Escola Bíblica

= COMO MELHORAR A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL =

INTRODUÇÃO

Antes de tratarmos do tema “Como Melhorar a Escola Dominical”, faremos algumas reflexões sobre a importância da ED no contexto da Educação Cristã.

A – A Escola Dominical não é uma atividade opcional, é uma atividade essencial.

Ela se confunde com a própria essência da Igreja. 

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42).

“A Escola Dominical não é uma parte da igreja; é a própria igreja ministrando ensino bíblico metódico.”

OBS: Enquanto as igrejas tradicionais estão repensando a ED, grande parte das igrejas pentecostais somente começaram a pensar na relevância do ensino bíblico sistemático de algumas décadas para cá.

Há algumas décadas atrás, na maioria das igrejas tradicionais, era comum o número de matriculados na ED ser superior ao número de membros da igreja. O que podemos dizer das nossas Escolas Dominicais?

B – Onde fica a ED no programa geral de nossas igrejas? Qual a sua importância?

Conceito: “A Escola Dominical conjuga os dois lados da Grande Comissão dada à Igreja (Mt 28.20; Mc 16.15). Ela evangeliza enquanto ensina.”

O cumprimento da Grande Comissão através da ED, pode ser visto em quatro etapas:

Alcançar – a ED é o instrumento que cada igreja possui para alcançar todas as faixas etárias.

Conquistar – através do testemunho e da exposição da Palavra: “…serão todos ensinados por Deus…todo aquele que do pai ouviu e aprendeu vem a mim” (Jo 6.45). A conversão é eterna quando acontece através do ensino.

Ensinar – até que ponto estamos realmente ensinando aqueles que temos conquistado?

“O ensino das doutrinas e verdades eternas da Bíblia, na Escola Dominical deve ser pedagógico e metódico como numa escola, sem contudo deixar de ser profundamente espiritual.”

Treinar – devemos treiná-los para que instruam a outros.

  1. ATRAVÉS DE UMA EFICIENTE ADMINISTRAÇÃO
  2. A administração só será eficiente se houver organização.

Organização lembra ordem, método de trabalho, estrutura, conformação, planejamento, preparo, definição de objetivos.

O crescimento sem ordem é aparente e infrutífero.

“Uma vez que a ordem penetra o universo de Deus, temos base para crer que o céu é lugar de perfeita ordem. Leis preciosas e infalíveis regulam e controlam toda a natureza, desde o minúsculo átomo até os maiores corpos celestes.”

Deus é um ser organizado: planejou a criação; a nossa redenção; a ordem das tribos; o tabernáculo; a multiplicação dos pães, etc.

A organização na Escola Dominical é extremamente necessária. Deverá estar presente em cada fase do trabalho: no planejamento, na execução do plano, e na avaliação dos resultados.

A organização da ED deve ser simples e funcional; de acordo com a realidade de cada igreja.

Razões para a organização:

  • Dividir e fixar responsabilidades;
  • Esclarecer os limites do trabalho a ser realizado;
  • Atender as necessidades das pessoas envolvidas;
  • Garantir resultados satisfatórios.
  1. ATRAVÉS DE UM PLANO DE CRESCIMENTO

A Escola Dominical deve crescer tanto em quantidade quanto em qualidade.

As escolas que estão sempre crescendo numericamente, geralmente são as que mais se preocupam com a melhoria da qualidade de ensino. Quais os passos necessários para que a Escola Dominical cresça?

  1. Localizar o povo.

Os líderes da ED precisam saber onde se encontra a sua população alvo.

É necessário saber quem são e onde estão os alunos em potencial a serem matriculadas na Escola Dominical. Onde está a fonte de novos alunos?

  1. a) Lista de novos convertidos.

Muitos se convertem e não voltam mais à igreja. Precisamos buscá-los!

Os novos convertidos são como crianças recém-nascidas em Cristo; precisam ser recepcionados e identificados imediatamente após a conversão. (Ficha de identificação e triagem).

  1. b) Relação de visitantes na escola e nos cultos da igreja.
  2. c) O rol de membros da igreja.

O rol de membros é uma fonte quase inesgotável. Faça uma campanha com o lema “Cada crente um aluno”.

O número de matriculados na ED deverá ser maior que o número de crentes no rol de membros da igreja.

  1. d) A comunidade ao redor da igreja.

Faça um recenseamento. Já que o departamento crescerá, os administradores deverão pensar em que direção ele irá crescer.

Faça uma visita ás famílias e convide-as para visitar a Escola Dominical. (Organize uma classe para não crentes.)

  1. Promova uma campanha contínua de matrículas.

Existe uma ligação direta entre a matrícula e a presença na ED. Á medida que cresce a matrícula, cresce também a presença.

Para dobrar a frequência na ED é necessário dobrar a matrícula. (Geralmente, o número de alunos que frequentam a ED assiduamente, corresponde a metade do número de alunos matriculados.)

  1. a) Que plano de matrícula a sua igreja usa?

® Plano de matrícula contrário ao crescimento

  • Exigência de um novo aluno assistir à classe durante certo número de domingos seguidos, antes de ser matriculado.
  • Desligar qualquer pessoa matriculada que não assista com regularidade à classe.

® Motivos justos para desligamentos: morte; transferência para outra igreja; mudança de residência que impossibilite a assistência à escola; um pedido insistente da parte do próprio aluno.

  1. b) Quando se deve matricular um novo aluno?

Imediatamente, se for esse o desejo dele. Não se deve pôr obstáculos para a efetivação da matrícula.

  1. Elabore um programa de visitação.

A visitação visa encorajar os alunos ausentes, e reintegrá-los à vida cristã.

(Todo Domingo, cada classe deve preparar uma lista de alunos ausentes e determinar quem da classe os visitará durante a semana.)

  1. Ampliar as estruturas.

Criar novos departamentos, novas classes.

  1. Providenciar espaço adequado.

Não adianta pensar em matricular novos alunos, em formar novas classes, se não existe espaço para a nova classe funcionar. Este é um dos principais problemas que explicam o pouco crescimento na maioria das Escolas Dominicais.

“A Escola Dominical crescerá enquanto houver espaço para as classes”

  1. a) Redimensionar o espaço que já possui na igreja.

Um estudo criterioso apontará o espaço não usado ou mal usado.

  1. b) Aproveitar o espaço existente nas casas próximas à igreja ou em escolas públicas ou particulares (Se for extremamente necessário).
  2. c) Realizar a Escola Dominical em dois turnos.

Algumas igrejas realizam duas Escolas Dominicais: uma pela manhã e outra à tarde. Os colégios fazem isto; porque não a igreja?

  1. d) Ampliar a construção.

A igreja que constrói espaço suficiente para a sua ED tem espaço para todas as suas necessidades.

III. ATRAVÉS DO ALISTAMENTO, FORMAÇÃO, E TREINAMENTO DE NOVOS PROFESSORES

Se a ED vai crescer em organização e providenciar espaço para novas classes, naturalmente precisará de novos professores.

Þ Como alistar novos professores? Quais os critérios de escolha? Como identificar um autêntico candidato ao magistério cristão?

VOCAÇÃO

É ideal que o professor tenha vocação para o magistério.

Vocação é a inclinação predominante para um determinado tipo de vida e de atividade, no qual o indivíduo encontra plena satisfação e melhores possibilidades de auto-realização.

É a tendência natural para realizar determinada atividade de modo excelente; aptidão, talento, inclinação.

A vocação floresce no próprio interior da personalidade.

De que modo se manifesta?

A vocação revela-se como um conjunto de predisposições; preferências afetivas, atitudes e ideais de cultura e de sociabilidade.

Temperamento. Temperamentos egocêntricos, fechados, incapazes de abrir e manter contatos sociais comuns com certo calor e entusiasmo, não estão preparados para a função do magistério.

Sociabilidade. A educação e o ensino são fenômenos de interação psicológica e social; este exige comunicabilidade e dedicação à pessoa dos educandos e aos seus problemas.

Amor “paedagogicus”. Simpatia e interesse natural pelos alunos e desejo de auxiliá-los nos seus problemas e anseios.

Geralmente a escolha de um professor favorito se baseia num relacionamento pessoal e não na capacidade para ensinar. Os alunos se lembram dos professores que mostraram interesse especial e cuidaram deles antes de se lembrarem daqueles que tinham bons dotes de oratória.

Apreço e interesse pelos valores da inteligência e da cultura. O professor que realmente tem vocação para o magistério é naturalmente um estudioso, um leitor assíduo, com sede de novos conhecimentos, capaz de se entusiasmar pelo progresso da ciência e da cultura.

APTIDÕES NATURAIS

É ideal que o professor seja pré-qualificado para o exercício de suas funções.

  • Saúde e equilíbrio mental;
  • Boa apresentação;
  • Órgãos de fonação, visão e audição em boas condições;
  • Boa voz: firme, agradável, convincente;
  • Linguagem fluente, clara e simples;
  • Confiança em si mesmo, com perfeito controle emocional;
  • Naturalidade e desembaraço;
  • Firmeza e perseverança;
  • Imaginação, iniciativa e liderança;
  • Habilidade de criar e manter boas relações humanas com seus alunos.

QUALIFICAÇÃO ESPIRITUAL (CHAMADA)

Em linhas gerais, o professor precisa ser um crente fiel, espiritual e seguro conhecedor das doutrinas bíblicas, além de ter comprovada capacidade para ensinar.

Ser chamado por Deus para o ministério do ensino (Ef 4.11,12).

Como identificar os professores genuinamente chamados?

Os chamados têm esmero (dedicação): “…se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b).

Esmero significa integralidade de tempo no ministério – estar com a mente, o coração e a vida nesse ministério.

Ter um relacionamento vital e real com Jesus Cristo.

Cristo é seu salvador pessoal; salva de todo o pecado e é também Senhor e dono da sua vida.

Esforçar-se em seguir o exemplo de Jesus.

Jesus é o maior pedagogo de todos os tempos; usou todos os métodos didáticos disponíveis para ensinar.

Reconhecer a importância da sua tarefa.

Encarar o magistério cristão com seriedade. Chegará o dia em que cada professor dará contas de si mesmo a Deus (Rm 14.12;).

“Muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tg 3.1).

Disposição de aprender (humildade).

O homem é um ser educável e nunca para de aprender. Aprendemos com os livros; com nossos alunos; aprendemos enquanto ensinamos. Não há melhor maneira de aprender do que tentar ensinar outra pessoa. Quando o professor não sabe uma resposta, é melhor ser honesto e dizer que não sabe.

Liderança positiva.

  • Lealdade à igreja e ao pastor: na assistência aos cultos, na participação, no sustento financeiro (dízimos).
  • Ser crente integrado à sua igreja: presença nos cultos e atividades da igreja; manter-se distante dos ventos de doutrinas; eticamente correto.
  • Viver o que ensina. O professor não pode ensinar aquilo que não está disposto a obedecer. O professor deve personificar a lição.
  • O professor deve ter um lar cristão modelar.
  • Apoiar a missão e a visão da igreja local. O professor não deve usar a sala de aula para promover uma revolta contra a direção da igreja.
  • Ter como alvo o nascimento de uma nova classe a cada ano.
  • Ter como alvo a geração de novos professores a cada ano.
  1. ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE MÉTODOS CRIATIVOS
  2. Exposição oral.

Aula expositiva ou preleção. Método tradicional usado frequentemente em escolas de todos os níveis. O professor colocado diante do grupo expõe oralmente a matéria, falando ele só o tempo todo. É o método mais criticado, mas também o mais utilizado. O êxito ou fracasso no seu emprego dependerá da habilidade do professor.

  1. Perguntas e respostas.

É largamente utilizado por ensinadores experientes, desde os dias da antiguidade. A eficácia deste método reside no fato de que as perguntas sempre são desafiadoras. A mente, neste caso, não apenas recebe informação, mas a analisa e pondera. Existe todo um processo de reflexão, analise e avaliação que ocorre no cérebro do aluno, enquanto ele recebe a pergunta, medita nas suas implicações e verbaliza a resposta.

  1. Discussão ou debate.

O método de discussão ou debate é aquele em que um assunto ou tópico da lição é colocado para ser discutido entre os membros do grupo.

  1. Técnicas de trabalho em grupo (Dinâmica de grupo)

Por maior que seja o entusiasmo do professor em incentivar a participação ativa dos alunos, seu sucesso vai depender, em última instância, de saber organizar atividades que facilitem esta participação. Aí é que entram as técnicas de trabalho em grupo. Eis algumas: grupos simples com tarefa única; pergunta circular; grupos de verbalização e de observação; estudos de casos etc.

