reencarnação; da preexistência da alma; da comunicação dos vivos com os mortos; da salvação somente pela caridade, e outras. Que esta leitura lhe seja proveitosa.

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”
(1 Timóteo 4.1).

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja anátema” [amaldiçoado]
(Gálatas 1.8).

A bíblia do espiritismo é o Livro dos Espíritos, escrito em 1857 pelo escritor francês Hyppolyte Léon Denizart Rivail, conhecido pelo nome de Allan Kardec. Este livro, segundo seu autor, contém mensagens recebidas de espíritos desencarnados. Entre 1859 e 1868, escreveu outros livros: O Que é Espiritismo, O Evangelho Segundo o Espiritismo, A Gênese, Livro dos Médiuns, Céu e Inferno. Esses compêndios formam o que se chama codificação da doutrina espírita, nascendo daí o Espiritismo, denominação criada pelo referido escritor.
Inúmeras religiões há no mundo e algumas até defendem princípios e doutrinas ensinados por outras. É exemplo o ensino budista e hinduísta da transmigração das almas adotado no espiritismo, com algumas alterações, com o nome de reencarnação. Outro exemplo é a absorção, pelo espiritismo, da teoria evolucionista do inglês Darwin, desenvolvida no livro A Origem das Espécies, em 1859, na mesma época em que Kardec escrevia seus livros. Até aqui nada de anormal nessa colcha de retalhos, não fosse a moldura que o kardecismo colocou em sua doutrina: o cristianismo, mais precisamente o Evangelho do Senhor Jesus.
Assim, difunde-se o “Espiritismo Cristão”, com fachada cristã, com nomenclatura cristã, com apelos cristãos, mas na verdade nega as doutrinas do cristianismo. Qual trepadeira enrosca-se o kardecismo na frondosa árvore do cristianismo, não para lhe dar vida ou beleza, mas, suponho, para ter mais credibilidade e sustentação. Os cristãos-evangélicos denunciamos e rejeitamos, porque falsos, os afagos, aplausos e palavras doces originários de uma seita que se compraz, por exemplo, em desonrar a imagem do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e negar a autoridade e inspiração divina das Sagradas Escrituras, como veremos mais adiante. Assim, o quadro do espiritismo apresenta uma moldura falsa.

A MOLDURA

“Mas, o papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Cabia-lhe dar cumprimento às profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da SUA MISSÃO DIVINA” (Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. I, item 4).
“O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos: que há de fazer brotar de todos os corações a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum; de uma perfeita moral, enfim, QUE HÁ DE TRANSFORMAR A TERRA, TORNANDO-A MORADA DE ESPÍRITOS SUPERIORES aos que hoje a habitam”(E.S.E., cap. I, item 9).
“O espiritismo não encerra uma moral diferente daquela de Jesus” (Livro dos Espíritos, seção VIII, conclusão).
“Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perda de seres amados, encontram consolação em a fé no futuro, em a confiança na JUSTIÇA DE DEUS, QUE CRISTO VEIO ENSINAR AOS HOMENS” (E.S.E., cap. VI, item 2).
“Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. NO CRISTIANISMO ENCONTRAM-SE TODAS AS VERDADES. São de origem humana os erros que nele se enraizaram” (E.S.E., cap. VI, item 5).
“Deus transmitiu a sua lei aos hebreus, primeiramente por via de Moisés, depois por intermédio de Jesus”(E.S.E., cap., XVIII, item 2).

“O Espiritismo diz: Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução. NADA ENSINA EM CONTRÁRIO AO QUE ENSINOU O CRISTO, mas desenvolve, completa e explica, em termos claros e para toda gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica”(E.S.E., cap. I, item 7).
“Bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, o Espiritismo leva aos resultados acima expostos, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, POIS QUE UM O MESMO É QUE OUTRO. O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam” (E.S.E., cap. XVII, item 4).

“O Cristianismo e o Espiritismo ensinam a mesma coisa” (E.S.E., Introdução, VII).
“O espiritismo é a única tradição VERDADEIRAMENTE CRISTÃ e a única instituição verdadeiramente divina e humana” (Obras Póstumas, Allan Kardec, p. 308).
“O reino de Cristo, ah! passados que são dezoito séculos e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não veio. Cristãos, voltai para o Mestre, que vos quer salvar” (E.S.E., cap. I, item 10).
Sobre o apóstolo Paulo: “Meu Deus! Meu Deus! perdoai-me, creio, sou cristão!” “E desde então tornou-se um dos mais fortes sustentáculos do Evangelho” (E.S.E., cap. I, item 11).
“Deus é, pois, a inteligência suprema e soberana, é único, eterno, imutável, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso” (A Gênese, p. 60, FEB, 28a Ed., Rio de Janeiro, 1985).
“O Espiritismo é a terceira revelação de Deus… e os Espíritos são as vozes do Céu” A primeira revelação de Deus teria sido em Moisés, e a segunda, em Jesus. (E.S.E. cap.I, item 6).
“Assim, será com os adeptos do Espiritismo. Pois que a doutrina que professam mais não é do que o desenvolvimento e a aplicação da do Evangelho, também a eles se dirigem as palavras do Cristo” (E.S.E., cap. XXIV, item 16).
“Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos, observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam” (E.S.E., cap. XV, item 10. Esta mensagem teria sido do desencarnado apóstolo Paulo – Paris 1860).
“Jesus promete outro Consolador: o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhece… O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa de Cristo… Assim o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra” (E.S.E., cap. VI, item 4).
Vimos, portanto, as palavras afáveis e elogiosas ao cristianismo dirigidas. A pintura, todavia, não guarda sintonia com a moldura. Somente a fachada é cristã, como veremos a seguir. (O realce nas citações acima é nosso). O espiritismo tem-se esforçado por encontrar na Bíblia Sagrada passagens que dêem sustentação ou legitimidade aos seus ensinos sobre comunicação com os mortos, preexistência das almas, reencarnação, salvação somente pela caridade, mediunidade, pluralidade de mundos habitados, inexistência de céu, de inferno e de juízo final, e outros. O principal objetivo deste trabalho é refutar essas doutrinas e mostrar que o ensino das Palavra de Deus é totalmente diferente.

A ORIGEM DO HOMEM 

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
“Da semelhança, que há, de formas exteriores entre o corpo do homem e do macaco, concluíram alguns fisiologistas que o primeiro é apenas uma transformação do segundo. Nada aí há de impossível, nem o que, se assim for, afete a dignidade do homem. Bem pode dar-se que corpos de macaco tenham servido de vestidura dos primeiros espíritos humanos, forçosamente pouco adiantados, que viessem encarnar na Terra, sendo essa vestidura mais apropriada às suas necessidades e mais adequadas ao exercício de suas faculdades, do que o corpo de qualquer outro animal. Em vez de se fazer para o espírito um invólucro especial, ele teria achado um já pronto. VESTIU-SE ENTÃO DAS PELE DE MACACO, sem deixar de ser espírito humano, como o homem não raro se reveste da pele de certos animais, sem deixar de ser homem” (A Gênese, Allan Kardec, FEB, Rio de Janeiro, 1985, 28a ed., p. 212).
Allan Kardec, como se vê, ficou muito impressionado com a teoria revolucionista do seu contemporâneo inglês Charles Robert Darwin (1809-1882), e resolveu incluí-la na codificação do Espiritismo. Seus adeptos seguiram-lhe os passos. O espírita Alexandre Dias, no livro Contribuições para o Espiritismo (2a ed., Rio de Janeiro, 1950, a partir da p. 19), além de corroborar o pensamento kardecista, acrescentou que antes de serem macacos, os homens foram um mineral qualquer, ou seja, uma pedra ou um tijolo. Não apenas isso: “A espécie humana provém material e espiritualmente da pedra bruta, das plantas, dos peixes, dos quadrúpedes, do mono (macaco). E, de homem, ascenderá a espírito, a anjo, indo povoar mundos superiores…” (Leopoldo Machado, Revista Internacional do Espiritismo, 1941, Matão, SP, p. 193).
“A espécie humana não começou por um só homem. Aquele a quem chamais Adão não foi o primeiro nem o único a povoar a Terra” (Livro dos Espíritos, Allan Kardec, resposta à pergunta número 50).

A PALAVRA DO CRISTIANISMO
A teoria da seleção natural das espécies é contrária ao que ensina a Bíblia Sagrada. Esta teoria diabólica que incorpora o pensamento panteísta (Deus é tudo em todos) é a negação do Deus criador de todas as coisas. “NO PRINCÍPIO CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA”. É assim que inicia o primeiro livro da Bíblia, Gênesis, escrito por Moisés. Com a Sua palavra, Deus criou a luz, as águas, o firmamento, a parte seca (a terra), a relva e árvores frutíferas para “darem frutos segundo a sua espécie”; depois produziu os astros luminosos para iluminarem a terra; produziu os peixes e as aves, segundo suas espécies; produziu Deus os animais domésticos, répteis e animais selvagens conforme a sua espécie.
“Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os animais domésticos, sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra. Formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida, e o homem tornou-se alma vivente. Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. Viu Deus que tudo o que tinha feito, e que era muito bom” (Gênesis 1 e 2).

“Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva” (1 Timóteo 2.13).

Como vimos, depois de fazer a terra e os céus, Deus criou as matas, as árvores frutíferas, os animais, e, enfim, o homem. O sopro de Deus no homem formado do pó representa que a vida é um dom de Deus; que o homem foi criado para ser moralmente semelhante a Deus, como expressão do seu amor e glória; para ter permanente comunhão com Deus. Portanto, não tem respaldo das Sagradas Escrituras a afirmação de que a alma humana encontrou morada primeiramente em animais, e que o homem é consequência de uma seleção natural das espécies. O Senhor Jesus legitima o livro de Gênesis, ao dizer: “Não leste que no princípio o Criador os fez macho e fêmea”?
Como poderia a alma humana, nascida do sopro de Deus, haver se instalado no macaco, criado antes do homem? Por que então afirmar que espiritismo e cristianismo ensinam a mesma coisa? Proselitismo, engodo, mentira, hipocrisia ou leviandade? Moisés teria escrito uma asneira? Mas como, se o espiritismo diz que Moisés foi a Primeira Revelação de Deus? Se as revelações de Deus não sabem o que afirmam ou mentem, a Terceira Revelação, o espiritismo, seria uma exceção?

A BÍBLIA SAGRADA 

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
“A Bíblia não pode ser considerada produto da inspiração divina. É de origem puramente humana, semeada de ficções e alegorias, sob as quais o pensamento filosófico se dissimula e desaparece o mais das vezes” (Cristianismo e Espiritismo, de León Denis, p. 130, 5a, FEB).
“Do velho Testamento, já nos é recomendado somente o Decálogo, e do Novo Testamento, apenas a moral de Jesus. Já consideramos de valor secundário, ou revogado e sem valor, mais de 90% do texto da Bíblia” (FEB, O Reformador, p. 13, janeiro/1953).
“Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O espiritismo não é um ramo do cristianismo como as demais seitas cristãs. Não assenta seus princípios nas Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. A nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome espiritismo” (À Margem do Espiritismo, FEB, 3a edição, 1981, p. 2l4).
“A Bíblia, evidentemente, encerra fatos que a razão, desenvolvida pela ciência, não poderia hoje aceitar e outros que parecem estranhos e derivam de costumes que já não são os nossos” (A Gênese, p. 87, opinião de “espíritos”).
Os evangelistas S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S. João foram alvo de uma dura crítica do codificador da doutrina espírita: “Eles possivelmente se enganaram quanto ao sentido das palavras do Senhor, ou dado interpretação falsa aos seus pensamentos…” (A Gênese, p. 386). Contudo, na tentativa de legitimar seu espiritismo Kardec buscou a experiência cristã e as palavras dos evangelistas, principalmente de Mateus, muito citado no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo. Ademais, como vimos inicialmente, Kardec declarou que o espiritismo é de tradição verdadeiramente cristã, e que no cristianismo estão todas as verdades. Podemos levar a sério o que o espiritismo diz? O kardecismo seria muito mais autêntico se fosse firmado em seus próprios pés, na palavra e experiência de seus “espíritos”.

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
“Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16-17).

Esta belíssima mensagem é da lavra do apóstolo Paulo, de quem Allan Kardec disse ter sido “um dos mais fortes sustentáculos do Evangelho”. É o mesmo Paulo que escreveu 1 Coríntios 13.13, mensagem plenamente aceita pelo codificador da doutrina espírita. Podemos dizer que “o cristianismo e o espiritismo ensinam a mesma coisa”? No mesmo livro, em 1
Coríntios 15, Paulo empresta o devido valor às Escrituras Sagradas: “Pois primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; e que foi sepultado, e que ressurgiu ao terceiro dia, segundo as Escrituras”.

“Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1.21). O Senhor Jesus confirma a inspiração divina da Bíblia quando diz:

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14.26).

“Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Jesus, Mateus 22.29). Quem assim falou foi o Senhor Jesus, aquele que veio em “missão divina” para ensinar a justiça de Deus aos homens”, conforme assim definiu Allan Kardec, na embalagem do espiritismo. Podemos confiar no Livro dos Espíritos e nos demais, soprados por “espíritos” que dizem e se contradizem, fazem e desfazem, juram e negam? Fiquemos com o Salmo 119.105: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho”.

COMUNICAÇÃO COM OS ESPÍRITOS 

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
“Graças às relações estabelecidas, doravante e permanentemente, entre os homens e o mundo invisível, a lei evangélica, que os próprios Espíritos ensinaram a todas as nações, já não será letra morta, porque cada um a compreenderá e se verá incessantemente compelido a pô-la em prática, a conselho de seus guias espirituais. As instruções que promanam dos Espíritos são verdadeiramente as vozes do céu que vêm esclarecer os homens e convidá-los à prática do Evangelho” (E.S.E., Allan Kardec, Introdução, item I).