  1. MELHORANDO A COMUNICAÇÃO ENTRE PROFESSORES E ALUNOS

Ensinar não é somente transmitir, não é somente transferir conhecimentos de uma cabeça a outra, não é somente comunicar. Ensinar é fazer pensar; é ajudar o aluno a criar novos hábitos de pensamento e de ação.

Ensinar não é só comunicar, mas é necessário primeiro comunicar.

  1. A importância da comunicação no processo ensino-aprendizagem.

Para que haja comunicação é necessário que se estabeleça pontes de ligação entre o comunicador e o receptor.

Toda comunicação possui três componentes básicos: intelecto, emoção vontade; em outras palavras, pensamento, sentimento e ação.

A maioria dos professores se limita a transmitir a mensagem apenas intelectualmente. Damos pouco peso aos aspectos emocional e vontades da comunicação.

Então, todas as vezes que formos dar aula, devemos responder às seguintes perguntas: o que é que sei e desejo que esses alunos saibam também? O que sinto, e desejo que eles sintam também? O que estou fazendo e quero que eles façam?

  1. Qual é o padrão ideal de comunicação e interação entre professores e alunos?
  • Comunicação unilateral;
  • Comunicação bilateral;
  • Comunicação multilateral.
  1. O processo da comunicação humana.

O processo da comunicação possui 4 elementos: Emissor, receptor, mensagem, e meio ou canal.

O emissor codifica a mensagem e emite a mensagem. O receptor recebe a mensagem, decodifica (interpreta) e responde ao seu interlocutor (retroalimentação, feed back).

  1. Principais problemas de comunicação entre professores e alunos.
  • Professor está mais preocupado em expor a matéria (transmitir conhecimento);
  • Professor utiliza conceitos ou termos que ainda não existem na experiência dos alunos novos convertidos;
  • Professor não se preocupa em aumentar o vocabulário de seus alunos;
  • Professor coloca tantas ideias em cada exposição que somente algumas delas são compreendidas e retidas;
  • Alguns professores falam rápido demais ou articulam mal as palavras. Outros, em voz baixa e tom monótono;
  • Professor não utiliza meios visuais para comunicar conceitos ou relações que exigem apresentação gráfica.
  1. ATRAVÉS DO APOIO IRRESTRITO DO PASTOR
  2. Comparecendo e participando.
  3. Estimulando (A importância do estudo da Bíblia).
  4. Incentivando seus auxiliares do ministério e líderes de Departamento.
  5. Investindo na Escola Dominical.
  6. a) Recursos financeiros.

Deve a igreja destinar uma verba regular a fim de que a Escola Dominical possa funcionar sem atropelos e improvisações.

  1. b) Recursos humanos.

Compreende a reciclagem periódica do superintendente e professores.

  1. c) Recursos Técnicos.

Aquisição de material didático, mobílias adequadas e salas pedagogicamente planejadas.

Obs.: Comportamento negativo

– Permitir atividades paralelas à Escola Dominical (Atividades administrativas, tesouraria, serviço de som, afinação de instrumentos musicais, aconselhamento pastoral)

– Não investir, ou investir insuficientemente na área de educação.

A principal parcela do orçamento da igreja sempre é dirigida a outras áreas em detrimento da educacional.

CONCLUSÃO

Todo o trabalho da ED deve passar por uma avaliação periódica. Deve-se objetivar o padrão de Excelência:

  1. Como buscar o padrão de excelência?

Comparando o presente progresso (os resultados) com os alvos e objetivos previstos. A partir daí, você vai descobrir a possibilidade de melhorar e aperfeiçoar.

  1. Quais as causas do insucesso da sua Escola Dominical?
  2. Quais as causas da constante evasão de alunos?
  3. A quantidade de alunos em cada classe está dentro dos padrões ideais?
  4. A mobília e as instalações são apropriadas?
  5. O programa de abertura e encerramento da ED são extensos demais a ponto de suprimir o tempo das aulas?

 

O ENSINO RELEVANTE PARA PRIMÁRIOS

(PARTE I)

INTRODUÇÃO

Através de todas as épocas Deus tem se preocupado com o ensino para o seu povo.

Nos primórdios eram os próprios pais, os responsáveis pela tarefa de transmitir conhecimentos e educar os filhos.

Com o crescimento da população e as necessidades surgidas, se fez necessário que outras instituições, além do lar, oferecessem ensino ao indivíduo.

Assim sendo, a Igreja também passou a ter sua agência de Educação Cristã que é a Escola Bíblia Dominical.

  1. O BINÔMIO ENSINO-APRENDIZAGEM
  2. Conceitos de Ensino
  3. a) Etimológico;
  4. b) Antigo;
  5. c) Moderno.
  6. Conceitos de aprendizagem
  7. a) Tradicional;
  8. b) Atual.
  9. Relações entre ensino e aprendizagem
  10. a) Características do ensino interesse nos reagentes humanos;
  11. b) Características da aprendizagem como um processo.
  12. O PROFESSOR E O ALUNO
  13. O perfil do bom professor
  14. a) Qualificações:
  • Espirituais;
  • Físicas;
  • Intelectuais.
  1. Condições para conhecer o aluno

O professor é comparado ao agricultor que para conseguir bons resultados em seu trabalho precisa conhecer a semente que vai semear, bem como o terreno onde vai plantar.

Para o professor é coisa indispensável não só conhecer a matéria mas também seu campo de aplicação, que é o aluno.

Como conhecê-los:

  • Observando-os;
  • Visitando-os;
  • Conhecendo seus pais e responsáveis;
  • Dando atenção aos seus problemas;
  • Identificando-se com ele.
  1. Conhecendo sua características
  • Físicas;
  • Mentais;
  • Sociais;
  • Espirituais.

III. O PROFESSOR E O ENSINO

1) Requisitos necessários ao professor

  1. a) Vocação;
  2. b) Preparo.

2) Características do ensino

  1. a) Ter objetivos definidos
  2. b) Atender as necessidades do aluno, sendo:
  • Direcional;
  • Flexível;
  • Ajustável.
  1. c) Fator importante na aprendizagem;
  2. d) Claro, simples, objetivo;
  3. e) Preparar o aluno para a etapa seguinte do desenvolvimento.

3) O conhecimento do professor

O bom professor deve possuir um conhecimento geral e em especial ter um conhecimento bíblico que lhe dê condições de ministrar na Escola Dominical.

Outrossim, deve estar sempre pronto a aprender (Pv 9.9).

  1. Aspectos essenciais do professor para um ensino dinâmico:
  2. Saber determinar os objetivos;
  3. Direcionar o conteúdo da lição para as necessidades de sua turma;
  4. Conhecer os métodos e os meios necessários ao seu ensino;
  5. Conhecer matérias afins para enriquecimento do seu trabalho.
  6. Responsabilidades do professor
  7. Para com Deus;
  8. Para com a Igreja;
  9. Para com a Escola Dominical;
  10. Para com o aluno;
  11. Para consigo mesmo. 

(PARTE II)

  1. O PROFESSOR E AS POSSIBILIDADES OFERECIDAS
  2. As relações humanas
  3. a) Professor – aluno;
  4. b) Professor – responsáveis;
  5. c) Professor – professor;
  6. d) Professor – líderes.
  7. O espaço físico para o bom funcionamento da escola dominical

É claro que o professor não deve esperar para iniciar um trabalho educacional quando contar com todos os suprimentos necessários.

Existem lugares em que as igrejas estão iniciando em condições precárias.

Mas sempre existe um “cantinho” onde se possa reunir as crianças para ministrar-lhes ensino.

No entanto, é importante que não se acomode, mas cada qual procure melhorar cada vez mais as condições até que a Escola Bíblica Dominical alcance o padrão de um modelo.

  1. a) Salas de aula;
  2. b) Equipamentos:
  • Mobiliário;
  • Acessórios.
  1. Material didático
  • Material indispensável;
  • Material de apoio;
  • Uso de sucata.
  1. OFICINA – AULA PRÁTICA
  2. a) A divisão dos grupos de trabalho:

De acordo com o número de presentes à aula.

  1. b) Orientação acerca da tarefa:

Cada grupo fará um modelo de trabalho.

  1. c) Distribuição do material;
  2. d) Execução da tarefa.

 

O ENSINO RELEVANTE PARA O JARDIM DE INFÂNCIA

INTRODUÇÃO

A Bíblia nos diz “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e quando crescer não se desviará dele”, Pv 22.6. Antigamente, a educação não tinha como único objetivo ensinar a ganhar a vida, mas preocupava-se principalmente com a formação do caráter. A entrada da criança no Jardim de Infância, no sistema escolar, às vezes, traz reações na vida infantil que podem causar transtornos para toda a existência, pois geralmente a criança sai de um ambiente seguro, familiar e protegido, para penetrar num ambiente novo e desconhecido. Mundo de disputa, concorrência, lutas e dificuldades.

É absolutamente necessário que pais e professores trabalhem na mesma direção, o que significa comunicação frequente entre as duas partes. A educação cristã na vida da criança é um dos fatores mais positivos para a formação da sua personalidade e propicia a aprendizagem dos princípios básicos da Bíblia Sagrada.

  1. A ESCOLA DOMINICAL
  • Porque da Escola Dominical;
  • O propósito da Escola Dominical;
  • Classe Jardim de Infância (4 e 5 anos):

Nos primeiros anos de vida os indivíduos formam sua personalidade, incorporando hábitos, valores, atitudes e estruturam padrões de raciocínio.

Ainda tem somente um limitado fundo de conhecimentos.

São interessados muito em si mesmos; seu mundo gira em torno do seu próprio ser (egocentrismo). Eles exigem uma atenção toda especial, gostam de repetição de histórias, sentem segurança nas coisas bem conhecidas. Começa a idade de perguntas, a fase dos “porquês”. O brinquedo e os amigos são de grande importância. Brincar é investigar o desconhecido, é enfrentar desafios, é buscar as dificuldades para poder crescer, é, em suma, aprender.

A criança sempre busca desafios, quer tentar o que nunca tentou, brincar sempre com algo novo, algo que ela nunca tenha experimentado, quer aprender, quer crescer.

Qual o papel da Classe Jardim de Infância?

É apresentar constantemente estímulos que aumentam sua curiosidade, é dar oportunidade para que a criança tente seus limites físicos, é apresentar desafios que eles estejam desejosos por enfrentar.

  1. IMPORTÂNCIA DO EVANGELISMO INFANTIL

III. BASES BÍBLICAS PARA A EVANGELIZAÇÃO

  1. QUALIFICAÇÕES DO PROFESSOR DE JARDIM DE INFÂNCIA
  • Quem deve evangelizar e ensinar crianças de Jardim de Infância?

4.1 Convicção da própria salvação (1Jo 5.13; Rm 8.16);

4.2 Quem ama e conhece a Palavra de Deus (Lc 24.27,44);

4.3 Comunhão constante com Cristo (Gl 2.20; Jo 15.4-5);

4.4 Amor e compaixão pela alma de crianças (Mt 9.36; Mc 1.41);

4.5 Submissão do Espírito Santo (1Co 6.19-20);

4.6 Quem se sente vocacionado (Rm 12.7);

4.7 Possuir temperamento paciente, pacífico e alegre;

4.8 Desejo de constantemente se reciclar.

  1. CARACTERÍSTICAS

As crianças de 4 a 5 anos são diferentes uma das outras. O estudo de milhares delas no entanto, mostra que existem certas características, habilidades e interesses comuns. É bom que os responsáveis saibam o que deve ser esperado neste período.

  1. DESENVOLVIMENTO

6.1 Físico;

6.2 Mental;

6.3 Social;

6.4 Emocional;

6.5 Espiritual.

VII. O PREPARO DA LIÇÃO

7.1 Ore – pelas crianças, por você como professor, pela preparação e apresentação da lição;

7.2 Estude a lição;

7.3 Apresentação da lição;

7.3.1 Aparência do professor;

7.3.2 Expressões faciais;

7.3.3 Expressões corporais;

7.3.4 Linguagem;

7.3.5 Cuidado em manter a atenção.

VIII. SALA DE AULA

8.1 MATERIAL APROPRIADO PARA JARDIM DE INFÂNCIA

  • Mobiliário;
  • Recursos audiovisuais;
  • Material didático.

8.2 ATIVIDADES QUE NECESSITAM SER DESENVOLVIDAS

  • Atividades em diferentes níveis de desenvolvimento;
  • Atividades diversificadas;
  • Métodos Adequados;
  • Uso de material apropriado;
  • Discriminação auditiva:

Entende-se por discriminação auditiva a distinção clara entre várias impressões auditivas percebidas pelo cérebro através da audição.

  • Discriminação visual:

Entende por discriminação visual a distinção clara entre várias impressões visuais percebidas pelo cérebro através da visão.

  • Histórias:

É uma forma mais fascinante de transmissão da verdade, a mais adaptável e a mais fácil de ensinar as crianças.

Na arte de contar histórias, nem tudo depende da aptidão natural do indivíduo. Existe uma técnica especial, isto é, um conjunto de regras e condições cujo exercício é indispensável para que o contador possa desenvolver em sua plenitude as virtualidades natas que possui.

Há uma variedade de como apresentar uma história.

  • Atividades integradas corporais e musicais:

Os cânticos facilitam a aprendizagem, desenvolvem a coordenação motora, marcam o ritmo e ensinam as crianças a louvarem e adorarem a Deus. Podem ser acompanhados de gestos, com movimentos com as mãos e os pés ou visualizados.

  • Atividades recreativas, dramatização, desenho livre;
  • Enriquecimento do vocabulário;
  • Correção da prolação (Prolongação do Som);
  • Ajustamento sócio-emocional;
  • Desenvolvimento da habilidade de formular frases;
  • Oficina de artes plásticas.

8.3 AR LIVRE

As igrejas precisam pensar num espaço livre onde as crianças possam explorar:

  • O desenvolvimento da capacidade exploratória inata e de investigação do meio ambiente;
  • O desenvolvimento e domínio das habilidades psicomotoras, que reforcem o processo de crescimento e segurança emocional.

CONCLUSÃO
Este trabalho visa ajudar aos professores de crianças de Jardim de Infância, a fim de que o ENSINO possa informar e formar o pequenino no conhecimento bíblico e de sua realidade para decidir e viver por Jesus Cristo, como pessoa e como membro de sua comunidade.

Cremos que a Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo será bem mais fortalecida se tivermos crianças não apenas esclarecidas, mas convictas e seguidoras da verdade.

“Educai as crianças e não será preciso punir os adultos” .

ESTUDO BÍBLICO PARA A CRIANÇA – ASSUNTO RELEVANTE PARA DEUS

INTRODUÇÃO

Desde os mais antigos Deus, se preocupou com o ensino bíblico para a criança. A primeira prova disso é que Ele teve o cuidado de organizar uma instituição educacional que se responsabilizasse pelo ensino, desde a mais tenra (nova) idade do indivíduo ” o lar ou a família.

Compreende-se que o plano fundamental de Deus concernente à educação do seu povo deveria iniciar no lar. O temor do Senhor, a guarda dos estatutos e mandamentos, deveriam ser passados de pais para filhos, de geração em geração, a fim de que o conhecimento de Deus fosse uma preocupação constante entre o povo.

A criança ocupava lugar importante no seio da família israelense (Sl 127.3 e 128.1-3). Sua educação nos preceitos bíblicos era prioridade. Cabia aos pais o zelo pela instrução dos filhos que, por ordem divina, deveria ser constante e diligente (Dt 4.9-10; 6.1-7 e 11.18-19).

Está claro nas Escrituras que, de acordo com a vontade divina, os mandamentos do Senhor seriam ensinados em todos os momentos (andando, falando assentados em casa, à mesa, pelos caminhos, de dia e à noite, quando a família se reunia). À criança era concedida a oportunidade de fazer perguntas (Ex 12.26-27; Gn 22.7-8), o que tornava o ensino eficaz e mais interessante.

Mais tarde, além do lar, as crianças também aprendiam com os sacerdotes e profetas. Algumas delas eram dedicadas a Deus e entregues ao sacerdotes para educá-las. Um desses casos é o de Samuel, que foi entregue ao sacerdote Eli ainda bem novinho (1Sm 1.20-28). O profeta também era uma figura importante na educação nacional. Muitos jovens eram enviados às escolas de profetas a fim de estudarem as Escrituras e se prepararem para substituir seus antecessores (1Sm 10.10; 19.19; 2Rs 2.5 e 4.38).

Propósito
Deus preparou um plano de reconciliação para a humanidade perdida e distanciada do seu Criador. Havia, portanto, necessidade de transmitir à humanidade a mensagem de perdão, de fé e esperança, bem como as regras e normas para uma vida de comunhão com o Senhor.

Para isso, Deus separou Israel, um povo especial, para que o mesmo transmitisse aos outros povos o propósito divino. Era fundamental que as gerações tomassem conhecimento dos fatos acontecidos no passado, para serem enriquecidos no presente e não serem esquecidos no futuro.
A transmissão da herança histórica era assunto que deveria ser ensinado à criança até que ela alcançasse maturidade e, consequentemente, condições de transmitir à geração seguinte. Além da história do povo, a ideia do conhecimento de Deus, a adoração e obediência ao Criador, o reconhecimento pelos seus feitos, todos esses aspectos eram pontos fundamentais na educação da criança israelita. Graças a tais cuidados por parte de Deus é que o conhecimento do Todo-Poderoso chegou até os nossos dias.

Crianças educadas, homens usados por Deus:

Podemos citar alguns exemplos relacionados ao assunto:

Adão
Entendemos pelas Escrituras que Adão ensinou aos seus filhos quando eles se propuseram a oferecer suas ofertas a Deus (Gn 4.3-4).

Abraão
É certo que Abraão transmitiu os ensinamentos bíblicos a seu filho Isaque ainda pequeno. A prova disso é que o jovem conhecia todo o ritual do sacrifício, e quando seguia para o monte Moriá com seu pai, sentiu falta do cordeiro para o holocausto (Gn 22.7).

A educação de Moisés

Ele era o legislador de Israel, foi educado em toda a ciência do Egito como filho de Faraó (Ex 2.10 e At 7.22). No entanto, sua meninice teve a influência dos ensinamentos de sua própria mãe hebréia (Ex 2.8-9), que não descuidou de ensinar-lhe os princípios divinos. Isso lhe serviu de base para não se contaminar com a idolatria e guardar, no coração, o temor do Senhor e a fé em um único Deus, criador de todas as coisas.

O cuidado de Loide e Eunice

Mesmo tendo um pai grego que certamente lhe ensinava acerca da mitologia e da filosofia da época, Timóteo recebeu também de sua avó e de sua mãe ensinamentos das Escrituras (2Tm 1.5 e 3.14-15), desde a sua meninice. Tais fundamentos foram a base de sua fé e conduta, o que o tornou grande evangelista ainda bem jovem.

Através dos tempos

Os ensinos do Antigo Testamento tiveram ressonância através dos tempos e a preocupação em transmitir as verdades bíblicas às crianças foi um dos pontos observados nas sinagogas até mesmo no tempo do cativeiro.

Jesus nunca excluiu as crianças das multidões que vinham a ele ouvir os seus ensinamentos (Mt 14.21). Ele repreendeu seus discípulos quando pretendiam excluir as crianças do seu convívio (Mc 10.13-14).

A continuidade do ensino

Lendo as cartas do apóstolo Paulo, entendemos que o ensino sempre foi assunto de relevância na Igreja (Rm 12.7; Cl 1.28; 2Tm 2.2 e 3.14-15) e no lar. Através dos tempos, a Igreja passou por muitas provações, perseguições e até mesmo profundas mudanças. Todavia, Deus sempre continuou preocupado com a questão da transmissão das suas regras e mandamentos.

Na Reforma

Através da História, constatamos que Deus sempre levantou homens preocupados e interessados na educação. Martinho Lutero, o ilustre reformador protestante, por exemplo, empenhou-se em promover a educação concentrada no lar, como registra o Antigo Testamento. Reconhecia, no entanto, que as autoridades do Estado também deveriam desenvolver programas educacionais para as crianças tomando para si a responsabilidade de ajudar os pais na educação dos filhos. Ele sugeria um currículo que desse ênfase aos estudos bíblicos e à música (para isso, a Bíblia deveria ser traduzida para o vernáculo (Idioma de cada país), proporcionando a facilidade da leitura da mesma), ao lado de outras disciplinas.

Outro nome é João Calvino, fundador da Academia de Genebra, onde se ensinava a crianças e adultos. Ele teve a grande preocupação de convocar a igreja para retornar à tarefa de ensinar às crianças nos moldes do Antigo Testamento.

Os colonizadores

Da mesma forma como os hebreus nos tempos antigos, os colonizadores nos séculos passados, quando vieram da Europa para habitar na América, não faziam distinção entre educação religiosa e educação secular.

Quase todas as famílias, senão todas, eram protestantes. Vieram para o “Novo Mundo” fugindo das perseguições religiosas, em busca de liberdade para exercitar a fé em Jesus. A principal razão para ensinar a seus filhos a ler era para que pudessem ler a Bíblia. Assim, procuravam transmitir de modo simples, mas convincente, um patrimônio moral e espiritual e um viver de acordo com os mandamentos bíblicos.

Cada família tinha o cuidado de realizar o culto doméstico. Os pais chegaram até a ser obrigados por lei a ensinarem os preceitos divinos aos seus filhos.

Surgimento das escolas

Caso os pais não cumprissem seu dever de ensinar, a comunidade se responsabilizava por transmitir um ensino mais adequado e eficaz. Assim foram surgindo as primeiras escolas para complementação do ensino no lar. Aos mais ricos era concedido o privilégio de contratarem pessoas para irem à casa ensinar as crianças.

Atualidade
É fato incontestável que os judeus sempre primavam pela educação de seus filhos. Eles consideravam a educação tão importante quanto a oração. Esse zelo pelo saber originou-se do preceito bíblico registrado em Deuteronômio 11.19. Ainda hoje se pode observar o cuidado e preocupação em transmitirem aos seus filhos a Lei do Senhor e os preceitos de Jeová. Consideram a educação da criança prioritária.

Somos também o povo escolhido de Deus (Hb 8.10 e Tt 2.14). Assim, a educação cristã está também embasada nos mesmos princípios e mandamentos expostos nas Escrituras.

A Igreja de Cristo tem como objetivo primordial a salvação do homem e o seu preparo para viver com Jesus eternamente. A educação é o agente (motivo) de mudança.

Para isso, a Igreja se propõe a ensinar a Palavra de Deus de modo sistemático, prático e progressivo, alcançando pessoas de todas as idades, principalmente as crianças. A instituição educacional da igreja é a Escola Dominical. O ensino bíblico, ou melhor, a educação cristã deve ser compreendida como uma tarefa que não se limita apenas a algumas horas de estudo aos domingos na ED. Mas, como um processo, um contínuo aprendizado de crenças e valores, de hábitos, atitudes, maneiras de sentir e de agir de acordo com o querer de Deus.

Cada cristão deve tornar-se uma pessoa zelosa, praticando boas obras com o objetivo de melhor servir a Jesus e ser capaz de influenciar na vida da comunidade, da sociedade em que está inserido. Nessa tarefa cabe aos pais a responsabilidade maior.

Dificuldades atuais

A sociedade atravessa um período de profundas mudanças. Em consequência, os lares são abalados de forma preocupante, o que traz sérios problemas no que se refere à educação do indivíduo.

De um lado está a necessidade da busca de meios de sobrevivência colaborando para que as mães também deixem o lar e se dediquem a algum trabalho para ajudar a sustentar a economia da família. De outro, as mulheres que “vestindo a roupagem” do desejo da realização pessoal e da procura de um “espaço” na sociedade, fogem das suas responsabilidades de esposa e mãe. E ainda levando-se em consideração os desmandos dos pais, as brigas, as ocupações extras, a separação dos cônjuges, que no final chegam ao divórcio na maioria das vezes.

Todos esses acontecimentos na vida familiar levam a criança ao abandono, à falta de orientação, a necessidade de alguém para identificar-se, de ajuda para resolver seus problemas.

Falta a presença dos pais para incentivá-la a crescer, a desenvolver-se, quer elogiando-a ou repreendendo-a, conforme a situação. Determinando e cobrando tarefas. Ensinando-a a respeitar limites, a ser útil, a participar do grupo familiar. Dando-lhe oportunidade de partilhar das alegrias e das dificuldades do dia-a-dia. Ensinando-a a fazer escolhas e a tomar decisões. Caminhando junto a ela, apontando-lhe o caminho (Pv 22.6). Orientando-a a lidar com seus próprios sentimentos.

São os pais e, principalmente a mãe, as pessoas responsáveis para “descortinar” (Revelar)  conhecimentos. É a qualidade do mesmo que determinará seus resultados. Sem dúvida, os ensinamentos bíblicos oferecidos ao indivíduo desde a sua infância é que nortearão sua vida de modo eficaz tornando-o um cidadão honrado. Capacitando-o a colaborar para o bem estar da sociedade e da nação. E, acima de tudo, fazendo-o um futuro cidadão dos céus.