Vê-se a nítida propensão do Espiritismo de Kardec de criar um sincretismo doutrinário envolvendo o cristianismo. A intenção é revelada também nos textos de início citados, como por exemplo: “O Espiritismo é uma tradição verdadeiramente cristã”. Sobre o enunciado acima, podemos dizer que não foram os Espíritos que ensinaram a lei evangélica; que esta nunca foi letra morta; que os evangélicos não têm guias espirituais; que os espíritos não são canais de comunicação entre Deus e os homens. A comunicação com os mortos, o esforço de um estreito relacionamento com os espíritos desencarnados, e a possibilidade de as almas retornaram à vida corpórea em corpos diferentes, são os baluartes da doutrina espírita. Este não é o Evangelho que os evangélicos pregam. Logo, cristãos e espíritas não ensinam a mesma coisa. A moldura é falsa.

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
“Não haja no teu meio quem faça passar pelo fogo o filho ou a filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem QUEM CONSULTE OS MORTOS. o Senhor abomina todo aquele que faz essas coisas…”(Deuteronômio 18.10-12). Necromante era o nome dado ao espiritismo de hoje, isto é, pessoa que invoca os mortos. Abominar significa rejeitar, detestar, afastar.
Há um ingênuo argumento contra esta Palavra, segundo o qual não havia como Deus proibir o espiritismo porque este não existia naquela época. Então, nenhum mal existe em darmos cheques sem fundos ou de sequestrarmos pessoas. Sem maiores comentários. O espiritismo está sob condenação divina porque consulta os mortos, tenta manter diálogo com eles, recebe mensagens de seres espirituais que dizem ser espíritos desencarnados, e, além disso, distorce a Palavra de Deus e nega as principais doutrinas bíblicas. Ademais, quem escreveu os versículos acima, de Deuteronômio, foi Moisés, a “Primeira Revelação de Deus”, segundo o espiritismo. Logo…
“Assim morreu Saul (primeiro rei de Israel) por causa da sua infidelidade ao Senhor. Não guardou a palavra do Senhor, e até consultou uma adivinhadora, e não buscou ao Senhor, pelo que ele o matou, e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé”(1 Crônicas 10.13.14).
Alguns espíritas argumentam que o rei Saul não participou de uma sessão espírita. Qualquer ritual que tenha por objetivo contatar espíritos de pessoas falecidas, exercer a adivinhação e a mediunidade, qualquer que seja o nome a isto atribuído – umbanda, candomblé, quiromancia, grafologia, astrologia, quimbanda, esoterismo, mediunidade -, enquadra-se no conceito de espiritismo.
A Bíblia diz em 1 Samuel 28.7 que Saul procurou uma NECROMANTE, isto é, uma mulher que consultava os mortos, porque ele estava ansioso por uma palavra do Senhor, que viesse por intermédio do profeta Samuel, já falecido. O espíritas têm usado esta passagem para justificar que houve a comunicação com o espírito Samuel. Enganam-se, pelos seguintes motivos: 1) Deus não iria favorecer uma prática por Ele próprio condenada, em função da qual condenou Saul, conforme Deuteronômio 18.10-12, e 1 Crônicas 10.13-14; 2) Se Samuel fora enviado por Deus – o espiritismo ensina que Deus só se comunica com os homens através dos Bons Espíritos -, teria cumprido com prazer sua missão, e não teria dito a Saul: – “Por que me inquietaste, fazendo-me subir”? 3) O espírito maligno que se incorporou na pitonisa (médium) mentiu ao profetizar que no dia seguinte Saul e seus filhos morreriam (1 Samuel 28.19). A morte de Saul não ocorreu no dia seguinte, e somente três de seus filhos morreram (1 Samuel 31.2, 6; 1 Crônicas 10.2, 6). Os outros filhos, Is-Bosete (2 Samuel 4.7), Armoni e Mefibosefe (2 Samuel 21.8) não foram mortos na batalha contra os filisteus.
“Fez seus filhos passarem pelo fogo no vale do filho de Hinon, praticou feitiçaria, adivinhações e bruxaria, e consultou médiuns e adivinhos, fez muito mal aos olhos do Senhor, provocando-o à ira”(2 Crônicas 33.6). O trecho refere-se a Manassés, décimo-quinto rei de Judá. Por estes pecados, foi levado cativo para a Babilônia.
“Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei… porém, agora que é morta, por que jejuaria eu? Poderia eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará a mim” (Declarações do rei Davi, referindo-se à morte de sua filha, em 2 Samuel 12.15-23). “Tal como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá” (Jó 7.9-10).
Na parábola do rico e Lázaro, Lucas 16.19-31, o Senhor Jesus confirma a impossibilidade de os mortos se comunicarem com os vivos. Em resposta ao rico, que estava em tormentos e lhe rogava que enviasse Lázaro aos seus irmãos na Terra, Abraão foi categórico: “Têm Moisés e os profetas. Ouçam-nos”. Ou seja, seus irmãos possuem os cinco livros de Moisés (o Pentateuco) e os livros dos profetas. Devem eles buscar suas verdades, ler essa Escritura para alcançarem a vida eterna. Mas o rico insistiu: “Não, pai Abraão, mas se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam”. O rico estava aterrorizado diante do que estava vendo e sofrendo. Não desejava a mesma coisa para o seu pior inimigo. Acreditava o rico no testemunho de Lázaro. Pensava ele que a Lázaro seria concedido sair do seu lugar para levar a boa mensagem de salvação aos vivos. Mas Abraão fechou a questão, peremptório: “Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos volte à vida”. Somente um morto terá condições de falar aos vivos se ressuscitar, ou seja, se o espírito voltar ao mesmo corpo, e ir pessoalmente levar o recado. Os destinos desses dois homens, do rico e de Lázaro, eram irreversíveis. Vê-se que em nenhum momento Abraão acena com a possibilidade de o sofrimento do rico ser amenizado.
O kardecismo ensina que Deus se comunica com os homens somente através dos bons espíritos. Lázaro representa um bom espírito. O bom espírito Lázaro não teve permissão de levar boas mensagens aos irmãos do rico. Ao dizer Abraão que eles tinham as leis de Moisés e a palavra dos profetas, estava afirmando que a Palavra é um meio seguro e natural para Deus falar aos homens.
Quem nos ensinou através dessa parábola foi Jesus, o mesmo Jesus sobre o qual Allan Kardec disse que “veio em missão divina de nos ensinar a justiça de Deus”. Vamos recordar o que Kardec disse: “Mas, o papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista… a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra e sim a que é vivida no reino dos céus. Viera ensinar-lhes o caminho que a esse reino conduz…” (E.S.E., cap. I, item 4). Esta a moldura. Mais adiante veremos que Kardec desdenha do ensino de Jesus através de parábolas. Posicionando-se como tal, merece crédito o espiritismo? É flagrante o disparate entre a bula e o remédio. O espiritismo acredita que algumas passagens bíblicas legitimam a comunicação com os espíritos de pessoas falecidas. Vejamos:

A TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS
Não houve nesse evento comunicação entre vivos e mortos, como deduz o espiritismo (Lucas 9.28-36):

  1. Não aconteceu ali nenhuma sessão espírita. Jesus, Pedro, João e Tiago não incorporam espíritos;
  2. Aprouve a Deus, na sua infinita sabedoria, promover aquele evento e oferecer àqueles apóstolos a feliz oportunidade de verem com seus olhos carnais o Senhor Jesus na sua glória, a glória que sempre teve;
  3. Também serviu para dar um alento a Jesus, haja vista a proximidade do seu sacrifício: “Os quais apareceram com glória e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém” (Lucas 9.31);
  4. Jesus não falou com Moisés e Elias na condição de homem, ou seja, em corpo humano. Antes, seu corpo foi transfigurado, transformado num corpo glorioso, celestial, espiritual. Com igual corpo estavam Moisés e Elias.
  5. Pedro, João e Tiago não conversaram com Moisés e Elias. Estes falaram com Jesus.
  6. Somente após a saída de Moisés e Elias referidos apóstolos falaram a Jesus (Mateus 17.3; Marcos 9.4).
  7. Demorou pouco tempo a visão que os apóstolos tiveram da transfiguração de Jesus e da sua conversa com Elias e Moisés: “E Pedro e os que estavam com ele estavam ‘carregados de sono’ e quando despertaram viram a Sua glória e aqueles dois varões que estavam com Ele” (Lucas 9.32).
  8. Ao que tudo indica, Deus preparou aquele momento para que os apóstolos não tivessem nenhuma dúvida da eternidade de Jesus na condição de Deus Filho ou Filho de Deus. Daí haver o apóstolo João escrito com tamanha convicção e inspirado pelo Espírito Santo: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”.

A PROIBIÇÃO E A COMUNICAÇÃO
É comum a argumentação de que se Deus proibiu a comunicação com os mortos é porque ela existia. Em Deuteronômio 18, Deus proíbe a necromancia, a consulta a espírito adivinhante, a feiticeiro e, mais claramente, a consulta aos mortos. E diz que essas práticas são abomináveis, isto é, detestáveis, repreensíveis, execráveis; e “todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor”. Em Isaías 8.19, lê-se: “Não recorrerá

um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos”? Desde a formação do homem no Éden Deus estabeleceu o princípio da obediência. Se Deus proíbe qualquer prática ou ato que tenha por objetivo entrar em comunicação/comunhão com espíritos de pessoas mortas, devemos obedecer. Obedecer sem murmurações, sem levantarmos dúvidas quanto à validade da proibição. Deus proíbe a tentativa de comunicação, o ato de se tentar obter, através de adivinhos e necromantes, certas informações dos espíritos, ou até mesmo alívio para os males do corpo e da alma. Deus, na sua infinita sabedoria, sabe dos perigos envolvidos em tais práticas, porque conhece as artimanhas do inimigo. Se a invocação dos espíritos dos mortos fosse bom para os homens, Deus a aprovaria. Allan Kardec declarou que “Deus só se comunica com os homens através dos bons espíritos” (E.S.E. Introdução, VI). Ora, se isto fosse verdade Deus não proibiria essa comunicação. Muito pelo contrário.

SATANÁS E OS DEMÔNIOS 

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
“A palavra daimon, da qual fizeram o termo demônio, não era, na antiguidade, tomada à má parte, como nos tempos modernos. Não designava exclusivamente seres malfazejos, mas todos os Espíritos superiores, chamados deuses, e os menos elevados, ou demônios propriamente ditos, que comunicavam diretamente com os homens. Também o Espiritismo diz que os Espíritos povoam o espaço; que Deus só se comunica com os homens por intermédio dos Espíritos puros, que são incumbidos de lhe transmitirem as vontades; que os Espíritos se comunicam com eles durante a vigília e durante o sono. Ponde, em lugar da palavra demônio, a palavra Espírito e tereis a doutrina espírita; ponde a palavra anjo e tereis a doutrina cristã”(E.S.E., introdução, item VI).
“O Espiritismo demonstra que esses demônios mais não são do que as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais; que ninguém logra aplacá-los, senão mediante o sacrifício do ódio existente, isto é, pela caridade; que esta não tem por efeito, unicamente, impedi-los de praticar o mal e, sim, também o de os reconduzir ao caminho do bem e de contribuir para a salvação deles” (E.S.E., cap. XII, item 6).
Num passe de mágica, Allan Kardec transformou demônios em espíritos desencarnados e maus, e diz que Deus só se comunica com os homens através dos Espíritos puros. Por que Deus tardou em revelar a existência desse veículo de comunicação, somente o fazendo no século 19? O espiritismo fechou o inferno, dispensou os demônios e seu chefe, e confia em que um dia eles possam ser salvos. Enquanto isso, usando de seu livre-arbítrio, eles ficam por aí matando e destruindo, ouvindo ou deixando de ouvir o conselho dos Bons Espíritos. E Deus sem nada poder fazer, porque impera a Lei do Carma.

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
“Então, disse-lhe Jesus: Vai-te Satanás, porque está escrito: ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele servirás” (Palavras do Senhor Jesus, Mateus 4.10).

“E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa”? (Palavras do Senhor Jesus, Lucas 13.16).

“Vós pertenceis ao vosso pai, o diabo, e quereis executar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira” (Palavras do Senhor Jesus, João 8.44).

“E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta. De dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” (Apocalipse 20.10).

“Como pode Satanás expulsar a Satanás? Se Satanás se levantar contra si mesmo, e for dividido, não pode subsistir. Antes tem fim. (Palavras do Senhor Jesus, Marcos 4.23-26).

“Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o diabo, anda em derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5.8).

“Quem comete pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo”(1 João 3.8).

Satanás, que significa adversário, é o maior inimigo de Deus e dos homens. Os demônios são seus servos. Esses espíritos malignos são mentirosos, destruidores, perversos, enganadores, malfazejos, capazes de todos os ardis; capazes, porque inteligentes, de criar sistemas danosos para a humanidade; capazes de influenciar homens para criar doutrinas contrárias à palavra de Deus; são imitadores de caligrafias e de vozes; levianos, semeadores de discórdia. São tudo o que Allan Kardec mencionou (O Evangelho Segundo o Espiritismo, caps. XXI e XXVIII; Livro dos Médiuns, pp. 272, 281, 282 e 285) e muito mais. A diferença é que o espiritismo não os classifica como demônios, mas como espíritos passíveis de recuperação.
Esses seres demoníacos são inteligentes e muito bem organizados. Antes de sua rebelião contra Deus, Satanás era um anjo de luz chamado Lúcifer. Vivia na presença de Deus. Era chamado de “aferidor de medidas”, isto é, aquele que serve de exemplo; chamado de “protetor”, dada a sua condição de ungido do Altíssimo; era “perfeito em seus caminhos” porque destacado dos demais por sua sabedoria e formosura; era a “estrela da manhã, filha da alva”, título inerente ao significado do nome Lúcifer (“o portador da luz”). Lúcifer encheu-se de arrogância, vaidade e ambição e desejou ser “semelhante a Deus”, “subir acima das estrelas e assentar-se no trono do Altíssimo. Em razão disso perdeu sua pureza e o privilégio de viver nos céus. Um número incontável de anjos participaram dessa rebelião e formaram com o seu líder o exército da maldade. (Isaías 14.12; Ezequiel 28.2, 9; 28.13-17; Mateus 4.1-11; João 8.44; 12.31; Lucas 12.31; Efésios 6.12; 1 Pedro 5.8; 2 Pedro 2.4; Judas 6; 2 Coríntios 4.4; 1 Tessalonicense 2.18; Apocalipse 12.4-10). O cristianismo ensina assim.