O ENSINO RELEVANTE PARA JUNIORES

INTRODUÇÃO

O objetivo da Escola Dominical é alcançar as crianças com o alvo tríplice do ensino: salvação, crescimento e serviço, isto é, ganhar a criança para Cristo, fazendo-a entender que é pecadora, doutriná-la nas verdades da Bíblia para que cresça espiritualmente, e venha a servir a Cristo. Nossa intenção é levar os professores e pais a valorizar a experiência singular de observar e conhecer melhor os juniores no seu processo de desenvolvimento. Há, às vezes, mudanças bruscas, inevitáveis, radicais. Na verdade, é um mundo novo, muito mais vasto, que é preciso conhecer e explorar. Compete aos líderes saber quando criticar, encorajar ou ajudar. Nestas palestras queremos provocar a reflexão de todos que atuam direta ou indiretamente com os juniores, para que possam ajudar a compreendê-los que estão se ajustando a um novo padrão de vida que pode afetar seu comportamento na escola, no lar e talvez seu relacionamento com a família.

  1. QUEM SÃO OS JUNIORES:

De modo geral, por volta dos onze anos, a infância começa a chegar ao fim. Essa idade marca o início da pubescência e às vezes da puberdade (Conjunto das transformações ligadas à maturação sexual, na passagem progressiva da infância à adolescência).

Nesta idade, os juniores começam a examinar nossos valores e comportamento, questionar nossos padrões – de autenticidade e de consideração pelos outros. Os pais deixam de ser elementos formadores por excelência e passam eles a ser apenas orientadores.

1.1 Características:

  1. a) Física:

Ganhando força, apesar de haver um estacionamento no desenvolvimento físico; gostam de lutar e fazer “bagunça” gostam de competição.

  1. b) Mental:

Investigadores; vivos e cheios de perguntas; têm boa memória; consciência de tempo e distância; colecionadores; gostam de leitura e ouvir de heróis; interesse na vida real.

  1. c) Social:

Gostam de grupos (do seu sexo); rebelam-se contra autoridade; meninas começam a se interessar pelo sexo oposto; gostam de ter responsabilidade.

  1. d) Emocional:

Instável; não gostam de manifestações externas de afeto; gostam de humorismo.

  1. e) Espiritual:

Reconhecem o pecado como pecado; têm fome de Deus; Fé simples; têm perguntas sobre o Cristianismo; estão começando a compreender simbolismo; querem Cristo como Salvador e Senhor.

1.2 Desenvolvimento do Comportamento:

  1. a) Motor

Atividade física é bem maior do que nas idades anteriores e tem muito maior expansividade.

  1. b) De adaptação

É caracterizado por uma programação prévia de tudo o que a criança fará. Este detalhe é importantíssimo e não deve nunca ser menosprezado pelo adulto. Percepção do mundo exterior é muito mais real e mais vivida.

  1. c) Linguístico

Muito “faladeira”. Nesta época, sofre uma certa dificuldade em termos de expressãoliteral(Exata)  pura e simples, pois neste período ela é usada muito mais para exprimir sentimentos.

  1. d) Social

Comportamento mais estável e melhor integrado. Desejo de independência, por isso a autoridade familiar volta a bloquear esta impulsividade da criança.

1.3 Como ajudá-los:

A atitude dos líderes pode ajudar muito aos juniores. É uma questão de encontrar o equilíbrio adequado. É um momento em que a criança começa a “sentir-se gente”. Respeito a individualidade.

  1. DIDÁTICA APLICADA AOS JUNIORES

2.1 Ensinar é estimar e desenvolver os alunos promovendo a aprendizagem por parte do aluno.

> ESCOLA TRADICIONAL (PEDAGOCENTRISMO)

> ESCOLA MODERNA (PAIDOCENTRISMO)

Aprendizagem

Didática – responsável pela técnica educativa

2.2 Elementos Fundamentais da Educação

Aluno/Mestre/Matéria/Método/Objetivo

III. MÉTODOS DE ENSINO

Um método é apenas o caminho para se chegar a um alvo enquanto que a técnica de ensino é a maneira, o modo de executar, de explanar o assunto. Além da matéria e dos objetivos, o professor precisa ter método e técnica adequados para produzir aprendizagem.

  1. Tradicionais
  2. Modernos

3.1 Escolha dos métodos

Ao escolher os métodos que vai utilizar, o professor deve levar em conta vários fatores:

  1. a) Os objetivos da lição;
  2. b) A maturidade dos juniores;
  3. c) O interesse dos juniores pelo assunto;
  4. d) A experiência anterior do aluno;
  5. e) O assunto a ser ensinado;
  6. f) Os recursos educacionais disponíveis;
  7. g) O tempo de duração da aula e,
  8. h) A habilidade do professor
  9. COMO ALCANÇAR OS JUNIORES

Todos os métodos têm vantagens e desvantagens, porém para tornar o ensino dinâmico, um professor competente:

  • Varia os métodos;
  • Cria método de acordo com o assunto;
  • Adapta métodos de acordo com as necessidades dos alunos;
  • Usa metodologia ativa, adequada e diversificada e,
  • Usa os recursos pedagógicos (É a teoria e ciência da educação e do ensino).
  1. MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO
  2. a) Perguntas e Respostas;
  3. b) Discussão ou Debate Orientado;
  4. c) Tarefas;
  5. d) Dramatização.
  1. RECURSOS AUDIOVISUAIS

São meios adicionais de comunicar a mensagem através de:

  1. a) Quadro e giz;
  2. b) Quadro e pilot;
  3. c) Mapas;
  4. d) Mural fixo ou móvel.

Para os juniores, os acessórios de ensino projetáveis como: slides, retroprojetor, filmadora e vídeo são muito apreciados, prendem a atenção facilitando a compreensão da mensagem.

VII. COMO DEVE SER O PROFESSOR DOS JUNIORES

7.1 Responsabilidades do professor

  1. a) Manter longa e frequente comunhão com o Mestre;
  2. b) Estudar bem a lição bíblica;
  3. c) Conhecer seus alunos;
  4. d) Estabelecer propósitos definidos no seu ensino;
  5. e) Contactar com os alunos, fora de classe;
  6. f) Aplicar métodos e técnicas educacionais;
  7. g) Acreditar no seu ensino;
  8. h) Ter experiência dentro do que ensina e prega;
  9. i) Viver o que ensina.

7.2 Qualificações do professor

  1. a) Preparo espiritual;
  2. b) Preparo pedagógico;
  3. c) Aparência;
  4. d) Capacidade de expressão;
  5. e) Cortesia/senso de humor;
  6. f) Otimismo;
  7. g) Simpatia;
  8. h) Auto-direção;
  9. i) Criatividade.

7.3 Características do professor

  1. a) Servo (Ef 6.6);
  2. b) Sacerdote (Ap. 1.6);
  3. c) Mensageiro (At 4.2);
  4. d) Educador (Ef 4.11).

7.4 Atitudes do professor

  1. a) Ditador;
  2. b) Laissez-faire;
  3. c) Líder.

VIII. NECESSIDADES BÁSICAS DOS JUNIORES

  • Compreensão >> Aceitação;
  • Liberdade >> Reconhecimento;
  • Mensagem de Afeto >> Amor.
  1. ALGUMAS IDÉIAS PARA A TAREFA ALCANÇAR ÊXITO:
  2. a) Considere cada criança como uma PESSOA HUMANA;
  3. b) Ouça as queixas com atenção e maturidade;
  4. c) Evite julgamentos precipitados;
  5. d) Trabalhe com entusiasmo;
  6. e) Um sorriso é mais penetrante que um sermão;
  7. f) Conheça seus alunos pelo nome;
  8. g) Seus alunos estão deixando de ser crianças;
  9. h) Repita. Repita!! Repita!!;
  10. i) Estabeleça metas para si mesmo e para sua classe (Ex. metas de qualidade, eficiência, assistência, assiduidade, crescimento aparente, aproveitamento indireto, etc.);
  11. j) Autoridade não se impõe: oriente-os com firmeza mas não tente subjugá-los e;
  12. k) Ensine algo positivo e glorifique a Deus por todas as vitórias.
  1. REUNIÃO COM OS RESPONSÁVEIS:

Deve haver constantemente entrosamento com os responsáveis dos alunos.

  • Palestras/entrevistas;
  • Exposição de trabalhos de alunos;
  • Visita ao lar;
  • Celebrações para homenageá-los. 

CONCLUSÃO
Ao deixar a Grande Comissão com os discípulos: IDE ….. ensinai”, por ocasião de Sua volta aos céus, Jesus demonstrou o reconhecimento ao ensino como o método fundamental na edificação do Reino de Deus, como o meio próprio para conquista de um caráter verdadeiramente cristão. Sendo assim, é importante que todos os que fiel e lealmente aceitam essa comissão para o ensino possam observar e conhecer as aptidões de cada aluno para melhor orientá-lo. É nesta fase, dos juniores, que os ideais começam a desenvolver-se, a individualidade procura restabelecer seu equilíbrio e organizar-se.

Devemos pedir a orientação de Deus, para formar no Junior, um caráter firme e seguro, espelhando a beleza de Cristo em sua vida.

O ENSINO RELEVANTE PARA JUVENIS

INTRODUÇÃO

Se o aluno não aprendeu, não se pode dizer com convicção que o professor ensinou. Esta declaração nos leva a refletir sobre a responsabilidade do professor na compreensão do que é o ensino relevante.

A primeira das sete Leis Naturais do Ensino, a lei do professor, determina: “O professor precisa conhecer aquilo que vai ensinar”. De fato ele precisa conhecer não somente O QUÊ vai ensinar, mas A QUEM vai ensinar e COMO ensinar. O ensino relevante para juvenis pressupõe três áreas de conhecimento por parte do professor: a do conhecimento da Bíblia, do próprio adolescente e dos princípios de didática.

I – O CONHECIMENTO BÍBLICO

O conteúdo do ensino cristão para juvenis e para todos é a mensagem poderosa da Palavra de Deus. Os efeitos positivos resultantes do contato com ela dá-nos algumas razões para estudá-la.

1) RAZÕES PARA O ESTUDO SISTEMÁTICO DA BÍBLIA

  1. Proporciona crescimento espiritual – (1 Pe 2.2,3);
  2. Guia-nos a toda verdade – (Sl 119.105, 130);
  3. Guarda-nos do pecado – (Sl 119.11; Jô 15.3);
  4. Estimula-nos para a maturidade espiritual – (2 Tm 3.16,17).

O professor deve encarar o ensino bíblico como instrumento de mudança. Na própria vida, e depois na vida do aluno. Mudança não forçada, mas resultado, sim, do despertamento do aluno, de sua motivação, de seu interesse em aprender. Se você, professor, deseja que os adolescentes a quem você ensina, manifestem em suas vidas o fruto do Espírito Santo (Gl 5.22,23) seja o exemplo. Se quiser que seus alunos se voltem para a Bíblia, você deve estar sempre compenetrado na Palavra.

O ensino relevante é aquele que alcança os alunos, objeto de sua contemplação, inspirando-os a adquirirem conhecimento bíblico sim, porém, além disso, produzindo, também, modificações em suas vidas. Para o alcance dessa meta aquele que ensina precisa dessa visão.

2) RECOMENDAÇÕES AO QUE ENSINA

  1. O lema de todo professor (2 Tm 2.15);
  2. Formando um reservatório;
  3. Estudante aplicado (Rm 12.7);
  4. O poder do Espírito Santo (At 1.8);

II – O CONHECIMENTO DO ADOLESCENTE

A eficácia do trabalho do professor depende dele começar por onde o aluno se encontra ou considerando quem o aluno é.

A adolescência é uma fase da vida que se apresenta como um grande desafio aos professores, principalmente aos professores cristãos. A palavra adolescente que significa“crescimento” (do latim “adolescere”, crescer) mostra aos professores que seu “alvo” está em constante movimento e que, por isso, necessita de uma excelente “pontaria” para que o atinja. Isto exige treinamento, uma boa visão, muito amor pelo trabalho e reforço especial de poder do Espírito Santo.

O ser humano tem gostos e inclinações diferenciados, conforme sua faixa de idade. O professor deve considerar estas diferenças ao determinar o quê e como ensinar. A adolescência precisa ser compreendida para que as aulas sejam orientadas de acordo com suas peculiaridades.

Tendo o ensino cristão como essência a modificação do viver, o conhecimento da categoria dos alunos a quem se ensina, bem como a situação atual de suas vidas é essencial para que se obtenha sucesso nessa modificação para melhor. O professor de juvenis precisa, então, conhecer quem são os seus alunos adolescentes.

1) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

  1. Época de amadurecimento;
  2. Término de fase desajeitada;
  3. Grande atividade X muito sono;
  4. Como o professor deve agir.

2) CARACTERÍSTICAS MENTAIS

  1. Raciocínio inquiridor;
  2. Senso de independência;
  3. Questionamento das ideias dos adultos;
  4. Como o professor deve agir.

3) CARACTERÍSTICAS SOCIAIS

  1. Impulsos de independência;
  2. Atrações pelo sexo oposto;
  3. Problemas com namoro;
  4. Insubordinação;
  5. Formação dos grupos congênitos;
  6. Forte desejo de aprovação social;
  7. Como o professor deve agir.

4) CARACTERÍSTICAS EMOCIONAIS

  1. Surgimento do romantismo;
  2. Fase de muito devaneio;
  3. Instabilidade emocional;
  4. Busca de afirmação;
  5. Como o professor deve agir.

5) CARACTERÍSTICAS ESPIRITUAIS

  1. Dúvidas e questionamentos intensos;
  2. Busca da compreensão racional dos fatos;
  3. A cosmovisão é ampliada;
  4. Vencido o conflito, grande capacidade de intensa vida cristã;
  5. Como o professor deve agir.

6) SUAS NECESSIDADES

  1. De conhecimento;
  2. De novas experiências;
  3. De comunicação e amizade;
  4. De maior segurança;
  5. De comunicação pessoal;
  6. De orientação inteligente;
  7. De uma pessoa modelo.

III – O CONHECIMENTO DE PRINCÍPIOS DIDÁTICOS

A importância do conhecimento da didática pelo professor da Escola Bíblica Dominical deve ser ressaltada pelo fato de muitos deles não possuírem formação pedagógica. Detém o conhecimento bíblico tão necessário, mas mostram ineficácia na multiplicação desses conhecimentos aos seus alunos.
Didática é a “arte de ensinar”. É a “técnica de dirigir e orientar a aprendizagem” Ela é uma das quatro disciplinas que fazem parte da classe de disciplinas técnicas da Pedagogia que é a ciência e a arte de educar.

1) PRINCIPAIS ELEMENTOS DA DIDÁTICA

  1. O professor e o aluno;
  2. Os objetivos e os conteúdos;
  3. Os métodos e os recursos;
  4. A avaliação.

2) COISAS QUE O PROFESSOR JUVENIL EFICIENTE FAZ

  1. Estuda a lição;
  2. Planeja a aula;
  3. Ensina com objetivos;
  4. Explora métodos diversificados;
  5. Explora recursos didáticos;
  6. Busca conhecer técnicas de trabalhos em grupo.

3) AS SETE LEIS DO ENSINO APLICADAS AOS JUVENIS

  1. A lei do professor;
  2. A lei do aluno;
  3. A lei da linguagem;
  4. A lei da lição;
  5. A lei do processo de ensino;
  6. A lei do processo da aprendizagem;
  7. A lei da recapitulação;

4) QUEM O PROFESSOR DE ADOLESCENTES DEVE SER

  1. Um apreciador do adolescente;
  2. Um grande interessado na vida do adolescente;
  3. Um exemplo para o adolescente;
  4. Uma pessoa preparada para ensinar;
  5. Uma pessoa consagrada;
  6. Um entusiasmado evangelista;
  7. Um verdadeiro discipulador;
  8. Um contribuinte estimulador.

5) OS OBJETIVOS DA LIÇÃO

O ensino começa com o conteúdo, mas requer do professor o estabelecimento de objetivos. Ele deve determinar o que espera alcançar com a aula que está ministrando, o que espera que seus alunos aprendam e o que eles saberão, sentirão e farão com o quê lhes for ensinado.

  1. a) PORQUE TRABALHAR COM OBJETIVOS

> Motivam o aluno a aprender;

> Esclarecem os desempenhos esperados;

> Orientam a seleção e organização dos conteúdos;

> Orientam a seleção e a organização dos conteúdos;

> Orientam a seleção e organização dos métodos e recursos.

> Ajudam a avaliação do professor e aluno.

  1. b) CLASSIFICAÇÃO DOS OBJETIVOS

> De conhecimento;

> De sentimento;

> De ação.

  1. c) COMO DETERMINAR OS OBJETIVOS DA LIÇÃO

> Estudando minuciosamente o texto da lição;

> Verificando as necessidades de seus alunos.

6) MÉTODOS DE ENSINO

Método é o caminho pelo qual se atinge um objetivo. O de preleção sozinho é o pior método não só para os adolescentes. Para eles qualquer método sozinho, e sempre é o pior. São muitos os métodos, mas nenhum deles é, em si mesmo, eficiente ou deficiente.

  1. a) Sua Utilização e eficácia depende:
  • Dos propósitos do professor;
  • Da habilidade do professor;
  • Da habilidade dos alunos;
  • Do tamanho do grupo;
  • Do tempo disponível;
  • Dos equipamentos necessários;
  • Da instalação da classe.
  1. b) Exemplos de métodos para a classe de adolescentes:
  • Equipes de observadores;
  • Perguntas e respostas;
  • Discussão em grupo;
  • Dramatização;
  • Debate orientado;
  • Audiovisual;
  • Narração dosada;
  • Preleção dosada;
  • Tarefas ou pesquisas.
  1. c) Outros Métodos para reuniões extraclasse:
  • Explosão de ideias;
  • Equipe de observadores;
  • Simpósio;
  • Estudo de um caso;
  • Discussão formal.
  1. d) O Exemplo de Jesus:
  • Perguntas e respostas (Mt 22.42-45);
  • Preleção com ilustrações (Mt 5.13-15);
  • Discussão (Lc 24.15,27, 32);
  • Audiovisual (Mt 6.22,28; Jô 15.5);
  • Narração (Mt 17.24-27).

7) OS RECURSOS AUDIOVISUAIS

São meios acessórios de ensino que envolvem, por sua natureza envolvem maior número de sentidos, com isso ampliando o grau da aprendizagem. Como os métodos, não são, em si mesmos, nem eficazes nem ineficazes. Dependem do propósito e habilidades do professor, do tempo disponível, dos equipamentos, do custo, etc.

  1. a) ALGUMAS VANTAGENS DE SUA UTILIZAÇÃO
  • Atrai a atenção;
  • Domina a atenção;
  • Aumenta a retenção;
  • Torna a aprendizagem mais rápida;
  • Prepara o ambiente;
  • Motiva o aluno;
  • Incentiva à criatividade.
  1. b) ALGUNS TIPOS DE RECURSOS AUDIOVISUAIS
  • Cartazes de pregas, de tiras, de dobras, etc;
  • Quadro de giz;
  • Quadro branco;
  • Retroprojetor ;
  • Filmes com os acessórios necessários;
  • Toca-fitas, CDs, etc;
  • Projetor multimídia;
  • Mapas;
  • Projetor de “slide”;
  1. c) CUIDADOS A OBSERVAR
  • Não transformá-los em “estrelas”;
  • São “meios” e não “um fim”;
  • A lição espiritual tem primazia.

8) O PLANO DE AULA

É uma espécie de roteiro com a finalidade de orientar o professor na classe rumo aos objetivos educacionais. Mesmo que o professor já conheça a lição deve lembrar-se que a aula é outra e que as necessidades dos alunos são diferentes.

  1. a) COMPONENTES DE UM PLANO DE AULA
  • Identificação da Igreja;
  • Identificação da classe e do professor;
  • Tema do trimestre;
  • Objetivos;
  • Conteúdo;
  • Desenvolvimento Metodológico;
  • Recursos;
  • Avaliação.
  1. b) RECOMENDAÇÕES AO PROFESSOR
  • Procure espaço privativo;
  • Ministre em locais diferentes;
  • Crie oportunidades práticas;
  • Faça combinação dos métodos;
  • Utilize ilustrações;
  • Pratique dinâmicas de grupo;
  • Delegue responsabilidades;
  • Programe consagração;
  • Desenvolva a sociabilidades;
  • Verifique a lição dos alunos;
  • Relacione a lição à vida;
  • Desperte interesse pela próxima lição;
  • Examine criticamente seu plano.

9) A AVALIAÇÃO

É o meio pelo qual o professor determina a eficácia do seu trabalho no processo de ensino e aprendizagem. A avaliação deve ser sempre dupla: a do próprio professor e a do aluno.

  1. a) AVALIANDO O PROGRESSO DO ALUNO

> Relacionamentos;

> Crescimento espiritual;

> Participação;

> Conhecimento Bíblico;

> Comportamento.

  1. b) AVALIANDO O ESFORÇO PRÓPRIO

> Inovação da aula;

> Revisão semanal;

> Registro de análise;

> Ajuda do aluno.

CONCLUSÃO

Deus nos colocou em contato com os adolescentes para exercer a mais excelente das artes: ensinar. Ensinar pessoas que estão num estágio da vida cuja característica principal é a transformação. E esta é a melhor época para ganhá-los para Cristo e desenvolvermos neles um caráter cristão. Alguns estudiosos do assunto têm declarado que a maioria de conversões ocorre antes dos 17 anos. Depois disso a possibilidade de que isso venha a ocorrer é de uma em nove. Aproveitemos a oportunidade que o Senhor, nosso Deus, nos está dando, fazendo melhor nosso trabalho.

O ENSINO RELEVANTE PARA ADOLESCENTES

INTRODUÇÃO

A adolescência é uma fase muito importante na vida de uma pessoa. É um período que não pode ser considerado uma mera transição entre a infância e a fase adulta. É uma etapa onde ocorrem as mais diversas transformações a nível físico, intelectual, emocional e social. A adolescência é um processo dinâmico de metamorfose que transforma o ser criança em um ser adulto.

  1. DEFINIÇÃO DE ADOLESCÊNCIA

A adolescência é um período da vida que se estende entre a fase da infância e a fase adulta. Ela é um processo dinâmico e não um estado. É um estágio onde acontece um período radical de transição que deve ser vivido com naturalidade e intensidade pelo adolescente e um tempo especial onde os adultos precisam compreendê-lo em suas inquietações.

A adolescência é considerada um fenômeno de caráter psicológico e social com diferentes particularidades que variam de acordo com o contexto no qual o adolescente está inserido.

A palavra adolescência deriva do latim ad (a, para) e olescer (crescer), caracterizando, portanto, o processo dinâmico que o indivíduo apresenta na sua aptidão de crescer. A adolescência também tem raízes na palavra adolescer, de onde origina a palavra adoecer. Temos, pois, uma dupla etimológica: crescer no sentido físico e psíquico e adoecer com as transformações biológicas e mentais que se sucedem nesta fase da vida.

  1. ETAPAS DA ADOLESCÊNCIA

1) A adolescência inicial

Esta fase da adolescência tem o seu início em torno dos 10 anos estendendo-se até os 14 anos, aproximadamente. A principal caracterização deste período é a transformação corporal com as devidas alterações psíquicas.

Normalmente, nas meninas o amadurecimento ocorre mais cedo do que nos meninos. Esta fase é também denominada de adolescência puberal, por apresentar o início das mudanças da puberdade com todas as modificações físicas e psíquicas da adolescência.

Nesta etapa da adolescência, uma característica é o isolamento e há uma mudança no jeito afetivo do adolescente ser: ele se torna explosivo, suscetível, mal humorado e dorme muito. Ele se fecha em seu quarto ou até no banheiro por um vasto período. O adolescente torna-se monossilábico e a desobediência passa a ser a tônica principal. Além disso, inicia a desordem, a falta de asseio (falta de limpeza) e a despreocupação de si mesmo.

2) A adolescência média

A presente etapa vai dos 14 aos 16 ou 17 anos, aproximadamente. Tem como característica principal tudo que está relacionado com a sexualidade. Relevante também, nesta etapa, é o surgimento da importância do aspecto grupal. O adolescente centra seu modelo no relacionamento que ele tem com o seu grupo de colegas e amigos.

3) Adolescência final

Esta fase da adolescência vai dos 16 ou 17 aos 20 anos. Nesta etapa se estabelecem os novos vínculos com os pais e acontecem a adaptação ao novo corpo aos processos psíquicos do mundo adulto. Acontece também o rompimento da psicologia grupal e o adolescente busca uma maior independência onde ele procura inserir-se na sociedade em que vive.

III. CRISES NA ADOLESCÊNCIA

O termo “crise” origina do grego “krisis”e significa ato ou faculdade de distinguir, escolher, decidir ou resolver. O vocábulo é usado, pois, como parte integrante e positiva no processo de desenvolvimento do adolescente.

Tanto o menino como a menina que entra na adolescência inicia uma caminhada onde se dá lentamente o adeus à infância. O brinquedo, até então algo inseparável, começa a ser deixado de lado. Surge na memória um tempo que foi passando e que não voltará mais. Começa brotar um sentimento de perda que ocasiona a crise.