“Pois se Deus não poupou os anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo” (2 Pedro 2.4).
“Pois não temos de lutar contra a carne e o sangue, e, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

Como vimos, o cristianismo ensina uma coisa e o espiritismo, outra. Não se pode confundir galhos com bugalhos, um bife à milanesa, com um bife ali na mesa. O real significado das palavras satanás e demônio, ou a afirmação quanto a existência de seres malignos vamos encontrar nas palavras do Senhor Jesus: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mateus 4.10). O Senhor Jesus não se dirigiu a um espírito desencarnado, mau ao extremo, capaz de tentar perverter o Filho de Deus. Se o fora, Ele certamente diria: Você por aqui Manuel, querendo me levar na conversa! Pelo contrário, o Senhor Jesus sabia com quem estava falando. Ao chamá-lo pelo nome – Satanás – o Senhor Jesus identifica, nomeia, aponta, distingue, intitula, indica, mostra, esclarece, particulariza, dá nomes aos bois. Mas o espiritismo teria alguma razão para acreditar nas palavras de Jesus? Certamente. Recordemos o que Allan Kardec disse a seu respeito, na moldura:

“O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo… uma perfeita moral. A autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina. O seu papel não foi o de um simples legislador moralista” (E.S.E., cap. I, itens 4 e 9).
“Cristo veio ensinar aos homens a justiça de Deus” (E.S.E.,cap. VI, item 2).
“No cristianismo se encontram todas as verdades” (E.S.E., cap. VI, item 5).

Como se vê, não podemos confundir espiritismo com cristianismo. Este leva em conta o que o Senhor Jesus ensinou, Ele e seus apóstolos. O espiritismo deve levar em conta o conteúdo da doutrina espírita, sua essência, aquilo que julgam haver recebido dos espíritos, a prática da mediunidade, a comunhão com espíritos desencarnados, a lei da reencarnação, a lei do carma, etc. Os evangélicos repelem de forma enérgica essa tentativa de mistura, de enlaçamento.

A DIVINDADE DE JESUS 

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
“Não obstante, parece que todo o testemunho recebido dos espíritos avançados mostra apenas que Cristo era um médium e um reformador da Judéia, e que agora é um espírito avançado na sexta esfera” (Dr. Weisse, citado por Hanson, em Demonology or Spiritualism).

“Cristo foi um homem bom, mas não poderia ter sido divino, exceto no sentido, talvez em que todos somos divinos” (Mensagem de um “espírito”, conforme registro de Raupert em Spiritist Phenomena and Their Interpretation).

“Das suas afirmações espontâneas, deve-se concluir que ele não era Deus, ou que, se disse que era, voluntariamente e sem utilidade, fez uma afirmação falsa” (Obras Póstumas, Allan Kardec, p. 132).

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será; Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte,. Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6).
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. O Verbo se fez carne, e habitou entre nós. Vimos a sua glória, a glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. Ninguém nunca viu a Deus, mas o Deus unigênito, que está ao lado do Pai, é quem o revelou” (João 1.1,2,3,14,18).
“Eu e o Pai somos um” (Declaração de Jesus, João 10.30). “Disse-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu”(João 10.28). “Deles são os patriarcas, e deles descende Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente” (Romanos 9.5). “Ele é o primogênito de toda a criação”(Colossenses 1.l5).
“Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9).
“Ninguém subiu ao céu senão o que desceu do céu – o Filho do homem” (Palavras do Senhor Jesus, em João 3.13). Jesus, o “grande médium”, um espírito que alcançou elevado grau de perfeição, logicamente mediante muitas reencarnações, segundo o espiritismo, declarou que veio diretamente do céu. Na moldura de Kardec, Jesus é só moral e justiça. No pincel da doutrina kardecista, foi um homem capaz de produzir afirmações falsas, como vimos acima. Vejamos outras afirmações do Senhor Jesus sobre Sua divindade:

“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3.17). “Que aconteceria então se vísseis o Filho do homem subir para onde primeiro estava?” (João 6.63). “Ainda por um pouco de tempo estou convosco, e depois vou para aquele que me enviou”(João 7.33). “Eu o conheço (o Pai), porque dele sou e ele me enviou” (João 7.29). “Vim do Pai e entrei no mundo; agora deixo o mundo e volto para o Pai”(João 16.28).
“E agora, Pai, glorifica-me em tua presença com a glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” (João 17.5). “Pois lhes dei as palavras que tu me deste, e eles as receberam. Verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que me enviaste” (João 17.8).
O próprio Jesus fala de sua eternidade quando diz que estava na glória do Pai “antes que o mundo existisse”. O espiritismo diz, com blasfêmia, que essa declaração é mentirosa, falsa, sem muita utilidade. No exórdio do discurso kadercista, Jesus é considerado o ensinador divino da mais pura moral evangélico-cristã e da justiça de Deus. Logo depois, não passa de um mentiroso que não mede suas palavras. É fácil detectarmos onde estão a falsidade e a hipocrisia!

DEUS – PERDÃO – SALVAÇÃO 

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
Corroborando as ideias do seu contemporâneo Charles Taze Russel (1852-19l6), fundador da seita “Testemunhas de Jeová”, Allan Kardec, ao negar a divindade de Jesus, nega, em consequência, a existência da Trindade, isto é, de um Deus trino, subsistente em três pessoas: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, como ensinam o cristianismo e a Bíblia Sagrada. O espiritismo nega, também, a existência de um Deus pessoal, capaz de perdoar totalmente os pecados dos que a Ele se chegam com arrependimento. Vejamos:
“Ab-rogamos a ideia de um Deus pessoal” (The Physical Phenomena in Spiritualism Revealed).
“Deve-se entender que existem tantos deuses quantas são as mentes que necessitam de um deus para adorar; não apenas um, dois, ou três, mas muitos” (The Banner of Light, 03.02.1866).
“Deus é, pois, a inteligência suprema, é único, eterno, imutável, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso” (A Gênese, Allan Kardec, p. 60).
“Deus é infinito e não pode ser individualizado, isto é, separado do mundo, nem subsistir à parte” (Depois da Morte, de León Denis, p. 114). Esta declaração não está em sintonia com o pensamento kardecista. Nas questões de números 14, 15 e 16, do Livro dos Espíritos, é dito que “as obras de Deus não são o próprio Deus”, ou seja, Deus é um ser distinto de Sua criação.

Tudo indica que o pensamento dominante, na doutrina espírita, é o que considera Deus o Criador de todas as coisas, mas não envolvido pessoalmente com o mundo. O mundo estaria sujeito e controlado pelas leis físicas, pelas leis de causa e efeito, pelas leis naturais por Ele criadas. Daí o interesse de muitos espíritas pelo estudo dessas leis. Estas leis também estariam regulando o aperfeiçoamento dos espíritos desencarnados. Vejamos o pensamento espírita sobre salvação, perdão e arrependimento.

“Indeterminada é a duração do castigo, para qualquer falta; fica subordinada ao arrependimento do culpado e ao seu retorno à senda do bem; a pena dura tanto quanto a obstinação do mal; seria perpétua, se perpétua fosse a obstinação; dura pouco, se pronto é o arrependimento. Desde que o culpado clame por misericórdia, Deus o ouve e lhe faculta esperá-la. Mas, não basta o simples pesar do mal causado; é necessária a reparação, pelo que o culpado se vê submetido a novas provas em que pode, sempre por sua livre vontade, praticar o bem, reparando o mal que haja feito… Assim, o Espírito culpado e infeliz pode sempre salvar-se a si mesmo (o realce é nosso): a lei de Deus estabelece a condição em que se lhe torna possível fazê-lo. O que mais das vezes lhe falta é a vontade, a força, a coragem” (E.S.E., cap. XXVII, item 21).

Vamos tentar decodificar o hieróglifo. O espírito que praticou o mal, em um corpo humano ou não, pode clamar a Deus por misericórdia. Deus ouve o clamor, concede misericórdia ao espírito arrependido, permitindo-lhe receber esta misericórdia quando quiser (“lhe faculta esperá-la”). Mesmo tendo recebido de Deus misericórdia, o arrependido espírito deve, para reparar sua culpa, praticar o bem ou através dos médiuns ou em vidas corpóreas, isto é, voltar à Terra em corpo humano (reencarnações). Mas tudo isso se o espírito julgar conveniente fazê-lo. Tudo depende dele. Deus não exige nada. Aqui aparece a figura do Deus pessoal, que ouve e deseja atender. Mas depois se afirma que as “leis estabelecem condições”. Meditemos: se o espírito não acreditar em Deus; não aceitar dar duro na Terra, passar fome, ser aposentado ou lavrador no sertão de Pernambuco; enfim, se o espírito mau for ateu e rebelde, então ele continuará fazendo suas maldades, infernizando a vida dos parceiros, xingando os bons espíritos e atanazando os terráqueos. E Deus ficará esperando eternamente por sua boa vontade, e pela lei do Carma. Sobre a graça de Deus, assim se expressou Allan Kardec:

…”aquele que possui a virtude a adquiriu por seus esforços, em existências sucessivas, despojando-se pouco a pouco de suas imperfeições. A graça é a força que Deus faculta ao homem de boa-vontade para se expungir do mal e praticar o bem” (E.S.E., introdução, XVII).

Cristianismo e espiritismo não falam uma mesma linguagem. Graça é graça, é favor imerecido. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3.23-24). Isoladamente, o sofrimento e as boas obras não justificam os homens perante Deus: “Todos nós somos como o imundo, e todos os nossos atos de justiça como trapo da imundícia…” (Isaías 64.6).
A doutrina espírita ignora a obra expiatória do Senhor Jesus; despreza, com desdém, o Seu sacrifício na cruz; nega haver remissão de pecados para os que O aceitam como Senhor e Salvador; nega a eficácia da graça e da fé ao admitir que o pecador salva-se a si mesmo. Vejamos o que escreveu Léon Denis: “A missão do Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada de exterior a nós poderia fazê-lo. É o que os espíritos, ao milhares afirmam em todos os pontos do mundo”. Aqui o espiritismo é explícito em afirmar que o homem não depende de Deus. Para que os desencarnados clamam a Deus por misericórdia e, em suas preces, os espíritas lhe pedem para enviar os bons espíritos?

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
De Gênesis a Apocalipse, na Bíblia Sagrada, Deus é apresentado como um Deus pessoal, que ouve, atende, perdoa, fala, corrige, disciplina, nomeia, orienta. O espiritismo ao mesmo tempo em que diz ser Deus “infinito em suas perfeições”, declara que Deus fez os espíritos rudes e ignorantes. Ao mesmo tempo em que diz que Deus é onipotente, pode todas as coisas, não admite que Ele possa perdoar totalmente os pecados dos que se arrependem.
Deus fala: “E disse Deus: Haja luz; e houve luz (Gênesis). “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (Hebreus 1.1 e 2). Deus ouve, perdoa, responde: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7.14). Deus tem vontade própria: “Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou (Salmos 115.3). Deus tem sentimentos de misericórdia e de profundo amor: “Compassivo e piedoso é o Senhor, lento para a cólera, e abundante em amor” (Salmos 103.80).
O Deus do cristianismo é onipotente, onipresente, onisciente, imutável e eterno. É Deus trino, Deus em trindade, porque nele subsistem três pessoas distintas: o Pai é Deus; o Filho é Deus; o Espírito Santo é Deus. Sobre salvação, vejamos o que ensina a Bíblia:
“Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé – e isto não vem de vós, é dom de Deus – não das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9).
Quando o cristianismo fala em fé, fala em arrependimento; em obediência, dedicação pessoal e fidelidade a Jesus Cristo. Quando fala em graça, fala na infinita misericórdia imerecida (não por nossas obras) de Deus derramada sobre os homens. A fé salvífica – fé em Jesus Cristo – “é a única condição prévia que Deus requer do homem para a salvação”. A fé, como colocada no versículo supra, funciona como o leito de um rio. É preciso que haja um leito (fé) para que as águas (graça) deslizem e formem o rio.

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Romanos 8.1).
“Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 8.44).
“Na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2.11). “Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e a tua casa” (Atos 16.31).
“Em nenhum outro há salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4.12).

Quem morre em Cristo não fica por aí perambulando, entrando em fila para reencarnar; procurando um médium para fazer o bem, a fim de pagar seus pecados. Os de Cristo vão direto para Cristo. Vejam:

“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Palavras de Jesus, na cruz, ao ladrão arrependido, Lucas 23.43). Embora o ladrão tivesse muitos pecados, Jesus não acenou com a hipótese de serem necessárias várias reencarnações para que ele alcançasse a perfeição. Espíritas há argumentando que essa passagem é do seguinte modo em outras traduções: “Digo-te hoje: estarás comigo no paraíso”. Esta é uma tradução burra ou tendenciosa. Ou as duas coisas. O espiritismo se perde tanto nos remendos e interpretações que faz da palavra de Deus, para associar sua doutrina ao cristianismo, que vez por outra chega a ser hilariante. Jesus, por acaso, poderia ter dito: Digo-te ontem, ou digo-te amanhã? E mais:

“Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo…” (Filipenses 1.23).
“Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1.7, 9).
Quando Deus perdoa não o faz pela metade. Quando Ele salva não salva pela metade. Todo o sacrifício necessário à nossa salvação foi feito na cruz do calvário por Jesus. O povo de Deus não ficará errante no mundo espiritual, esperando a vez para ser purificado, pulando de galho em galho à procura de “mundos ditosos” onde estão os espíritos puros, como quer o espiritismo. O sacrifício do Filho de Deus foi completo, perfeito, eficaz e suficiente. O que nele crê será salvo; O que não crê já está condenado. Nele somos justificados. Portanto, o “cristianismo” que Allan Kardec apresenta não tem origem nas palavras de Jesus. Contrapondo-se à lei do Carma, à lei do “salva-se a si mesmo”, da negação do perdão, da salvação somente pela caridade, o Senhor Jesus responde: “Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados, levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa” (Mateus 9.6). Bem, quem falou isso foi Aquele que veio do céu “ensinar a justiça de Deus aos homens”.
Sobre a salvação só pela caridade, como ensina o espiritismo, necessário algumas explicações. Ninguém de sã consciência desaprova a caridade, o fazer o bem, o amar o próximo, o ajudar os necessitados. Agora, bom lembrar que somos salvos PARA as boas obras. Não somos salvos PELAS boas obras. O homem não pode comprar sua própria salvação, com obras. Vejamos: “Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé – e isto não vem de vós, é dom de Deus – não das obras, para que ninguém se glorie, pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2.8-10). O homem salvo, ou seja, que crê no Senhor Jesus, na Sua morte expiatória e ressurreição, e na remissão dos pecados, este, por ser nova criatura, faz boas obras. São boas obras – em pensamentos, palavras e atos – decorrentes da fé no Senhor Jesus. A fé a que o cristianismo se refere não é a fé na fé. É a fé no Senhor Jesus. “Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça” (Romanos 11.6). A fé no Senhor Jesus é evidenciada por nossas obras: “Mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”. “Assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem as obras é morta” (Tiago 2.26). As obras distanciadas da fé, não decorrentes da fé no Senhor Jesus, não servem para a salvação. Se a caridade por si só salvasse, o homem pecador poderia alcançar os “mundos ditosos” sem depender de Deus, e de nenhuma espécie de fé. O cristianismo ensina que a fé salvífica é a fé no Senhor Jesus Cristo.