1) Crise de identidade

A identidade é a consciência que a pessoa tem de si mesma como alguém que integra o mundo real existente.

A crise de identidade está centrada na necessidade que o adolescente tem de ser ele mesmo na procura de uma definição de seu self (“o self é tudo aquilo que sabemos, sentimos, vivenciamos como parte de nós mesmos. É tudo aquilo que nos conforma e compõe. É o objeto central do ego”.), para assim romper com sua infância e conseguir se firmar como pessoa.

A crise de identidade é tida como ponto central na adolescência. A palavra crise é utilizada por haver uma mudança em ebulição, um processo de ruptura, de caos, que vai determinar a organização ou estruturação do indivíduo.

A identidade, na adolescência, se processa por uma série de identificações: num primeiro estágio, há uma forte identificação com a mãe, depois com o pai e com os outros membros da família e por último, há uma identificação com os professores, ídolos, e amigos.

2) Crise de autoridade

A crise de autoridade, na adolescência, é algo bastante forte e se caracteriza pelo confronto. Há uma atitude de rebeldia e muitas vezes até de desrespeito para com o adulto, especialmente para com os pais e outras pessoas que têm autoridade ou exercem determinada função.

A oposição visa, primeiramente e, sobretudo o meio familiar: o adolescente, para provar a si mesmo a sua independência, defende sempre posições contrárias às de seus pais e outros adultos. Ele também não aceita ser orientado na escolha dos amigos, das leituras, diversões e posições. O adolescente é um eterno reivindicador.

3) Crise sexual

A crise sexual é considerada a crise mais complexa da adolescência. Há, nesta fase, uma reelaboração total do mundo sexual que transforma a estrutura infantil em uma estrutura adulta.

Em meio a esta fase de transição, o adolescente se desenvolve lentamente, o que acontece em diversas etapas. Há inicialmente a maturidade das gônadas (células que produzem gametas) e a mudança genital.

A crise sexual se instala a partir das transformações do corpo, o que exige uma adaptação à nova realidade. De um momento para outro o corpo do menino e da menina começa a se transformar em um corpo de homem ou mulher. Tudo isto os torna impacientes e descontentes, pois a imagem que o adolescente tem de si mesmo não corresponde ao seu ideal estético. O crescimento desordenado causa desconforto. Braços, pernas, pés e mãos tornam-se grandes e compridos. Emagrecem e espicham, ultrapassando, muitas vezes, os pais. O nariz parece ao adolescente pouco estético. Surgem as espinhas, e o suor passa a exalar um forte cheiro. A voz se modifica e é motivo para brincadeiras maldosas que irritam o adolescente.

Toda esta insatisfação leva os adolescentes a crises de desespero, que são ainda mais forte porque, nesta época, o adolescente tem necessidade de agradar ao sexo oposto.

O adolescente precisa aceitar o seu novo corpo e viver em paz com ele para alcançar um bom nível de relações com os outros.

  1. DIFICULDADES NO CONVÍVIO COM ADOLESCENTES

Vimos até aqui a complexidade pela qual passa o adolescente em seu estado de metamorfose. A seguir, listaremos alguns aspectos que, se não observados, irão dificultar nossas relações para com eles neste período de total transformação pelo qual passam.

1) Não compreendê-los

Ser compreensivo significa entender e captar os sentimentos do adolescente; é confiar em sua capacidade para ir adiante, é respeitar sua liberdade, respeitar sua intimidade, não julgá-lo, aceitá-lo como ele é, aceitá-lo tal como ele quer chegar a ser; é ver o outro como sujeito.

O adolescente precisa ser compreendido e aceito em sua maneira de ser e agir. Ele necessita de um ambiente acolhedor que o proteja e lhe mostre o caminho a ser seguido. O adulto é para o adolescente um refúgio necessário, mas ao mesmo tempo, alvo de agressão e destruição. É uma tarefa árdua, mas bela e gratificante, ser este adulto racional e maduro para um adolescente que está à procura de parâmetros que sirvam de modelo para sua afirmação como pessoa.

2) Falta de empatia

No relacionamento humano é fundamental que se busque a compreensão do que a pessoa está dizendo e sentindo. É o que se chama de empatia. É sentir o que o outro sente; é ouvir a sua história como se fosse a minha. É a capacidade de dar-se conta das emoções e das mudanças internas da pessoa com a qual nos relacionamos. É colocar-se no lugar da pessoa.

Ao nos comunicarmos com o adolescente ou mesmo com outra pessoa qualquer, é certo que receberemos aquilo que estamos a lhe oferecer. Se nosso sentimento for de indiferença e apatia, é natural recebermos algo semelhante em troca.

A empatia requer a aceitação incondicional do outro: isso quer dizer que o aceito como ele é procurando aceitar todos os aspectos de sua pessoa: seus gestos, sua forma de falar, sua maneira de enfocar a vida, sua inteligência, seu corpo e seus atos. Isso faz com que eu não procure manipulá-lo, mudá-lo e favorece o outro a se expressar livremente e com confiança.

3) Não sendo uma presença real

O adolescente percebe quando somos uma presença irreal, apenas de corpo ou se estamos totalmente com ele, sendo uma presença de corpo, “alma” e mente. O doar-se fará bem ao adolescente, mas talvez o grande beneficiado seja o adulto que irá desfrutar do convívio o que de melhor pode existir: a sinceridade e o amor à vida.

4) Não entendendo seus sentimentos

Assim como o adulto, o adolescente tem o direito de vivenciar e expressar o seu sentimento em relação ao mundo e às pessoas. É importante que o respeitemos, assim como ele é e assim como se expressa. O adolescente tem o direito de pensar, sentir e agir conforme seu coração, desde que isto não violente as formas de convivência.

5) Querer convencer o adolescente a partir de nossos pressupostos

Em nosso relacionamento com o adolescente, é fundamental que ele perceba que nos encontramos abertos para ouvi-lo e não para lhe impor nossas verdades. Estamos juntos para que haja uma troca de experiências e conhecimentos que enriquecerão nossas relações. Em uma relação nada pode ser imposto. Pode haver um compartilhar de idéias que permitirão uma troca mútua. O adolescente perceberá que os seus pressupostos têm valor, e não apenas os do adulto.

6) Não sendo coerente

A coerência é imprescindível em toda e qualquer relação. Ser coerente é ter a coragem de ser o que se é, sem disfarces. O adolescente é especialista em perceber se somos coerentes com aquilo que falamos e fazemos. O não ser coerente nos tira a credibilidade para termos uma relação próxima com o adolescente.

7) Não escutando o adolescente

Escutar é diferente de ouvir. Nós ouvimos sons, ruídos ou palavras. Nós os ouvimos ainda sem querer quando alguém ou algo os emite. O escutar supõe uma disposição: é preciso querer escutar. Nós ouvimos sem querer; no entanto, para escutar é preciso querer fazê-lo.

O adolescente, no contato conosco, deve perceber que nós o estamos ouvindo de corpo inteiro e isto implica:

  1. a) Atender:

Atender é estar ligado, atento, conectado. É receber a informação e nos certificar que estamos recebendo exatamente aquilo que o adolescente nos quer transmitir. É perceber também o sentido oculto das palavras, gestos e ações.

  1. b) Compreender:

É o momento da interpretação do significado da mensagem expressa pelo adolescente. Nem sempre uma determinada palavra tem o mesmo significado para todas as pessoas. Deve ficar claro o que isto significa na linguagem usada pelo adolescente. A compreensão correta se dá se nos colocarmos no seu lugar.

  1. c) Avaliar:

É quando refletimos sobre o que nos foi informado e a partir da avaliação vamos definir nossa reação frente a uma determinada situação. Devemos avaliar, não a partir dos nossos preconceitos, mas a partir do adolescente. Isto não significa concordar sempre com ele, mas respeitar sua opinião, dando a nossa, colocando argumentos prós e contra.

  1. O PROCESSO DE ENSINO
  • Lei do efeito: Importância do conteúdo aprendido;
  • Lei do exercício: Reforço, atividade adaptado ao conteúdo;
  • Lei das atitudes: Provocar reação e posicionamento no aluno;
  • Lei da atividade seletiva: Retenção do significativo;
  • Lei da analogia: Comparação com outras situações e experiências.
  1. O PROCESSO DA APRENDIZAGEM
  2. Objetivos de ensino
  • Gerais;
  • Específicos.
  1. Plano de Ensino
  • Conhecendo a realidade;
  • Elaborando o plano;
  • Executando o plano;
  • Avaliando e aperfeiçoando o plano.

VII. COMO DEVE SER O PROFESSOR

  1. Como Jesus ensinava
  2. Requisitos básicos para ser professor
  • Preparo Intelectual;
  • Preparo Emocional;
  • Preparo Espiritual;
  • Preparo Interpessoal.

 

COMO POTENCIALIZAR E DINAMIZAR O ENSINO PARA ADULTOS

INTRODUÇÃO

O que significa potencializar e dinamizar o ensino? A natureza do ensino não é dinâmica em si mesmo? Haveria algo a fazer que o tornasse mais interessante?

Tornar o ensino potente e dinâmico significa atribuir-lhe força para produzir ou transformar alguma coisa. No âmbito da educação significa modificar o comportamento na maneira de pensar, sentir e agir.

O ensino deve ser atuante, vibrante e instigador. Ensinar não significa simplesmente transmitir conhecimentos, como se a mente do aluno fosse um insignificante receptáculo do conhecimento alheio, ou uma folha em branco, na qual o professor poderia gravar o que desejasse. Muitos professores acham que é dever comunicar o máximo do que eles sabem aos alunos, na forma melhor estruturada possível, mesmo sem medir ou avaliar o resultado, em termos de quantidade e qualidade de conteúdo assimilado. Ensinar entretanto, não é somente transmitir, não é somente transferir conhecimentos de uma cabeça a outra, não é somente comunicar. Ensinar é fazer pensar; é ajudar o aluno a criar novos hábitos de pensamento e de ação. Isto não significa que a exposição da aula não deva ter estrutura alguma, ou que seja melhor o professor ser um mau comunicador. Significa, sim, que a estrutura da exposição deve conduzir ao raciocínio e não a absorção passiva de ideias e informações do professor.

O ensino pode ser potencializado, direcionado e adaptado a qualquer faixa-etária. Porém, sua adequação baseia-se sempre no conhecimento das particularidades de cada fase da vida humana.

  1. Quem é o adulto? Quais são suas necessidades, interesses e expectativas?

Estas e tantas outras interrogações sobre as peculiaridades dos adultos devem ser respondidas e refletidas por todos quantos se engajam no magistério específico para a denominada “idade vigorosa”.

Segundo o dicionarista Aurélio, o termo “adulto” diz respeito ao “indivíduo que atingiu o completo desenvolvimento e chegou à idade vigorosa; que atingiu a maioridade.”

No âmbito psicológico diz-se do “indivíduo que atingiu plena maturidade, expressa em termos de adequada integração social e adequado controle das funções intelectuais e emocionais.”

Além dos aspectos físicos e psicológicos, podemos também observá-lo pelo prisma social e espiritual. A maioria dos adultos está estabilizada na área financeira, familiar e social. Buscam coisas concretas e reais. Suas expectativas estão fundamentadas em aspectos reais da vida. Época da mais completa manifestação da vida; tempo de grande produtividade, período em que se manifesta a maior capacidade de discernimento; sérias responsabilidades, amizades estáveis, grande ambição e força de vontade. Também de comodismo espiritual, no sentido de imaginar que já sabem tudo que diz respeito as coisas espirituais. Como atingi-los com o ensino bíblico? Como motivá-los ao estudo da Palavra? Como reverter o quadro de estagnação e rotina?

Para melhorarmos a qualidade do ensino ajustado aos adultos, precisamos conhecer suas necessidades, preferências, expectativas e, principalmente, de que modo se disponibilizam à aprendizagem. Vejamos:

  1. O adulto precisa envolver-se totalmente no processo ensino-aprendizagem:

Qualquer tempo gasto sem que o aluno esteja profundamente envolvido na lição é tempo perdido. O que se pensa, geralmente, é que somente as classes infantis e de adolescentes necessitam de elementos incentivadores para captar e cativar a atenção dos alunos para o estudo. Esse pensamento não traduz a verdade no âmbito da prática docente (de ensinar). Muitos recursos educativos normalmente aplicados à infância e à adolescência, podem ser potencializados e redimensionados para o ensino de adultos. Temos que fazer o aluno envolver-se na lição. Torná-los cooperadores engajados na aprendizagem.

A participação ativa dos alunos constitui fator essencial à aquisição e principalmente a retenção do conteúdo da lição. O professor deve “abrir espaço” para seus alunos contarem suas próprias experiências relacionadas aos aspectos essenciais da lição.

Todo ensino tem de ser ativo, e toda aprendizagem não pode deixar de ser ativa, pois ela somente se efetiva pelo esforço pessoal do aprendiz, visto que ninguém pode aprender por alguém. O professor deve solicitar, quer no início, durante a duração de qualquer aula, a opinião, a colaboração, a iniciativa, o trabalho do próprio aluno.

III. O adulto também requer métodos flexíveis e variados:

Não devemos tornar nossos métodos tão rígidos a ponto de não admitirmos meios de comunicação mais práticos e flexíveis. Por exemplo, o método de preleção ou exposição oral, embora muito criticado, é o preferido, principalmente pelos professores de adultos. Neste método, o professor fala o tempo todo e as vezes responde algumas poucas perguntas. Dentre as desvantagens do uso exclusivo deste método, destacam-se duas: primeira, a preleção “centraliza o ensino na figura do professor, exigindo pouco ou nenhum preparo da lição por parte dos alunos”. Segunda, este método, “não permite que o professor dê atenção especial a todos os alunos, obrigando-o, em alguns casos, a nivelar a aula, por mera suposição.”

Precisamos diversificar nossos métodos e adequá-los eficientemente às novas circunstâncias. Ou seja, mudar a maneira de comunicar uma verdade sem alterá-la.

Um dos maiores problemas do ensino nas Escolas Dominicais, atualmente, independente de faixa-etária, é a inadequação dos métodos de ensino. Os métodos (quando são usados) são escolhidos sem objetivar o aluno e a transformação de sua vida.

O professor deve ser criterioso ao escolher o método que irá usar em sua classe. Cada situação especifica requer um método apropriado. Devem ser avaliadas todas as vantagens e desvantagens antes de aplicá-lo.

O professor deve adotar outros métodos e técnicas de ensino atuais tais como: debates, discussão em grupo, perguntas e respostas, dramatizações e tantas outros dinamizadores do ensino.

  1. O adulto também precisa de novidades:

O professor deve cultivar sempre o senso de “novidade”. Deve criar um ambiente de constante expectativa do “novo”, do atraente, da curiosidade. O adulto quer livrar-se do tédio e da monotonia. Ele deseja entrar em atividade e demonstrar que é habilidoso e criativo.

O conteúdo da revista (informações e aplicações) por mais enriquecedor e profundo que seja, não é suficiente, até mesmo em função do pouco espaço para desenvolvê-lo. Os alunos sempre esperam que o professor transmita à classe informações complementares.

O professor que simplesmente reproduz, enfadonha e rotineiramente o conteúdo da revista, sem empreender o esforço da pesquisa, está irremediavelmente predestinado ao fracasso.

Muitos professores por não dominarem o conteúdo, chegam até ser intransigentes, acolhendo com olhar de desagrado a mínima participação da classe, ou interrupção de sua preleção. Temem, na verdade, que o aluno faça perguntas que não estejam presas direta ou indiretamente às suas ideias pré-concebidas ou estruturas mentais arrumadas. Isto evidencia, sem sombra de dúvidas, total despreparo e descuidado com o ministério de ensino. “O professor deve conhecer muito bem o assunto que está ensinando. Um fraco domínio do conteúdo resulta num ensino deficiente.

A Palavra de Deus diz que aqueles que possuem o dom de ensinar devem esmerar-se em fazê-lo: “…se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b).

  1. O adulto rejeita a improvisação:

Outra questão relevante no ensino para adultos é a famigerada comodidade, que gera a improvisação. É de se admirar o que ouvimos por aí nos “bastidores” da Educação Cristã:

“Planejar aula para adultos? Que nada! É só ler a revista e reproduzir o comentário com outras palavras.”

O planejamento é imprescindível em qualquer atividade humana. Que dirá num empreendimento educacional! Pelo planejamento, o homem evita ser vencido pelas circunstâncias, e aprende a aproveitar as novas oportunidades. Um bom plano de aula promove a eficiência do ensino, economiza tempo e energia, contribui para a realização dos objetivos visados e, acima de tudo, evita a corroedora rotina e a improvisação. Todo o planejamento se concretiza em um programa de ação, que constitui um roteiro seguro que conduz progressivamente os alunos aos resultados desejados.

Antes de planejar sua aula, todo professor deveria fazer a si mesmo as seguintes perguntas: Qual a melhor maneira de introduzir esta aula? Como posso transmitir o conteúdo desta lição de maneira atraente e interessante? Que tipo de aplicação seria mais eficaz para esta aula? Como concluir essa lição eficazmente a ponto de suscitar no meu aluno o desejo de retornar a aula no próximo Domingo?

  1. O adulto precisa ser incentivado:

Antes de iniciar a lição, o professor deve propiciar a seus alunos boas razões para continuarem assistindo suas aulas. Contar antes uma história interessante, uma ilustração curiosa, uma notícia de última hora ou uma experiência vivenciada por ele mesmo, constituem excelentes formas de incentivar o aluno.

Ao escolher o elemento incentivador, o professor deve sempre levar em conta os interesses reais de seus alunos. Quais são as coisas que mais lhes interessam? Sobre que gostam de falar?

Às vezes é bom usar algum acontecimento do momento como ilustração, e assim relacionar a lição com eventos e atividades que estejam interessando os alunos na ocasião.

Qualquer que seja essa incentivação, ela deve conduzir o pensamento, de maneira lógica e fácil, para a lição propriamente dita, relacionando o assunto à aspectos reais da vida.

O relato de um acontecimento; a leitura de um texto paralelo da Bíblia; citações de outros comentaristas; apresentação de uma gravura, objeto etc. Estes são alguns dos variados recursos de que o professor de adultos pode dispor para vivificar o ensino e a aprendizagem, mediante sua aproximação com a realidade e com a atualidade.

Na verdade, o professor não motiva, ele pode apenas incentivar, embora a incentivação só seja eficiente se repercutir no aluno a ponto de criar ou dinamizar motivos; ele apenas pode incentivar a aprendizagem, isto é, fornecer estímulos que despertam, no aluno, um ou vários motivos. Em outras palavras, o aluno pode ficar motivado para o estudo a partir de incentivos do professor. Exemplo: O professor leva para a sala de aula recortes de revistas e jornais com notícias atuais com o objetivo de ilustrar ou elucidar um fato histórico da Bíblia.

VII. O adulto precisa ser compreendido, respeitado e valorizado:

O professor deve ouvir e dialogar com seus alunos, levantando as suas necessidades, procurando atendê-las dentro do possível, dedicando-lhes tempo fora da classe da Escola Dominical.

Há professores que se colocam num pedestal julgando-se “donos do saber”. Tais professores esquecem que seus alunos, independente da “escolarização”, possuem experiências de vida dignas de serem compartilhadas. O conhecimento que possuem, embora, às vezes assistemático, constitui matéria indispensável para o enriquecimento do conteúdo da aula.

O professor jamais pode subestimar seus alunos. Deve tratá-los com respeito, valorizando sempre suas participações e compartilhamento de idéias. Todo o professor deve conhecer e praticar o princípio do respeito e igualdade. Quando o aluno percebe que seu professor o respeita, sente-se aceito e desenvolve um relacionamento de respeito e admiração com aquele professor. Vendo-se no mesmo nível de igualdade que ele, o aluno expressa-se com mais facilidade, fica à vontade para expor suas dúvidas, fazer perguntas e conversar sobre suas idéias. Sente-se valorizado. Ele acredita que o professor não irá censurá-lo ou constrangê-lo com julgamentos sobre sua capacidade intelectual, mas irá ajudá-lo a se expressar melhor.

VIII. O adulto precisa sentir que faz parte de um grupo:

Dentre as muitas funções do professor, destaca-se a de “socializador”. Inclusive, a própria educação e o ensino são fenômenos de interação psicológica e comunicação social. O professor de temperamento egocêntrico, fechado, incapaz de manter contatos sociais com certo entusiasmo, não está preparado para as funções do magistério cristão; estas, além do “amor paedagogicus” e genuína espiritualidade, exigem comunicabilidade, interesse e dedicação à pessoa dos educandos e aos seus problemas.

A possibilidade de uma pessoa relacionar-se bem com a sua família ou com um grupo de amigos lhe dá segurança, ajuda a combater a solidão e favorece o crescimento espiritual.

Às vezes, imaginamos tendenciosamente, que os alunos da classe de adultos só precisam do conhecimento bíblico para o pronto ingresso na obra do Mestre. Não devemos nos esquecer de suas carências sociais e afetivas, dificuldades de relacionamento e a necessidade de cultivar amizades sinceras.

Isto é um erro grosseiro! O professor deve propiciar um clima de amizade entre os alunos. Não é suficiente o contato que o professor tem com o aluno durante a aula na Escola Dominical. Ele deve proporcionar um meio-ambiente propício para um inter-relacionamento com outros crentes onde compartilham ideias, verdades aprendidas na Palavra, absorção, e onde haja compreensão.

Observando as palavras de Paulo em Efésios 4.3 “Até que todos cheguemos…” verificamos que o meio-ambiente propício ao crescimento espiritual é encontrado no contexto da comunhão cristã.

  1. Lecionar para adultos pode ser um interessante desafio! Depende do professor.

Ao contrário do que se pensa, lecionar para adultos pode ser um grande desafio. Basta ser criativo, dinâmico e empreendedor. Um bom professor nunca fica satisfeito com seu trabalho. Procura sempre melhorar seu desempenho. Vive na busca constante do novo, de como criar novas expectativas em seus alunos. O ensino dinâmico é aquele que provoca nos alunos uma sensação de intensa vontade de aprender.

Os adultos precisam saber que são produtivos e podem compartilhar suas ideias e experiências. Essas experiências, consideradas conteúdo dinâmico, podem até influenciar positivamente no amadurecimento de outras pessoas. Isto porque, geralmente, o adulto aprende, quando suas necessidades são satisfeitas ou quando o objeto de estudo tem significado pessoal para ele. Caso contrário, se vier a frequentar as aulas, será, simplesmente para cumprir um protocolo eclesiástico. Ou, quem sabe, arranjar uma boa ocupação para as manhãs de domingo.

Você sente a chamada de Deus para essa obra? Reconhece a importância de sua tarefa? Esforça-se para seguir o exemplo de Jesus, o Mestre dos mestres?

Os professores da EBD são frequentemente escolhidos pelos líderes. Será que são vocacionados? Os vocacionados têm esmero. “…se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b). O que significa esmero? Esmero significa integralidade de tempo no ministério – estar com a mente, o coração e a vida nesse ministério. Ser professor é diferente de simplesmente ocupar o cargo de professor.

O SUPERINTENDENTE E O SEU RELACIONAMENTO COM OS PROFESSORES

INTRODUÇÃO 

Para sermos bem-sucedidos como superintendentes, jamais devemos nos esquecer desta proposição: o superintendente da Escola Dominical é, antes de mais nada, um professor. Se soubermos motivar o corpo docente, haveremos de ter uma escola moderna e que prime pela qualidade total no Ensino da Palavra de Deus.

Aperfeiçoemos, pois, nosso relacionamento com os professores.

  1. O QUE É O PROFESSOR
  2. a) Etimologia (origem duma palavra):

O significado etimológico do vocábulo professor é bastante curioso. Trazido da palavra latina professore, denota aquele que professa ou ensina uma ciência, uma arte, uma técnica, uma disciplina.

  1. b) Definição:

Professor é a pessoa perita, ou adestrada, para, não somente transmitir conhecimentos, mas principalmente formar o caráter de seus alunos.

  1. c) Conceito pedagógico:

Sempre admirável em suas proposições: Professor é quem conscientemente, e com um propósito determinado, influi sobre a educação de uma comunidade. Educadores e professores são, pois, o sacerdote, o filósofo, o estadista, o magistrado, os pais, os grandes escritores e, em geral, toda pessoa que se propõe estimular, guiar e dirigir o pensamento, a conduta ou a vida dos seus semelhantes.

  1. d) O professor como intermediário:

Devem os professores atuar como os reais intermediários entre os especialistas e os alunos. Esta função do mestre foi muito bem entendida pelo admirável escritor Monteiro Lobato: A função do mestre profissional fez-se cara. Tinha de ser o intermediário entre o especialista e o povo, tinha de aprender a linguagem do especialista, como este aprendia a linguagem da natureza, e desse modo romper as barreiras erguidas entre o conhecimento e a necessidade de aprender, descobrindo meios de expressar as novas verdades em termos velhos que toda gente entendesse. Isso porque se o conhecimento se desenvolve demais, a ponto de perder o contato como homem comum, degenera em escolástica e na imposição do magistério; o gênero humano encaminhar-se-ia para uma nova era de fé, adoração e distanciamento respeitoso dos novos sacerdotes; e a civilização, que desejava erguer-se sobre uma larga disseminação da cultura, ficaria, precariamente, baseada sobre umaerudição (instrução vasta e variada) técnica, monopólio duma classe fechada e monasticamente separada do mundo pelo orgulho aristocrático da terminologia.