CÉU E INFERNO 

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
“São apenas alegorias (inferno e paraíso). Há, por toda parte, Espíritos felizes e infelizes. Contudo como já o dissemos, os espíritos da mesma ordem se reúnem por simpatia. Mas, quando perfeitos, podem reunir-se onde queiram. Levamos em nós mesmos o nosso inferno e o nosso paraíso. O céu é o espaço universal; são os planetas, as estrelas, e todos os mundos superiores, onde os Espíritos gozam de todas as suas faculdades…” (Livro dos Espíritos, questões 1012, 1016, 10l7).

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
“O céu é a morada de Deus e futura morada daqueles que confiaram no sacrifício de Cristo. Foi criado antes da Terra com o objetivo de manifestar a glória divina”. “O inferno é lugar de suplício, penas e açoites, criado por Deus para abrigar as almas dos iníquos, até que se instaure o Juízo Final” (Dic.Teológico, Claudionor Andrade, 1997).

“Pois esperava a cidade (o céu) que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e construtor (Hebreus 11.10). A oração-modelo ensinada por Jesus começa assim: “Pai nosso que estais nos céus…” (Mateus 6.9). “Assim diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés” (Isaías 66.1). “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23.43).
Os “espíritos” que sopraram a doutrina espírita fecharam o inferno, despediram Satanás e seus demônios; aboliram o juízo final, e disseram aos desencarnados: salve-se quem quiser. No espiritismo o diabo se faz de morto. O céu, assim como o inferno, é um lugar espiritual separado do espírito, distinto do espírito. O inferno não se resume a um sentimento de culpa, ou o céu a um sentimento de paz, como ensina o espiritismo.
Allan Kardec no seu livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” declara que o Senhor Jesus veio à Terra com missão divina de ensinar a justiça de Deus; implantar e difundir a mais pura e insuperável moral evangélico-cristã. Esta declaração não é de nenhum evangélico fanático. É do doutrinador mor e fundador do espiritismo moderno. Vejamos, portanto, o que o Senhor Jesus diz sobre inferno:
“E serão lançados (os que cometem iniquidade) na fornalha de fogo, onde haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus 13.42, 49, 50). “Melhor é que entres na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno” (João 18.8-b). “Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno”? (Mateus 23.33).

Os espíritas poderão, se quiserem, alterar as palavras do Senhor Jesus, para excluir a possibilidade de haver inferno e juízo final, assim: Onde Ele diz vida eterna, leia-se “eternidade nos mundos ditosos”. Onde se lê condenação, entenda-se condenados a sofrerem muitas reencarnações. Fornalha de fogo… são fogos de artifício, pela alegria da chegada de novos desencarnados para o início de uma nova caminhada rumo à pluralidade dos mundos. Fogo eterno? Não é bem assim: é forno terno, brando, ameno, amoroso. Inferno? Já o vivemos na terra. Inferno é o peso das culpas. Dia do juízo será o dia em que todos os desencarnados, que ainda não expurgaram seus males, tomarão juízo e seguirão com destino à Divina Luz.

Logo, a verdade vem à tona sem que seja preciso gastar muita tinta. A doutrina espírita não combina com a doutrina cristã.
A propósito, transcrevemos a seguir um trecho do livro Porque Deus Condena o Espiritismo, de Jefferson Magno Costa, 3a Edição, 1992, p. 121, 122, em que ironiza alguns aspectos da doutrina espírita: “Analisando-se a doutrina da reencarnação, chega-se à conclusão de que o Deus em quem os espíritas creem, poderia conversar com eles nos seguintes termos:

“Ó meus filhos, não façam coisas erradas, ouviram? Eu ficaria muito triste com isso. Não gostei do que andaram fazendo alguns irmãozinhos de vocês. Ora, meus filhos, mas não é que o Nero, aquele garoto romano muito do peralta, mandou envenenar seu irmão, andou fazendo coisas feias com sua própria mãe e depois mandou matá-la, mandou matar também sua mulher e milhares de outras pessoas: praticou atos homossexuais, mentiu, estuprou, tocou fogo em Roma e jogou a culpa do incêndio sobre os cristãos, resultando esse ato na morte de milhares deles, queimados em estacas enquanto Nero passeava em seu carro à luz das tochas humanas; lançou muitos cristãos aos cães, enrolados em peles de animais, e divertiu-se ao vê-los ser despedaçados, jogou centenas de outros diante de leões famintos, e depois de praticar inúmeras ações de menino mal comportado, matou-se, apunhalando-se.
“Vocês não concordam comigo que Nero merece uma boa punição? Mas não há de ser nada. Eu vou castigá-lo quando ele encarnar outra vez. Talvez ele volte como limpador de jaula de leão de circo. Ah! ele vai morrer de medo dos urros do leão! Assim estaremos quites! Aí vocês aproveitam pra dar uns conselhos a ele, e também a Herodes, conforme Kardec e seus “espíritos” deram a vocês.
“Muitos outros andaram fazendo certas coisinhas, como estuprar crianças, matar mulheres indefesas, jogar bebês para cima e apará-los na ponta de uma lança, mas tudo isso são coisas de meninos mal educados e ‘atrasados’, que não se comportaram direito na reencarnação. Aliás, aproveito nossa conversa para confessar que estou com um probleminha aqui. Talvez vocês, como espíritas inteligentes que são, possam ajudar-me a resolvê-lo. Estou aqui com uma turma de garotos que merecem um bom puxão de orelhas, umas palmadas e uns bons conselhos. Trata-se de Hitler e sua turma de meninos rebeldes: Eichman, Himmler, Hydrich e outros. Andaram assassinando aí uns 6.000.000 de judeus, e praticando certas coisas que nem é bom serem mencionadas aqui.
“O que é que eu faço com eles? Estive pensando em reencarná-los e torná-los lavadores de pratos, jardineiros ou faxineiros de restaurantes judeus. Aí eles ajustariam contas comigo! Ah! como eu ia gostar de ver Hitler, Joseph Mengele e toda aquela turma pagar-me, com uma vassoura ou um cortador de gramas na mão, as traquinagens que fizeram na Segunda Guerra Mundial!”
Continuando, diz o referido autor: “Considerando-se a permissividade e o inadmissível e absurdo sistema de justiça que o espiritismo prega aos que se interessam por suas doutrinas, certamente esse é o “Deus” do espiritismo, um “Deus” bonachão, só misericórdia e pequenos castigos, e incapaz de agir com justiça diante das ações da humanidade”.

O ESPÍRITO SANTO 

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
“Jesus promete outro consolador: o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhece, por não estar maduro para o compreender, consolador que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo há dito… O
Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei: ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas… O Espiritismo vem trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra… Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra” (E.S.E., cap. VI, itens 3 e 4).
Em resumo, Kardec diz que o Espírito Santo prometido é o espiritismo que, através de seus “espíritos”, estará sempre conosco, nos consolando e nos levando ao conhecimento da verdade.

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
Allan Kardec foi infeliz na interpretação acima. O Consolador prometido não pode ser uma religião ou um conjunto de práticas ocultistas. Não pode ser e não é uma instituição, uma seita orientada por entidades espirituais. O Consolador não são os espíritos. O Consolador é o Espírito da Verdade, e não o Espírito de Verdade, como quer o kardecismo. Se os bons espíritos ou espíritos puros representassem o Consolador, o Senhor Jesus certamente diria: enviarei os consoladores, aqueles que estarão sempre convosco, ensinando todas as coisas através de canalizadores que receberão o dom do Pai.
“E rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14.16). A palavra “outro”, traduzida do grego allon, significa “outro da mesma espécie”; e “consolador”, do grego parakletos, tem o sentido de “alguém chamado para ficar ao lado de outro para o ajudar”. Se o consolador é o espiritismo, os cristãos do mundo inteiro ainda não receberam essa promessa. Para recebê-la seria necessário aderirem ao espiritismo e receberem os “passes” mediúnicos. Pelo menos, quanto a mim, o espiritismo não está ao meu lado para me ajudar em nada. O Senhor Jesus afirmou que quando Ele fosse, o Consolador viria (João 16.7). Teria Jesus atrasado o cumprimento de sua promessa por dezenove séculos, considerando-se a época do surgimento do espiritismo como o conhecemos hoje? O Consolador é o Espírito Santo, uma pessoa da Trindade:

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar der tudo quanto vos tenho dito (João 14.26). O artigo definido “o” define (desculpe-me pelo óbvio). Logo, o Senhor Jesus, nessa passagem, diz que Espírito Santo e Consolador são a mesma Pessoa. O Senhor Jesus define, nomeia, estabelece, distingue, identifica. Nada nos leva a deduzir que o Consolador seja uma doutrina, um conjunto de doutrinas, uma religião, um espírito ou vários espíritos desencarnados, bons ou maus.

O Consolador é o Espírito de Deus (Mateus 3.16); o Espírito da Verdade (João 14.17); o Espírito da Profecia (Apocalipse 19.10); Espírito de Vida (Romanos 8.32); Espírito de Santidade (Romanos 1.4); Espírito de Sabedoria, de Conselho, de Inteligência, de Poder (Isaías 11.2); Espírito do Senhor (Isaías 61.1); Espírito do Filho (Gálatas 4.6); Espírito Eterno (Hebreus 9.14); Espírito de Juízo (Isaías 4.4); Espírito de Graça (Zacarias 12.10). Seus atributos são os mesmos da Divindade: eternidade (Hebreus 9.14); onipresença (Salmos 139.7-10); onipotência (Lucas 1.35); onisciência (1 Coríntios 2.10). Vê-se claramente que o Espírito Santo é uma PESSOA – a terceira – da Trindade.
“Naqueles dias veio Jesus de Nazaré, na Galiléia, e foi batizado por João no Jordão. Logo que saiu da água viu os céus abertos, e o Espírito que, como pomba, descia sobre ele. Então ouviu-se esta voz dos céus: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo” (Marcos 1.9-11). Aí temos Jesus (o Deus Filho;); o Espírito (o Deus Espírito Santo). e a voz dos céus (o Deus Pai). O cristianismo ensina que o Espírito Santo guia, reprova, pensa, fala, intercede, determina, capacita, vivifica, convence do pecado, nomeia e comissiona ministros, e habita com os santos. Logo, o Espírito Santo não é espiritismo, nem o espiritismo é o nosso Consolador.
“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós” (1 Coríntios 3.16). O espiritismo ou os espíritos não habitam nos homens. Os “espíritos” possuem os corpos daqueles que a eles se entregam, se consagram e lhes obedecem. O Espírito da Verdade não incorpora em corpos. Os “espíritos” de verdade do espiritismo, estes sim, possuem os corpos de suas montarias; comandam a mente dos médiuns, tornando-os inconscientes, quando em transe. Os crentes não ficam possessos do Consolador. A possessão é a posse de um corpo humano por uma entidade maligna.
Ademais, a Bíblia nos ensina que Jesus Cristo foi concebido pelo Espírito Santo (Lucas 1.35), foi ungido pelo Espírito Santo (Atos 10.38), guiado pelo Espírito Santo (Mateus 4.1), foi cheio do Espírito Santo (Lucas 4.1). Não se fala aqui em bons espíritos, espíritos puros ou espiritismo. Allan Kardec falou de algo que ele desconhecia. Os espiritistas não podem arguir a insuficiência da Bíblia para a elucidação do caso, dizendo que nela não acreditam, porque Allan Kardec usou-a para admitir que o Consolador prometido é o espiritismo. Também usou a Escritura em tantos outros casos, no seu livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, sempre dando interpretação particular aos textos bíblicos. Logo, para rebater suas ideias discordantes e destoantes a única arma é a verdade da Palavra de Deus. Lembremo-nos do que foi dito: “o espiritismo não rodopia junto à Bíblia”; “seus princípios não se assentam nos das Escrituras”. Allan Kardec declarou alto e bom som que “o cristianismo contém todas as verdades” (?!).

RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO 

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
A espinha dorsal do kardecismo é a crença na reencarnação, isto é, na possibilidade de as almas, preexistentes, voltarem à vida corpórea para purificação, quantas vezes seja necessário. Preexistência da alma e pluralidade das existências são termos chaves no ensino reencarnacionista. Ressurreição é o retorno, à vida, de um corpo morto, com a mesma alma.

“A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome ressurreição… Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. A palavra ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas. Não há, pois duvidar de que, sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação era ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnação é negar as palavras do Cristo” (O Evangelho Segundo Espiritismo, cap. IV, itens 4 e 16). Note-se que Allan Kardec declara ser cientificamente impossível a ressurreição, mas aprova a de Lázaro.
“Com efeito, demonstra a Ciência a impossibilidade da ressurreição conforme o dogma vulgar. Se os despojos do corpo humano ficassem homogêneos, mesmo que dispersos e reduzidos a pó, ainda poderia compreender-se sua reunião num dado momento… Sendo a matéria em quantidade definida e, por outro lado, sendo as suas transformações indefinidas, como é que cada um dos corpos poderia ser reconstruído com os mesmos elementos? Eis aí uma impossibilidade material. Racionalmente é, pois, inadmissível a ressurreição da carne, a não ser como uma figura, simbolizando o fenômeno da reencarnação, e, assim, nada que choque a razão, nada em contradição com os dados da ciência” (Livro dos Espíritos, questão 1011).

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:
“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo…” (Hebreus 9.27). O homem não precisa morrer várias vezes para alcançar a suprema glória de morar no céu e estar com Cristo. A doutrina da reencarnação nega o poder de Deus de perdoar totalmente nossos pecados, e despreza o sacrifício de Jesus na cruz. Ora, perdão é perdão. Havendo sincero arrependimento e desejo de não mais pecar, o perdão de Deus será incondicional. Prova inequívoca disto é a afirmação de Jesus que disse o seguinte ao ladrão arrependido, crucificado ao seu lado: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.43). Com esta afirmação Jesus confirmou que os salvos – arrependidos, perdoados e crentes em Jesus -, após a morte, seguirão imediatamente para o céu ou paraíso. Aquele ladrão, segundo a doutrina da reencarnação, teria que passar por uma ou várias vidas corpóreas, ou seja, sua alma voltaria à vida humana para expurgar toda nódoa do mal.
Paulo, “servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus”, declarou em Filipenses 1.23: “…tenho desejo de partir e estar com Cristo…”. Paulo tinha a certeza de que não ficaria vagando no espaço à espera de uma oportunidade para voltar à vida corpórea.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”(João 3.16). “Perecer” aí significa morte eterna, que significa eterna separação de Deus. “Vida eterna” não é uma existência espiritual cheia de pesar, de sentimentos de culpa, de dores, de necessidade de retornar à Terra por uma, duas ou mais vezes para expiação. Para o kardecismo, vida eterna significa a eternidade espiritual. Então Jesus teria dito uma bobagem, porque crendo ou não crendo todos nós iremos viver nessa eternidade. E Jesus arremata: “Quem nele crê (no Filho de Deus) não é condenado, mas quem não crê já está condenado” (João 3.18); “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora”(João 15.6). Jesus definiu claramente, em termos objetivos, a essência do plano de salvação de Deus para a Humanidade, e quais as condições estabelecidas. Quem acredita que verdadeiramente Ele é o Filho de Deus, o Verbo que se fez carne; quem crê na Sua morte substitutiva; na Sua morte e ressurreição; na remissão de pecados que há no Seu sangue; quem O aceita como Senhor e Salvador pessoal, não é condenado. Não será condenado a voltar várias vezes à Terra para cumprir pena. Não será condenado a trabalhos forçados. Lembremo-nos de que depois da morte vem o juízo (Hebreus 9.27).

“Se permanecerdes no meu ensino, verdadeiramente sereis meus discípulos. “Então conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.31, 32, 36). Ora, o espírito que necessita voltar em carne para sofrer, não está verdadeiramente livre. Não se livrou de suas culpas, de seus pecados, do peso de suas transgressões. Carrega-os consigo. E quem poderá livrá-lo de uma vez por todas desse peso? Jesus.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8). “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, e são justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3.23-24).

RESSURREIÇÃO E MILAGRES
“A ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível…” (E.S.E., Allan Kardec, cap. IV, item 4). Dito isto, o espiritismo não acredita na ressurreição de Jesus.

A Bíblia registra duas formas de ressurreição:

1) ressurreição do corpo que estava morto, ou restauração da vida, mas que voltará a morrer. São sete os casos:

O filho da viúva de Serepta (1 Reis 17.19-22);

O filho da sunamita (2 Reis 4.32-35);

O defunto na cova de Eliseu (2 Reis 13.21);

A filha de Jairo (Marcos 5.21-23, 35-43);

O filho da viúva de Naim (Lucas 7.11-17);]

Lázaro (João 11.1-46);

Dorcas (Atos 9.36-43).

2) ressurreição plena, real, para não mais morrer. Exemplo único: a ressurreição de Jesus (Mateus 28.1-10; Marcos 16.1-8; Lucas 24.1.12; João 20.1-10; 1 Coríntios 15.4, 20-23). Haverá, ainda, uma ressurreição coletiva: a dos justos, na segunda vinda de Jesus (1 Tessalonicenses 4.16-17); e a dos ímpios, para condenação (Apocalipse 20.5). A Bíblia registra, ainda, uma ressurreição coletiva ocorrida logo após a morte de Jesus (Mateus 27.52). Sobre a ressurreição de Jesus, Paulo assim se expressou:
“Pois primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressurgiu ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E que foi visto por Cefas, e depois pelos Doze. Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem. Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos, e por último de todos apareceu também a mim, como a um abortivo” (1 Coríntios 15.3-8). Da mesma forma como Jesus ressuscitou num corpo celestial e glorioso, os que dormem em Cristo ressuscitarão quando do Seu retorno à Terra, e os que estiverem vivos nessa ocasião serão arrebatados: “Pois o mesmo Senhor descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4.16-17).
Jesus foi o primeiro a ressuscitar dentre os mortos (Atos 26.23). “Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem” (1 Coríntios 15.20). “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos… os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós [os que estiverem vivos por ocasião da vinda de Jesus] seremos transformados” (1 Coríntios 15.51).
Como não é possível explicar cientificamente ou racionalmente o milagre da ressurreição, o espiritismo tropeça e não ensina com segurança. Vejam o que Allan Kardec diz na conclusão do Livro dos Espíritos, item II: “Que são os milagres? Não são fatos maravilhosos e sobrenaturais por excelência, uma vez que, conforme o sentido litúrgico, são derrogações das leis da natureza? Não cabe ao Espiritismo examinar se há ou não há milagres; isto é, se, em certos casos, pode Deus derrogar as leis eternas, que regem o universo. A tal respeito ele (o Espiritismo) deixa inteira liberdade de crença”. Ó céus! Se Allan Kardec afirma que o Espiritismo é a Terceira e última Revelação de Deus; que Deus só se comunica com os homens através dos Bons Espíritos; que o Espiritismo é o Consolador prometido por Jesus para ensinar aos homens todas as coisas; que o Espiritismo veio dar luz às coisas obscuras, esclarecer o que foi dito através de alegorias, etc. , como é que o Espiritismo não possui os meios necessários para explicar a ocorrência de milagres?
Entretanto, no capítulo XIX, item 12, do E.S.E., Kardec expõe com maior nitidez seu pensamento sobre milagres: “Entretanto, o Cristo, que operou milagres materiais, mostrou, por esses milagres mesmos, o que pode o homem, quando tem fé, isto é, a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter satisfação. Também os apóstolos não operaram milagres, seguindo-lhe o exemplo? Ora, que eram esses milagres, senão efeitos naturais, cujas causas os homens de então desconheciam, mas que, hoje, em grande parte se explicam e que pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo se tornarão completamente compreensíveis? O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres… prodígios que não passam de um desenvolvimento das faculdades humanas”.
Em suma, o espiritismo de Kardec nega a operação de milagres mediante manifestação sobrenatural do poder de Deus. Seriam efeitos naturais, produto das leis naturais. Diz que quem cura é o Magnetismo, que atua através de nossa fé, e que qualquer um pode operar milagres desde que desenvolva suas faculdades humanas. Como teria funcionado o Magnetismo na ressurreição de Lázaro, há quatro dias sepultado? E a de Jesus, ressuscitado depois de três dias? No caso de Lázaro, poder-se-ia alegar que o Magnetismo operou através da fé de Jesus. No caso de Jesus o Magnetismo teria funcionado sozinho?! Então, para o espiritismo, Jesus foi um grande magnetizador, pois deu vista aos cegos, levantou paralíticos, curou surdos, mudos, leprosos e outros enfermos, aos milhares.
A ressurreição de Jesus foi o evento mais importante e extraordinário de toda a história da humanidade. Nesse milagre, como nos demais, Deus simplesmente ignorou as leis da natureza; passou por cima de todas elas, porque Ele é superior à Ciência. Deus está acima das leis por Ele criadas. As leis existem, mas Deus pode a qualquer momento mudar-lhes o curso para a satisfação de seus desígnios. O próprio Jesus predisse sua ressurreição:
“Vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte. E o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado. No terceiro dia ele ressurgirá” (Mateus 20.18-19). “Mas, depois de eu ressuscitar, irei adiante de vós para a Galiléia”(Mateus 26.32).
O corpo de Lázaro já cheirava mal, pois estava sepultado já havia quatro dias. Os elementos físicos estavam em fase de decomposição, mas Jesus bradou para que todos ouvissem: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, nunca morrerá” (João 11.25-26). E apenas disse: “Lázaro, vem para fora!”. E o morto saiu, tendo as mãos e os pés enfaixados, e o rosto envolto num lenço.
O próprio Deus responde aos incrédulos: “Operando eu, quem impedirá?” (Isaías 43.13). Deus não está sujeito à Física, à Ciência, às leis da natureza. Ele é soberano, Todo-Poderoso. Se Ele pode dar vida a um corpo que morreu há quatro dias, também pode ressuscitar corpos que dormem há mil anos. Ou alguém há que acredite num Deus limitado? O que é mais fácil: dar vida a um corpo morto há 500 anos, ou criar o universo com milhões de galáxias, com bilhões de estrelas? Olhemos só para o nosso Sistema Solar: sol, lua, estrelas, marés alta e baixa; noite e dia; verão, primavera, outono, inverno, tudo funcionando mais perfeito do que qualquer relógio suíço. Pois bem, todos ressuscitarão. Uns, para a vida eterna com Cristo. Outros, para a morte eterna. Não há explicações científicas para as diversas manifestações do poder de Deus. Como explicar as pragas no Egito, para permitir a saída do povo de Deus? A abertura do Mar Vermelho? O livramento dos três companheiros de Daniel, jogados numa fornalha? A ressurreição de Lázaro? A ressurreição de Jesus? As demais ressurreições? Centenas de outras manifestações sobrenaturais, como explicar de forma racional? Na verdade, o ensino do espiritismo no particular é igual ao do movimento Nova Era: você é Deus; você pode salvar-se a si mesmo; você pode operar prodígios com sua mente.

REENCARNAÇÃO – ASPECTOS PARTICULARES
“A reencarnação é a volta da alma, ou espírito, à vida corporal, mas em outro corpo novamente formado para ele que nada tem de comum com o antigo”(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. IV, item 4). Reencarnar é, literalmente, encarnar de novo. Segundo o kardecismo, as almas já existem no espaço entre o céu e a terra; Deus as teria produzido em grande quantidade. Há um estoque de almas “simples e ignorantes” esperando a vez de encarnarem. Daí o termo “preexistência das almas”.
A volta da alma a um corpo humano para sofrer e, com isso, livrar-se das faltas cometidas em vidas passadas, seria uma injustiça. Deus seria injusto se castigasse um ser humano por faltas cometidas por outro em outra(s) existência(s); e, além disso, sem o punido ter consciência do mal praticado. Se assim fosse, evitaríamos até de mitigar o sofrimento de uma pessoa para não interromper ou retardar o processo de seu aperfeiçoamento. O ensino reencarnacionista desqualifica o sacrifício de Jesus, que morreu em nosso lugar para que, nele crendo, tivéssemos salvação. 

JOÃO BATISTA E ELIAS
O kardecismo afirma que João Batista era a reencarnação de Elias, e baseia-se na seguinte declaração de Jesus: “E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem, então os escribas que é mister que Elias venha primeiro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro e restaurará todas as coisas. Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do Homem. Então, entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista (Mateus 17.10-13). Em outra oportunidade Jesus falou: “E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir” (Mateus 11.14). Este é o prato predileto dos que defendem a reencarnação. O incongruente é que o Evangelho é verdadeiro nos casos em que há possibilidade de confirmar a doutrina espírita. Caso não confirme, é mentiroso. Ou seja: em alguns casos Jesus fala a verdade; noutros, é um mentiroso, ou fala falsamente, ou leva a coisa na brincadeira. Refutamos a idéia de que João Batista era Elias reencarnado, pelos seguintes motivos:

  1. A Bíblia interpreta-se a si mesma. Será que João Batista, um homem de Deus, escolhido por Deus mesmo antes de nascer, não teria conhecimento de que no seu corpo estava o espírito de Elias? Se a crença da reencarnação fosse assim tão difundida e aceita; se Jesus fosse um médium, como diz o espiritismo; se vivessem os apóstolos nesse clima de experiências espirituais, é claro que algum espírito já teria revelado tal coisa a João Batista ou ele teria feito uma regressão. Exemplo disso é o do francês Léon Hippolyte Rivail que sabia ser ele a reencarnação dum poeta celta com o nome Allan Kardec. Mas, quando perguntaram a João Batista se ele era Elias reencarnado ou não, a resposta foi: “Não sou” (João 1.21).
  2. O profeta Elias não passou pela morte física. Seu corpo foi transformado num corpo glorioso, celestial e arrebatado, levado para o céu: “Indo eles andando e falando, de repente um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro, e Elias subiu ao céu num redemoinho” (2 Reis 2.11). A reencarnação, segundo o kardecismo, tem por objetivo livrar as almas do peso das culpas, pelo sofrimento, e proporcionar melhor purificação. Não teria nenhum sentido o retorno daquele profeta para sofrer como sofreu João Batista, e ainda ser decapitado. Elias foi arrebatado vivo, e o espiritismo não admite a possibilidade de pessoas vivas reencarnarem. Seria insensatez admitir a existência do corpo de Elias no corpo de João Batista.
  3. Os judeus julgavam que João Batista fosse Elias ressuscitado, e não reencarnado. (Lucas 9.7,8 ). Em certa ocasião admitiram acreditar que Cristo era a ressurreição de Elias (Lucas 9.7, 9).
  4. Em Malaquias 4.5 lê-se que o profeta Elias ressurgirá para cumprimento de um ministério especial “antes que venha o dia grande e terrível do Senhor”. Tal acontecimento escatológico diz respeito à plenitude dos tempos, certamente na Grande Tribulação ou pouco antes. Ora, o tempo de João Batista e de Cristo de maneira nenhuma pode ser assim considerado.
  5. A profecia que Zacarias ouviu acerca de seu filho João Batista revelou que “Ele irá adiante dele [de Jesus] no espírito e poder de Elias” (Lucas 17). Quando Jesus falou “eis aí o Elias tão esperado”, referindo-se a João Batista, estava, em suma, dizendo que Elias não ressuscitara como todos esperavam, mas que João Batista iria desempenhar o papel de precursor do Messias, com a mesma coragem e espírito de Elias. Expressão análoga vamos encontrar em 1 Reis 2.15: “O espírito de Elias repousa sobre Eliseu”. Eliseu, momentos antes de Elias ser arrebatado, disse-lhe: “Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim” (2 Reis 2.9). Isto não significaria que o espírito de Elias iria encarnar em Eliseu. Na verdade, este pedira a Deus que lhe permitisse ser um digno sucessor de Elias, em todos os aspectos.
  6. Por ocasião da transfiguração de Jesus no monte, quando apareceram Moisés e Elias, João Baptista já havia morrido, pois fora decapitado por ordem de Herodes. Quem deveria aparecer ali seria João Baptista, e não Elias. Segundo a doutrina reencarnacionista, apareceria a reencarnação mais recente. Na questão 150 do Livro dos Espíritos lê-se que a alma “tem um fluído que lhe é próprio, colhido na atmosfera de seu planeta, e que representa a aparência de sua última encarnação”

NASCER DE NOVO
O espiritismo admite que as expressões “nascer de novo” e “nascer da água e do Espírito”, ditas por Jesus a Nicodemos (João 3.1-21), confirmam a doutrina da reencarnação. Não é verdade. “Nascer do Espírito” é semelhante a “nascer de Deus”, ser nova criatura. Exemplo: “Todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber: aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1.12-13), e “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo (2 Coríntios 5.17). Portanto, nascer de novo nada tem a ver com a volta de um espírito desencarnado a um corpo.

JÓ 1.21
“Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá”.

A palavra ventre tem o significado, também, de “interior da terra”. Analisemos: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1.21). Este versículo também é usado pelos espíritas para afirmar que a doutrina da reencarnação é bíblica, ou seja, “nu voltarei” significaria que Jó, após sua morte, voltaria à vida corpórea. Essa interpretação não é verdadeira. Se ele reencarnasse iria para o ventre de outra mãe. O sentido correto é que Jó não trouxe nada quando veio ao mundo, e voltaria sem levar nada. Vejamos: Em Gênesis 3.19 lemos: “…porquanto és pó e em pó te tornarás”. Paulo escreveu: “Porque nada temos trazido para o mundo nem coisa alguma podemos levar dele” (1 Timóteo 6.7). “Como saiu do ventre da sua mãe, assim nu voltará, indo como veio. Nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão” (Eclesiastes 5.15) …”quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará” (Salmo 49.17). Então, Jó voltaria nu ao interior da terra, da mesma forma como saiu, nu, do ventre da sua mãe. Portanto, nada há nessas passagens que possa justificar ou legitimar o ensino da preexistência das almas ou da reencarnação.

SALMO 126.5-6
“Os que semeiam com lágrimas, segarão com cânticos de alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará com cânticos de alegria, trazendo consigo os seus molhos”.

A mensagem do referido Salmo está longe de significar qualquer coisa relacionada com reencarnação. A sua abordagem não é espiritual; é material. O Salmo é uma manifestação de alegria pelo fim do cativeiro babilônico, e retorno à terra natal. Mas a alegria é mesclada de tristeza e de lágrimas por ver a terra desolada, a atividade rural quase sem perspectiva. No verso 4 a oração de confiança no Senhor: “Restaura a nossa sorte, ó Senhor, como as correntes do Neguebe [ou as correntes do sul]”, isto é, os riachos temporários da região árida do sul da Judéia, conhecida como Neguebe. Aquela gente estava disposta a recomeçar a atividade rural. Com tristeza ou não, o povo de Deus estava disposto a semear para mais tarde colher com alegria os frutos.
Se o entendimento se relacionar com a semeadura de boas obras, também não encontramos qualquer relação com reencarnação das almas. Vejamos:
Em Gálatas 6.8 lê-se: “O que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna”. Em Mateus 13.37-43, Jesus diz: “O que semeia a boa semente é o Filho do homem. O campo é o mundo, e a boa semente são os filhos do reino. O joio são os filhos do maligno, e o inimigo que o semeou é o diabo. A ceifa é o fim do mundo, e os ceifeiros são os anjos. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa pecado, e todos os que cometem iniquidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo, onde haverá pranto e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o Sol, no reino de seu Pai”. Gálatas 6.9: “E não nos cansemos de fazer o bem, pois a seu tempo ceifaremos”. 2 Coríntios 5.10: “Pois todos devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito [semeado] por meio do corpo, ou bem, ou mal”.

O espiritismo acredita que haverá várias semeaduras e várias colheitas. A alma, através do corpo, plantaria na primeira, na segunda e em outras tantas encarnações, e a cada uma delas colheria os frutos do que semeou. Assim continuaria até alcançar o estado de espírito puro. Essa doutrina é antibíblica. Se semearmos na carne, isto é, se trabalharmos apenas para satisfazer as paixões do corpo, sofreremos na própria vida os danos dessa decisão: prostituição, impureza, idolatria, feitiçarias, orgias, bebedices, invejas, etc. Mas se semearmos no Espírito, isto é, andarmos guiados pelo Espírito Santo, a Ele submisso, colheremos o que a Bíblia chama de “fruto do Espírito”: amor, paz, bondade, mansidão, domínio próprio. (Gálatas 5.16-24). Portanto, o que semeia no Espírito ganhará a vida eterna. A Bíblia fala da grande colheita, no final dos tempos, na volta de Jesus, quando a igreja será arrebatada e os mortos, salvos, ressuscitarão. Jesus disse que a ceifa é o fim do mundo (Mateus 13.37-43). Todos comparecerão diante do Justo Juiz para colherem conforme o que semearam.

EZEQUIEL 37.1
“…me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos… profetizei como ele me ordenara, então o espírito entrou neles e viveram. Então ele me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel”.

Nenhuma conotação de reencarnação da alma. De acordo com os propósitos de Deus, Ezequiel foi arrebatado em espírito e teve uma visão: ele viu um vale de ossos secos; e depois de profetizar sobre eles, ouviu do Senhor a promessa de dar vida a esses ossos. O próprio Senhor, no verso 11, esclarece o significado real da visão: “Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel”.
“Os ossos representam “toda a casa de Israel”, isto é, tanto Israel como Judá, no exílio, cuja esperança pereceu na dispersão entre pagãos. Deus mandou Ezequiel profetizar para os ossos. Os ossos então reviveram em duas etapas: (1) uma restauração nacional, ligada à terra (vv.7,8), e (2) uma restauração espiritual, ligada a fé (vv.9,10). Esta visão objetivou garantir aos exilados a sua restauração pelo poder de Deus e o restabelecimento como nação na terra prometida, apesar das circunstâncias críticas de então (vv. 11-14). Essa restauração teve início no tempo de Ciro (Esdras 1), mas só terá pleno cumprimento quando Deus congregar os israelitas na sua terra, nos tempos do fim, numa ocasião de grande despertamenrto espiritual. Muitos judeus crerão em Jesus Cristo e o aceitarão como seu Messias antes de Ele voltar para estabelecer o seu Reino”.

JOÃO 9.1-5
“Quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais, mas isto aconteceu para que se manifestem nele as obras de Deus. Devemos fazer as obras daquele que me enviou enquanto é dia. A noite vem, quando ninguém pode trabalhar”.

Espíritas há que veem nesses versículos conotação reencarnacionista, talvez não explícita, pelo menos velada. Nenhuma coisa nem outra. Pelo contrário. Jesus afirma que as nossas boas obras devem ser feitas enquanto temos vida (“enquanto é dia”), porque depois da morte (“a noite vem”) ninguém pode trabalhar. E não haverá outra oportunidade. Os judeus estavam errados em acreditar que toda enfermidade era resultado de um pecado cometido pelo enfermo ou por seus ascendentes. Esta enfermidade, como a de Jó, foi permitida, dentro dos propósito divino, para manifestação do poder, do amor e da glória de Deus. Mas há doenças que têm como causa direta o pecado. A AIDS é um exemplo. A maioria dos aidéticos cometeu o pecado do adultério, do sexo fora do casamento ou do homossexualismo: “E, semelhantemente, também, os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homem com homem, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro” (Romanos 1.27). Tal assertiva foi confirmada por Jesus, quando disse a um inválido por ele curado: “Olha, agora estás curado. Não peques mais, para que não te suceda coisa pior” (João 5.14). Veja-se: aquela enfermidade de oito anos foi decorrente de pecados cometidos pelo próprio enfermo, e não por existências anteriores. Não podemos pagar pelos erros dos outros. Todavia, os filhos, por má influência, podem continuar cometendo os mesmos pecados dos pais, por várias gerações, como veremos a seguir.

ÊXODO 20.5
“…visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”.

O espiritismo vê nessa mensagem uma alusão à pluralidade de existências, em que os pecadores de uma geração pagariam pelos descaminhos de gerações anteriores. Como texto fala “dos pais nos filhos”, teriam os espíritas de admitir que os filhos seriam necessariamente reencarnações dos pais, o que é contrário ao ensino kardecista. Ora, em Êxodo 34.6-7, Deus se revela “tardio em iras e grande em beneficência”; que “perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado”; “que ao culpado não tem por inocente”. E, é lógico, ao inocente não tem por culpado. Deus castigará “aqueles que me odeiam”, como está no texto. Ademais, a geração posterior será culpada e castigada se continuar no pecado; se os filhos, por mau exemplo familiar, seguirem os passos dos pais, adotando seus hábitos e procedimentos pecaminosos, sofrerão as consequências. Ainda hoje se vê não uma família apenas, mas nações inteiras na prática da idolatria e do ocultismo. Não porque estejam pagando pelos erros dos outros, mas porque seguiram a mesma tradição, os mesmos hábitos e costumes dos antepassados. Por isso, o Evangelho da salvação do nosso Senhor Jesus Cristo deve ser pregado a toda criatura. Deus oferece a fórmula para uma reconciliação: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”(2 Crônicas 7.14). O filho não carregará a culpa do pai, salvo se seguir-lhe o mesmo caminho pecaminoso.

EZEQUIEL 18.1 
“A alma que pecar, essa morrerá. Sendo um homem justo, e fazendo juízo e justiça… o tal justo certamente viverá, diz o Senhor Deus. Se ele gerar um filho ladrão, derramador de sangue… não viverá [o filho] porque fez todas estas abominações. Mas se gerar um filho que veja todos os pecados que seu pai fez e, vendo-os, não cometer coisas semelhantes… o tal não morrerá pela maldade de seu pai; certamente viverá. Seu pai, porque praticou extorsão, roubou os bens do próximo e fez o que não era bom… morrerá pela sua própria maldade. Por que não levará o filho a maldade do pai? Porque o filho fez juízo e justiça, guardou todos os meus estatutos, e os praticou, por isso certamente viverá. A alma que pecar, essa morrerá. O filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a do filho. A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele. Mas se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer juízo e justiça, certamente viverá; não morrerá. De todas as suas transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele. Tenho eu algum prazer na morte do ímpio? diz o Senhor Deus. Não desejo antes que se converta dos seus caminhos e viva? Eu vos julgarei, a cada um conforme os seus caminhos. Arrependei-vos e vivei”. (v. Jeremias 31.30).
A Palavra acima é o corolário de tudo quanto foi dito antes, neste trabalho, sobre arrependimento, perdão, julgamento, salvação e morte eterna. “Certamente morrerá/viverá” significa viver a alma eternamente separada de Deus, ou eternamente com Deus. E esse julgamento será na plenitude dos tempos. Não sei onde os espiritistas encontraram nesses versículos algo que possa confirmar a transferência de culpas de pai para filho ou de qualquer pessoa para outra. Aquele que pecar, pagará pelos seus pecados. Não existe maldição hereditária. A salvação é pessoal. O julgamento é individual. Os versículos sob análise dão maior clareza ao que está em Êxodo 20.5 (“visito a maldade dos pais nos filhos”),já comentado, e enfatizam que cada um presta conta de seus próprios pecados. Outras passagens confirmam o que acabamos de ler. Vejamos:

Deus perdoa totalmente: “Ainda que vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve” (Isaías 1.18); “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro”(Isaías 43.25); “Pois lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados”(Jeremias 31.34); “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados…” (Atos 3.19). A prestação de contas é individual, e haverá o Dia do Juízo: “…todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus. De modo que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Romanos 14.11-12); “Cada um morrerá pela sua iniqüidade…”(Jeremias 31.30); “De toda palavra frívola que os homens proferirem hão de dar contas no dia do juízo”(Mateus 12.36); “Mas hão de dar conta àquele que está preparado para julgar os vivos e os mortos” (1 Pedro 4.5).

MUNDOS HABITADOS

“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também” (Palavras de Jesus, Mateus 14.2-3). Allan Kardec assim interpretou esta mensagem: “A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço”, habitados pelos espíritos. Refutamos tal interpretação:

1) A casa de Deus é o céu, e para lá iria Jesus. Ao ladrão crucificado ao seu lado, Jesus prometeu: “Hoje estarás comigo no paraíso”. “Assim diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés… não fez a minha mão todas estas coisas, e assim vieram a existir?” (Isaías 66.1-2). Aquele ladrão não iria vagar por muitas encarnações e planetas outros até morar num “mundo ditoso”, como quer o espiritismo.

2) Jesus promete voltar para levar os seus para junto de si: os vivos serão arrebatados, e os mortos, ressuscitarão (1 Tessalonicenses 4.16-17). Com isso, a doutrina da reencarnação perde seu sentido: na Sua volta, como ficariam os desencarnados que não cumpriram as etapas para purificação? É evidente que Allan Kardec ignorou a segunda parte do versículo em que Jesus promete voltar para ressuscitar os que dormem. Não estaremos espalhados por vários mundos, mas reunidos, numa só família, com Cristo. A ressurreição dos mortos anunciada na passagem acima está de acordo com Hebreus 9.27: “Aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo”. Só morremos uma única vez.

PREEXISTÊNCIA DAS ALMAS

O espiritismo ensina que as almas, criadas por Deus, já existem em estado “simples e ignorantes”. Aos poucos vão sendo encaminhadas à Terra para viverem num corpo humano: “O mundo espírita preexiste e sobrevive a tudo. Os Espíritos estão por toda parte; povoam o espaço infinito. Estão continuamente ao vosso lado, observando e agindo, malgrado vosso, porque são uma das forças da natureza e os instrumentos de que Deus se serve para a realização de seus desígnios providenciais” (Livro dos Espíritos, questões 85 e 87). A mim me parece que o espiritismo confunde anjos com espíritos humanos. Em certo debate, um espírita apresentou uma série de passagens bíblicas, como a seguir, para justificar a preexistência da alma. Refutamos do seguinte modo:

MALAQUIAS 3.1
“Eis que eu envio o meu anjo, que preparará o caminho diante de mim; e, de repente, virá ao seu templo o senhor, a quem vós buscais, o anjo do concerto, a quem desejais; eis que vem, diz o senhor dos exércitos”.

A palavra “ANJO” (hebraico malak; grego angelos) significa mensageiro. Os anjos são mensageiros ou servidores celestiais de Deus: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação”? No versículo sob comento, o anjo que seria enviado – “envio o meu anjo” – seria João Batista, ou seja, o mensageiro João Batista, que viria preparar o caminho de Jesus, o qual assim se referiu: “João é aquele de quem está escrito: adiante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o caminho” (Mateus 11.10; Marcos 1.2; Lucas 1.76). O “anjo do concerto” é Jesus, conforme Malaquias 3.5.
Não vejo nessa passagem qualquer vestígio de que a alma de João Batista estivesse previamente preparada, guardada no almoxarifado de Deus; salvo se se queira entender, forçando uma interpretação, que o anjo encarnou em João Batista. Ora, os anjos têm funções específicas. Não se transformam em almas, para, a partir daí, necessitarem de sucessivas reencarnações. Os anjos – não estamos falando dos “anjos caídos” – são seres inteligentes, superiores aos seres humanos (Hebreus 2.6,7); habitam no céu (Marcos 13.32); lutam contra as forças demoníacas (Apocalipse 12.7-9); protegem os santos (Salmos 34.7; 91.11); acompanharão a Cristo quando ele voltar (Mateus 24.30-31); trazem respostas às orações (Atos 10.4), etc. Os anjos são seres espirituais distintos dos espíritos humanos. Portanto, muito longe estão de serem semelhantes às almas “simples e ignorantes” de Allan Kardec. A única encarnação de um Espírito preexistente foi a de Jesus – porque eterno -, para que o plano de salvação dos homens nEle se cumprisse. Mas esta é outra história.

JEREMIAS 1.5
“Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta”.

Deus não está limitado ao tempo. Deus, onisciente, tem o conhecimento de todas as coisas, do ontem ao amanhã, do início do mundo à plenitude dos tempos. O próprio Deus assim se revelou: “Eu sou Deus e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam” (Isaías 46.9-10). É por isso que há profecias que falam de um fato futuro como se já tivesse passado. Vejamos: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a sua boca; como cordeiro foi levado ao matadouro”(Isaías 53.3-7, 700 a.C.) “Deram-me fel por alimento, e na minha sede me deram a beber vinagre”(Salmos 69.21. séculos X a V a.C. ). Logo, antes que Jeremias nascesse Deus já o conhecia; antes mesmo de sua formação, de sua concepção. Antes que o espermatozóide atingisse o óvulo, para dar início a um novo ser humano, Deus já o chamava pelo nome e preparara para ele um ministério profético. Expressões equivalentes foram ditas por Paulo: “Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça…”(Gálatas 1.15), e por Davi: “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe…”(Salmo 139.16).

ISAÍAS 49.1, 2, 5
“Ouvi-me, ilhas, e escutai vós, povos de longe! O SENHOR me chamou desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe, fez menção do meu nome. E fez a minha boca como uma espada aguda… E, agora, diz o SENHOR, que me formou desde o ventre para seu servo”.

Diz o espiritismo que a mensagem acima dar legitimidade ao ensino da preexistência das almas. A profecia está se referindo ao Servo do Senhor, Jesus Cristo, pelo seguinte: 1) Em “ouvi-me ilhas”, a palavra ilhas representa o mundo, e “povos de longe” refere-se a todas as gerações. O ministério profético de Isaías não teria tal magnitude e alcance. 2) “Chamou-me desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome”, diz respeito à missão messiânica de Jesus, concebido no ventre de Maria, e chamado pelo nome antes do seu nascimento: “Conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Ele reinará eternamente sobre a casa de Jacó” (Lucas 1.31, 33). 3) Somente Jesus seria a “luz dos gentios” e a “salvação até à extremidade da terra”, como está no verso “6”. Esta não seria tarefa para o profeta Isaías. 4) As expressão “fez a minha boca como uma espada aguda”, no verso 2, alude às palavras do Messias esperado, palavras semelhantes a uma espada afiada que penetra na consciência dos homens: “… e da sua boca saía uma afiada espada de dois gumes” (Apocalipse 1.16; 2.12, 16). A profecia, portanto, nada tem a ver com preexistência das almas.

SALMO 139
Vejamos alguns versículos desse salmo: “Ó Senhor, tu me sondaste e me conheces. Conheces o meu assentar e o meu levantar… conheces o meu caminho. Tu me cercaste em volta. Para onde fugirei da tua face? Pois criaste o meu interior; entreteceste-me [tecer, armar, fazer] no ventre da minha mãe. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe. Todos os dias que foram ordenados para mim, no teu livro foram escritos quando nenhum deles havia ainda”.
Também mencionado como argumento de que a preexistência das almas é aí ensinado. O Salmo 139 não é nada mais nada menos do que uma revelação da onipresença e da onisciência de Deus. Não se trata de uma declaração da alma do salmista, que estaria revelando situações ocorridas antes da formação do corpo. O próprio espiritismo declara que, quando encarnada, a alma não se recorda de sua vida extracorpórea. Deus está presente em todos os momentos de nossa vida, desde a concepção e, antes desta, Ele já conhecia nosso destino: “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia”. Deus tem um plano de salvação para todos os homens. O primeiro passo foi dado por seu Filho, na cruz. O passo seguinte é o nosso: aceitar a Jesus como Senhor e Salvador e permitir que o plano de Deus se realize em nossas vidas. O salmista fala, também, do Juízo Final, quando diz: “Ó Deus! Tu matarás, decerto, o ímpio. Vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (v. 19, 24). Aqui o salmista busca a graça salvadora de Deus, para que possa viver na eterna paz. Portanto, o Salmo 139 nada tem a ver com preexistência das almas.

MATEUS 18.8-9 – MARCOS 9.42-48
“Se tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma grande pedra de moinho e que fosse lançado no mar”.

Jesus, usando o recurso da linguagem figurativa, diz que para entrarmos no reino Deus é necessário cortarmos todas as ligações com o pecado, pois é melhor vivermos uma vida de sacrifício, de repulsa aos prazeres mundanos, do que sermos lançados no inferno. Jesus advertiu sobre a imperiosa necessidade de os crentes darem bons exemplos às crianças, afastando-as das influências ímpias do mundo; não induzirem pessoas à prática do mal; não serem instrumentos de “escândalos” para a perdição dos demais (drogas, bebidas, pornografias, falsas doutrinas, filmes imorais, piadas obscenas, prática do ocultismo). Portanto, nada do que foi dito Por Jesus tem qualquer ralação com preexistência da alma. Mais uma vez Jesus fala do castigo eterno para os recalcitrantes, os duros de coração, os ímpios.
Gênesi 25.22 “O Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço”.
Os versículos acima contam a história do nascimento dos gêmeos Esaú e Jacó. Deus, de antemão, sabia que desses dois sairiam duas nações e seriam entre si antagônicas: os israelitas, descendentes de Jacó, de cuja linhagem surgiria o Redentor; e os edomitas, descendentes de Esaú. Esses “dois povos” se hostilizaram e se guerrearam por muitos e muitos anos. O maior exemplo desse relacionamento conflituoso foi quando o rei de Edom negou a passagem de Israel pelo seu território, por ocasião do Êxodo (Números 20.21). A menção da luta no ventre de Rebeca reforça o entendimento de que desde o começo haveria desavenças entre Jacó e Esaú no seio da família, e entre seus descendentes, tal como aconteceu. A Palavra do Senhor foi cumprida em sua inteireza. Portanto, nada que possa legitimar o ensino da preexistência ou reencarnação das almas encontra-se na passagem bíblica sob análise.

MEDIUNIDADE – “DR. FRITZ”

O Brasil todo assistiu ao desenrolar das apurações e debates em torno do mais espetacular e desastroso fenômeno de mediunidade de todos os tempos. Um milhão de pessoas atendidas pelo médium Rubens Faria Júnior, que diz incorporar uma entidade espiritual denominada “Dr. Fritz”. Num período de três a quatro anos teriam sido realizados cerca de duzentos mil atos cirúrgicos em doentes que diariamente buscavam alívio para suas dores.
Esse espírito, “Dr. Fritz”, há vinte anos atua no Brasil. Foi incorporado de início pelo médium Zé Arigó; depois, pelo médium Edson Queiroz, e, por último, pelo médium Rubens. Conforme declarações dos referidos canalizadores, “Dr. Fritz” é o espírito de um médico alemão falecido há muitos anos.
O trabalho de atendimento médico-cirúrgico do médium foi suspenso como consequência de graves denúncias: morte de uma jovem paciente, ocultação de cadáver, enriquecimento ilícito, exercício ilegal da Medicina, e outras. Nada temos contra a pessoa do Sr. Rubens, que, diga-se de passagem, é vítima do maior inimigo de Deus e dos homens, como veremos a seguir. Pretendemos tão-somente analisar o fenômeno espiritual em si, à luz da palavra de Deus, à luz dos ensinos bíblicos. Para que os leitores possam conhecer a extensão do problema, transcrevemos matéria publicada no jornal O Dia, Rio, 6.2.99, sob o título “DR. FRITZ SOB INVESTIGAÇÃO”:

“A briga entre o médium Rubens Faria Júnior, o Dr. Fritz, e sua ex-mulher Rita de Cássia Costa Faria não só ainda vai dar panos para mangas como está virando escândalo. Policial. A Polícia Federal, que entrou no caso para investigar possíveis crimes de sonegação fiscal e remessas ilegais de dólares para o exterior, feitas por Rubens, descobriu três mortes, que teriam ocorrido no galpão de atendimento do médium, na Rua Quito, na Penha. O delegado Marcelo Bertolucci soube dos cadáveres pelo segurança de Rubens – Nélson José Nunes Júnior – preso no dia 26 de janeiro por porte ilegal de pistola 9mm (arma privativa das Forças Armadas). Ele confessou ter sido o responsável pela remoção dos três corpos, pacientes do Dr. Fritz. Os cadáveres não foram para o Instituto Médico Legal (IML) mas, segundo Nélson contou no depoimento, para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, onde existiria um esquema montado para registrar os óbitos como se fossem de internos daquele hospital. Essa semana, o delegado Bertolucci pretende colher mais subsídios com Nelson, para investigar as mortes. Mas ele não estará sozinho. Ao saber da história pelo O DIA, o superintendente de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Ricardo Peret, prometeu promover uma auditoria ao HGV para cruzar os registros de óbitos com os de entrada dos pacientes no hospital, tentando confirmar a história.
A dor-de-cabeça que Rubens Faria terá a partir da briga que vem mantendo com Rita, em torno da partilha dos bens do casal, não pára por aí. Tanto Rita como seu irmão, Sebastião Odilo Moreira da Costa, que durante muito tempo auxiliaram Rubens Faria quando ele incorporava o Dr. Fritz, agora o acusam de charlatanismo. Sebastião, que no galpão era conhecido como Renato, era quem organizava todos os atendimentos, funcionando com uma espécie de coordenador, tanto na Penha (RJ), como no bairro do Ipiranga, na cidade de São Paulo. Ambos garantem que demoraram a descobrir que tudo não passava de um embuste. Eles dizem que a injeção que o médium costumava dar nos pacientes não passava de um fingimento. A seringa era abastecida com aguarrás, álcool e iodo. “A injeção não era dada na pessoa, mas num pedaço de gaze escondida na mão esquerda do Dr. Fritz”, afirmou Sebastião. Rita não só confirma a história da falsa injeção como põe mais pimenta na história do galpão. Garante ter surpreendido o médium sozinho com moças sem roupas na sala de cirurgia. Em depoimento que assinou, confessa:
“senti uma grande vergonha de ter participado daquela farsa”.

ESPÍRITO MAU OU BOM?

O espiritismo não admite a existência de demônios, Inferno, Juízo Final, Satanás, Diabo, pecado, salvação pela graça, morte expiatória de Jesus, condenação eterna, e outras doutrinas bíblicas. Por isso, cristianismo e espiritismo são irreconciliáveis. Portanto, a partir da crença espírita, o Dr. Fritz é o espírito de uma pessoa falecida. Resta saber se é um espírito bom ou mau. Hippolyte Léon Denizart Rivail, que usa em seus livros o pseudônimo Allan Kardec, o codificador das doutrinas espíritas, afirmou que existem espíritos capazes de tudo: mentirosos, enganadores, imitadores de caligrafias e de vozes, perversos, orgulhosos, semeadores de discórdia, criadores de sistemas absurdos (e porque não criadores de doutrinas absurdas), enganadores de médiuns, levianos, vaidosos, medíocres, ambiciosos, capazes de todos os ardis, etc. (O Evangelho Segundo o Espiritismo (E.S.E.), de Allan Kardec, caps. XXI e XXVIII, págs. 335, 340, 342 e 414; Livro dos Médiuns, págs. 272, 281, 282 e 285). Se o Dr. Fritz é do grupo dos perversos, então justificam-se as dificuldades enfrentadas pelo “canal” Rubens, os transtornos na sua vida conjugal, a morte de doentes por ele atendidos, e de outras coisas mais. Ninguém sabe quantas pessoas atendidas pela entidade espiritual chamada Dr. Fritz ficaram em situação pior, nem quantas sofreram ou morreram nas mãos dos médiuns Zé Arigó e Edson Queiroz. Não se trata do exercício legal de práticas religiosas, assegurado na Constituição. O exercício da mediunidade, nesses termos, equivale-se ao curandeirismo.
Se os espíritas consideram como válida a hipótese de o Dr. Fritz ser um espírito mau, seria de bom alvitre fazê-lo “subir” numa sessão espírita para tentar doutriná-lo, ou aconselhá-lo a reencarnar. Então, a comunidade espírita apresentaria mais tarde um novo Dr. Fritz, em melhores condições de dar prosseguimento ao seu trabalho. Entretanto, os defensores dessa idéia estariam diante de algumas dificuldades: 1) Dr. Fritz, usando de seu livre-arbítrio, poderia recusar a reencarnação ou a conversão; 2) Os espíritos bons presentes nessa sessão poderiam não ser tão bons assim, porquanto, segundo Kardec, há espíritos que enganam os médiuns; 3) Possibilidade de o Dr. Fritz não atender ao convite, ou seja, não “subir”. Kardec consente nessa real possibilidade quando diz no cap. XXVIII, pág. 447, do Evangelho Segundo o Espiritismo:

“Os maus espíritos são aqueles que ainda não foram tocados de arrependimento; que se deleitam no mal e nenhum pesar por isso sentem; que são insensíveis às reprimendas, repelem a prece e muitas vezes blasfemam do nome de Deus. São essas almas endurecidas que, após a morte, se vingam nos homens dos sofrimentos que suportaram e perseguem com o seu ódio aqueles a quem fizeram mal durante a vida, quer obsidiando-os, quer exercendo sobre eles qualquer influência funesta. Duas categorias há bem distintas de Espíritos perversos: a dos que são francamente maus e a dos hipócritas. Infinitamente mais fácil é reconduzir ao bem os primeiros do que os segundos. Aqueles, as mais das vezes, são naturezas brutas e grosseiras, como se nota entre os homens; praticam o mal mais por instinto do que por cálculo e não procuram passar por melhores do que são”.

Kardec acertou na descrição das qualidades desses espíritos malignos, mas errou em não chamá-los de demônios liderados por Satanás, o maior inimigo de Deus e dos homens.
Se bem entendi, os maus se dividem em maus de verdade, e hipócritas. Os maus, genuinamente maus, são de fácil recuperação e podem ser doutrinados facilmente. Com jeitinho aceitam reeencarnar para sofrerem em muitas outras vidas. Já os hipócritas são osso duro de roer. Ora, os maus são bons ouvintes que procuram seguir os conselhos. Os maus hipócritas são da pesada. Tenho a impressão que muitos leitores estão perguntando onde o francês León Hippolyte Denizart Rivail foi buscar essas ideias. Como os espíritas não acreditam em Juízo Final ou Inferno, espíritos dessa espécie ficarão por aí fazendo o mal eternamente sem serem molestados, e Deus sem nada fazer, até porque “Deus não mandaria um filho seu para o castigo eterno”, como argumentam os espíritas.

Admitida a hipótese de ser Dr. Fritz um espírito bom, teriam que explicar porque a vaca foi pro brejo, ou seja, porque as coisas desandaram. Os espíritos bons, no entender da doutrina espírita, protegem e ensinam o bom caminho. Logo, o Dr. Fritz não permitiria que o trabalho mediúnico fechasse as portas. Digo isto porque, segundo Kardec, Deus se comunica com os homens SOMENTE através dos espíritos bons. Fico a meditar se Deus, soberano e ilimitado, estaria limitado nas suas comunicações. Em resumo, entendo que o médium Rubens não incorpora um bom espírito, porque um bom espírito ter-lhe-ia dado total proteção para o êxito no exercício da mediunidade.

A hipótese de o Sr. Rubens ser médium e não ser espírita não encontra respaldo nos ensinos kardecistas. Kardec declara que os “médiuns receberam de Deus um dom gratuito”, ou seja, “o de serem intérpretes dos Espíritos, para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé…”. Não esclarece em quem é a fé. O médium, segundo a doutrina espírita, é um canal (daí a expressão moderna de “canalizador”) por onde fluem os espíritos dos mortos. Os bons espíritos ouvem a Deus, recebem de Deus as instruções e as repassam aos homens, diz o espiritismo. É por essas e outras que Kardec considera o espiritismo a Terceira Revelação de Deus. Resumindo, temos: Kardec diz que médium é o que incorpora espíritos de mortos; o Sr. Rubens diz que incorpora espíritos de mortos; logo, o Sr. Rubens é médium. Nem todo espírita é médium; mas todo médium é espírita. Como também nem todo médico é cardiologista, mas todo cardiologista é médico. Creio que a maioria dos espiritistas aspiram à mediunidade. E os líderes incentivam os novos a essa prática: “você tem mediunidade e precisa desenvolvê-la”. A mediunidade é para o espiritismo, como a enxada é para o lavrador. Logo, não se pode dissociar a mediunidade do espiritismo. Nós, cristãos, sabemos que não são espíritos de pessoas falecidas que eles incorporam.

Outra hipótese é a que não aceita as qualidades mediúnicas do Sr. Rubens, e, portanto, não o tem como espírita. Seria um pseudo-médium, charlatão, trapaceiro. Os que assim pensam certamente enfrentam alguma dificuldade em explicar:

1) A comunidade espírita engoliu por muitos anos a farsa sem nada perceber?

2) Idem, idem, com relação aos médiuns Zé Arigó e Edson Queiroz?

3) Os bons espíritos, que “sobem” ou “descem” nas centenas de sessões por esse Brasil a fora, não falaram nada, não deram nenhuma dica, levando em conta que estava em jogo o conceito da mediunidade, o conceito do espiritismo, o conceito dos próprios bons espíritos?

4) A comunidade de médiuns, embora sabendo da farsa, resolveu silenciar? Não há como, com os “dons” mediúnicos disponíveis, detectar um falso médium?

5) As alterações de voz e semblante observáveis no Sr. Rubens, quando este se diz possuído pelo Dr. Fritz, denunciam ou não a presença de uma entidade espiritual?

6) Se se trata de uma farsa, o que dizem milhares de pessoas que estiveram com ele?

7) Como explicar os cortes cirúrgicos – de peles, nervos e ossos – sem que as vítimas demonstrassem sentir qualquer dor?

OS MORTOS NÃO VOLTAM
Segundo os ensinos da Palavra de Deus os mortos não voltam. O princípio é que os mortos nada podem fazer pelos vivos, e estes, nada, pelos mortos. Após a morte do corpo, o espírito segue para um lugar determinado, para a paz eterna ou para o eterno sofrimento. Assim diz o Senhor Jesus:

“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. QUEM NELE CRÊ NÃO É CONDENADO, MAS QUEM NÃO CRÊ JÁ ESTÁ CONDENADO, PORQUE NÃO CRÊ NO NOME DO UNIGÊNITO FILHO DE DEUS” ( João 3.17-18).

Da parábola do “rico e Lázaro”, proferida pelo Senhor Jesus, ficamos conhecendo a que tipo de condenação Ele se referiu. Deduz-se que os mortos se encontram em lugares já definidos, sem condições de mudança e sem permissão para se comunicarem com os vivos. O rico – não pelo fato de ser rico, mas porque idolatrava sua riqueza – estava num lugar infernal, em tormentos; e Lázaro, em um lugar de gozo e paz.

JESUS É A VERDADE

Não é demais lembrar que o espiritismo exalta as qualidades morais de Jesus, embora não o reconheça como Senhor e Salvador. Kardec não diz que Jesus é totalmente mentiroso. Ele afirmou que “o Cristo veio ensinar aos homens a justiça de Deus”; que “no Cristianismo encontram-se todas as verdades”; que “o Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos”. Ora, o cristianismo, religião fundada pelos discípulos de Jesus, tem por base doutrinal os ensinos do Mestre, a Sua condição de Cristo, o Messias, Sua morte expiatória, Sua ressurreição, dentre outros. Kardec se rende às divinas mensagens do Senhor Jesus, mas ensina que o tempo do Senhor Jesus já passou; que o espiritismo é a Terceira Revelação de Deus; que a alma humana se instalou inicialmente em macacos; que a alma salva-se a si mesma, etc. Kardec se contradiz. Aproxima-se do cristianismo e o reconhece como o caminho da verdade, mas nega essas verdades. Usou o cristianismo para apresentar sua tese, qual planta trepadeira que busca sustentação e vida nas árvores robustas.

A que conclusão quero chegar? Concluir que todas as palavras pronunciadas pelo Senhor Jesus, suas mensagens e parábolas, devem ser aceitas e acatadas pelos espiritistas, sob pena de se colocarem em atitude de rebelião contra Kardec ou, copiando o mestre, cair no contraditório. Daí porque deve ser considerada veraz a palavra do Senhor Jesus, e reconhecida a autenticidade dos livros bíblicos por Ele citados, tais como os livros da lei mosaica, o livro de Salmos, a palavra dos profetas, o livro de Jonas, o de Isaías, as palavras de seus apóstolos, que dEle receberam instruções e, por extensão, toda a Bíblia Sagrada. Os espíritas costumam acreditar em algumas mensagens do Senhor Jesus, e rejeitar outras. Como se Ele fosse verdadeiro em apenas parte do que falou e ensinou. Como se Ele fosse metade mentira, metade verdade. Em João 17.17, o Senhor Jesus, intercedendo pelos discípulos, diz: Santifica-os na verdade; A TUA PALAVRA É A VERDADE. Logo, a Palavra santifica e contribui para que a fé nasça nos corações dos homens. O próprio Jesus declara: EU SOU O CAMINHO, A VERDADE, E A VIDA (João 14.6). Ora, Kardec disse que Senhor Jesus ensinou a justiça de Deus, que Deus revelou-se nEle, que o cristianismo contém todas as verdades, e que a missão de Jesus foi divina.

Kardec foi muito esperto na elaboração de sua doutrina. Colocou o Senhor Jesus nas alturas, e disse que o cristianismo é a verdade. Porém, quando se vê encurralado dá o pulo do gato. Ele simplesmente diz que o Senhor Jesus não estava falando sério quando se referiu a Satanás e seus demônios, os quais, para Kardec, seriam tão-somente espíritos atrasados, impuros, mas que um dia chegarão à perfeição. No Livro dos Espíritos, questão 131, referindo-se a Jesus e a satanás, diz:

“Não se sabe que a forma alegórica é uma das características de sua linguagem?

Em síntese, Kardec está duvidando da seriedade do Senhor Jesus. Para Kardec, Jesus estava brincando quando ordenou que Satanás saísse de sua presença (Mateus 4.10); quando classificou o Diabo de homicida e pai da mentira (João 8.44); quando libertou uma mulher das amarras de Satanás (Lucas 13.16); quando outorgou poderes aos crentes para expulsarem demônios (Marcos 16.17).

QUEM É O DR. FRITZ?

Tenho dúvida se ele é o próprio Satanás, se um simples demônio, ou, quem sabe, um grupo de demônios, uma falange como disse o médium Rubens. Muito bem disse Kardec quando afirmou que eles mentem, falsificam, são perversos ao extremo, capazes de tudo. Errou por muito pouco não lhes dispensando a denominação correta, a correta denominação que o Senhor Jesus lhes deu. Capazes de tudo, astutos, inteligentes e organizados, esses demônios dizem que são espíritos desencarnados (coitadinhos!); enganam os incautos nas sessões espíritas, imitam caligrafias de pessoas falecidas e suas vozes; falsificam quadros de pintores famosos; tomam posse dos corpos dos que invocam seu nome; e, como vimos no fenômeno Rubens/Fritz, cortam corpos e matam.
A entidade incorporada pelo médium Rubens não é um espírito desencarnado, mau ou bom. É maligno o espírito por ele recebido, qualquer que lhe seja o nome dado: exu, preto-velho, satanás, diabo, demônio, pomba-gira, caboclo, capeta, belzebu, espírito-guia, espírito mau, espírito malfazejo, espírito perverso, iemanjá, orixá, tranca-rua, ogum, oxóssi, xangô, omolu, iansã, oxum, caboclo, espírito-guia, ou Dr. Fritz.

LOUVADO E ENGRANDECIDO SEJA NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO!

B I B L I O G R A F I A

ANKERBERG, John (e John Weldon) – Os Espíritos-Guias (The facts on Spirit Guides), 1988.

BEZERRA, Edir Macedo – Orixás, Caboclos e Guias, 1993.

BIBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL – Almeida Revista/corrigida.

COSTA, Jefferson Magno – Porque Deus Condena o Espiritismo, 1957.

KARDEC, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo, 1985; O Livro dos Espíritos, 1997.

LEWIS, C.S. – Milagres, Um Estudo Preliminar, 1947

OLIVEIRA, Raimundo F. de – Seitas e Heresias de Todos os Tempos, 1993; As Grandes Doutrinas da Bíblia, 1949.

(Elaborado pelo Pr Airton Evangelista da Costa, AD Palavra da Verdade, em Aquiraz-CE)
Para mais informações sobre este assunto, acesse: www.cicero.com.br

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