  1. e) A importância do professor da Escola Dominical:

É justamente com esse elemento tão importante da educação que os superintendentes estamos lidando. Não podemos ignorá-lo, nem subestimar-lhe o valor. De nosso relacionamento com ele, dependerá todo o nosso êxito como responsáveis pelo mais importante departamento da igreja. Além disso, são os professores os intermediários entre os doutores e o povo.

Na antiguidade, professor era aquele que, publicamente, professava a sua fé. Que os professores e superintendentes de Escola Dominical jamais nos esqueçamos desse dever de nosso ministério! Professemos sempre a fé no Cordeiro de Deus.

  1. OS PROFESSORES COMO INTERMEDIÁRIOS E INTÉRPRETES DE NOSSOS CURRÍCULOS

São os professores os intermediários entre os especialistas e os alunos. Devem eles atuar como os intérpretes e os adaptadores de currículos.

Estejamos atentos aos professores que, rejeitando arriscadamente as lições que lhes prescreve a Igreja local em harmonia com a orientação dos órgãos convencionais competentes, põem-se a escrever lições por conta própria, cometendo não raro erros doutrinários e aberrações teológicas.

III. OS REQUISITOS BÁSICOS DO PROFESSOR

O professor não é somente aquele que educa por profissão. É aquele que, por vocação, ensina. Ora, se assim deve agir o professor secular, o que não diremos acerca do professor que tem como missão ensinar a Palavra de Deus?

Vejamos, a seguir, os requisitos exigidos daquele que se propõe a ensinar:

1) Vocação

É o ato de chamar. É a inclinação, a disposição e a pendência para alguma coisa. Paulo comparou o ensino a uma chamada divina: De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é ensinar, haja dedicação ao ensino (Rm 12.7).

A vocação ao ensino da Palavra de Deus, por conseguinte, é algo sagrado.

2) Amor ao ensino

Não basta ser vocacionado ao ensino; é necessário que se tenha pelo ensino um sacrificado amor. Os que, no magistério, vêem apenas uma fonte de renda, sentir-se-ão continuamente frustrados. Antes de mais nada, consideremos: o ensino, como todo o sacerdócio, não foi instituído para enriquecer quem o pratica, e, sim, aqueles a quem ele se destina.

3) Dedicação ao ensino

Os chineses têm um ditado: Cem livros não valem um bom professor. Basta um instante de reflexão para se concluir: cem livros não valem um professor desde que este seja dedicado ao ensino. Superintendente, tem você ajudado seus professores a se dedicarem ao ensino? Incentive-os; é a sua missão.

4) Exemplaridade moral

Como carecemos de pessoas moralmente sadias! Se não tivermos mestres que sejam doutores na conduta,  jamais  poderemos  alistar  cristãos  que  sejam  graduados  no agir, adestrados no pensar e aptos a servir a Deus.

Dentro e fora da escola, o mestre deve ser um padrão ou modelo de correção e de boa conduta porque a virtude se irradia sobre os demais como um exemplo vivificador. Enobrece o espírito e concede ao homem um traço de incontestável respeitabilidade. Requer, pois, o educador sólidos princípios morais e religiosos, severamente observados. Como só se pode transmitir o que se possui, o mestre, ensinando a moral, tem de vivê-la com sóbrio orgulho e inculcá-la com paternal solicitude.

5) Vida espiritual

Precisamos de professores que se dediquem amorosa e sacrificialmente ao Senhor Jesus. Não basta ter vocação ao ensino; é imprescindível o devotado amor ao Divino Mestre. Como podemos ensinar o amor a Cristo, se desconhecemos o sentido do amor divino? Leciona o pastor Antonio Gilberto:O professor espiritual e preparado completa o trabalho do evangelista ou pregador. O ensino da Palavra deve ser em toda igreja uma sequencia da pregação.

6) Preparo físico

Tendo em vista as dificuldades inseparáveis ao ensino, é fundamental que o professor esteja preparado fisicamente. Terá ele, afinal, de ministrar aulas que, em média, duram de quarenta minutos a uma hora. Recomenda-se, pois, ao professor que cuide bem de sua saúde, alimente-se na hora certa e não sacrifique as horas de sono.

Tem os seus professores esses requisitos? Se os têm, é necessário que os desenvolvam plenamente.

  1. OS PRINCIPAIS DEVERES DO PROFESSOR

Como em toda a escola, cabe ao superintendente levar o corpo docente (os Professores) a cumprir fielmente as suas obrigações. Doutra forma, o grande projeto, que é a Escola Dominical, jamais alcançará seus objetivos.

1) Preparo da lição

Que cada professor gaste pelo menos uma hora por dia no preparo de sua lição. Aqueles que só leem a lição no domingo, minutos antes de ir à Escola Dominical, estão predestinados ao fracasso.

2) Pontualidade

Incentivemos o professor a chegar à Escola Dominical com, pelo menos, trinta minutos de antecedência. Ele poderá, assim, verificar se a sua sala está devidamente preparada. Além disso, poderá dispor de alguns minutos para orar a fim de que Deus o abençoe na ministração da matéria.

3) Visitar os alunos

O professor não deve permitir que os faltosos fiquem sem a devida assistência espiritual. Visitando-os em suas lutas e provações, os mestres muito nos ajudarão a viver um grande avivamento espiritual.

4) Orar pela classe

Leve seus professores a intercederem por suas respectivas classes e pela Escola Dominical como um todo. Sem oração, não pode haver progresso. Aconselho que toda a semana o superintendente se reúna com os professores e a diretoria da Escola Dominical a fim de interceder por esta junto a Deus. Aí está a chave da vitória.

5) Frequentar a reunião dos professores

Leve seus professores a frequentarem regularmente a reunião dos professores. É a oportunidade de que você dispõe para incutir nos mestres o espírito de corpo (unidade espiritual) de que deve haver em cada Escola Dominical. Além disso, precisarão observar as orientações didáticas e pedagógicas concernentes às lições a serem ministradas.

Ajude os professores a cumprirem os seus deveres. Fale com aqueles que estejam enfrentando dificuldades para observar as normas estabelecidas pela Escola Dominical. Seja compreensivo; todavia, jamais negocie a sua autoridade como superintendente. Seja paciente, porém, nunca perca de vista os grandes objetivos do Reino de Deus.

Embora pareça difícil e até doloroso substituir um professor, às vezes é inevitável fazê-lo. Se este vier a perder o alvo do ensino cristão e não mais contemplar suas urgências, exorte-o. Se não houver mudança de atitude, não relute em proceder a substituição. Mas não deixe de orar pelo mestre que está sendo substituído; amanhã poderá voltar devidamente reciclado.

  1. O QUE PODERÁ FAZER O SUPERINTENDENTE EM PROL DOS PROFESSORES

Exporemos aqui o que poderá fazer você pelos seus professores.

1) Ore pelos professores.

Apresente-os diariamente ao Senhor Jesus. Deve você posicionar-se diante de Deus como o maior intercessor da Escola Dominical. Lembra-se de Samuel? Foi considerado pelo próprio Deus como um dos dois maiores intercessores de Israel (Jr 15.1).

2) Visite os professores.

Assim como os professores devem visitar os alunos, deve o superintendente visitar cada professor em particular. E se um dia o superintendente precisar de visitas, o pastor estará pronto a fazê-lo. Dessa forma, cada um interessando-se pelo seu irmão, Deus estará visitando a todos. É a lei do amor.

3) Interesse-se pelos problemas de seus professores.

Não se limite a substituir os mestres que, num dado momento de sua carreira, estejam enfrentando dificuldades. Procure saber o que lhes está acontecendo. Às vezes é apenas uma fase difícil. Já pensou se o Senhor Jesus fosse desfazer-se de nós cada vez que nos víssemos em crise? Certamente eu não estaria preparando esta apostila.

4) Recicle os professores.

Se não tomarmos cuidado, tanto os professores como nós, os superintendentes, repetir-nos-emos. Por isso, é necessário que nos reciclemos periodicamente. Sempre que houver um curso específico, patrocine a ida de seus professores. Ou melhor: vá com eles. Mostre-lhes que você mesmo está interessado em aperfeiçoar-se.

5) Ajude os seus professores a serem grandes pesquisadores.

“Vivei como se, cada dia, tivésseis de morrer; estudai como se, eternamente, tivésseis de viver”. Os professores não podem limitar-se às atividades acadêmicas. Antes destas, devemos primar por uma vida piedosa e santa, devocional e sacrificialmente amorosa.

CONCLUSÃO
Lute por seus professores a fim de que alcancem o grau de excelência requerido na Palavra de Deus: O que ensina, esmere-se no fazê-lo.

PASTORES LÍDERES DA NOVA ESCOLA DOMINICAL

INTRODUÇÃO

O sucesso da Escola Bíblica Dominical depende, em grande parte, do pastor ou dirigente e da sua iniciativa. Isto quer dizer que toda E.B.D está esperando receber o apoio e a direção positiva do líder da igreja. A E.B.D., afinal, é mais que uma organização da igreja. É a própria igreja dividida em grupos para o estudo da Bíblia.

O pastor ou dirigente, contudo, não faz o trabalho sozinho. Ele precisa de auxiliares. Quais os auxiliares dele nesta tarefa? Qual o relacionamento que mantêm com eles? Como ele consegue dar direção positiva à escola?

Sugerimos quatro “horas” em que o pastor pode ajudar a sua Escola Bíblica Dominical.

  1. TODA HORA ELE É LÍDER

O pastor ou dirigente não pode escapar de seu papel de líder da igreja. Ou ele exerce e a igreja progride, ou deixa de exercê-lo e a igreja sofre. Mas ele permanece o líder.

O pastor ou dirigente e o superintendente da Escola Bíblica Dominical trabalham em conjunto. Um precisa muito do outro. Eles devem traçar juntos os planos para a sua Escola, estudar juntos os meios para solucionar os problemas e proporcionar uma orientação sábia para ela.

O pastor ou dirigente deve informar-se sobre o que existe na área de estudo bíblico. Se ele vai orientar os membros e os professores no bom uso do material de ensino, primeiro precisa ser informado. Deve conhecer bem as revistas e outros materiais de ensino para cada idade.

  1. A HORA DO PÚLPITO

O púlpito é o lugar da pregação. Mas pela sua natureza, a pregação tem elementos fortemente didáticos. O pastor ou dirigente, portanto, ensina muito quando prega. Ele é o primeiro professor da igreja. Serve de modelo para os demais professores da igreja. E, com o passar dos anos, esses começam a ensinar como ele ensina.

Quando o pastor ou dirigente está no púlpito os seus “sonhos” se revelam. O entusiasmo dele se torna “contagiante”. Ele desafia o seu povo e leva-o a novas determinações. Ele reconhece que o trabalho é de Deus, mas também que Deus usa muito mais quem está otimista e que tem uma disposição para trabalhar.

O pastor ou dirigente faz uso do púlpito para promover o trabalho da igreja. Nessa promoção devem ser incluídas as atividades da Escola Bíblica Dominical. É um assunto digno de ser falado e promovido de qualquer púlpito. A palavra do pastor ou dirigente vale muito e ele deve sempre aproveitar essa hora excelente para encorajar o estudo da Palavra de Deus.

III. A HORA DO TREINAMENTO DOS OBREIROS

Paulo, escrevendo para o jovem pastor Timóteo, falou da necessidade de preparo para apresentar-se “diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.(2Tm 2.15)

Ninguém discute a necessidade de o pastor se preparar. Da mesma forma, os professores da Escola Bíblica Dominical precisam de preparo.

E o pastor é a pessoa mais indicada para iniciar e orientar esse departamento.

Feliz é a escola que faz cursos e seminários periodicamente para treinar e atualizar os seus obreiros.

Ainda mais, a Escola Bíblica Dominical que tem um encontro semanal dos professores com o pastor ou dirigente, para o estudo da lição.

  1. A HORA DO ESTUDO BÍBLICO

A hora da Escola Bíblica Dominical não é hora para o pastor ou dirigente se esconder. É hora para ele conhecer a sua EBD e ser reconhecido por ela. Que pastor ou dirigente não gostaria de ser amigo das criancinhas da igreja? Qual a criancinha que não gostaria de ver e conhecer de perto o seu pastor ou dirigente? E os adultos, os jovens, e mesmo os adolescentes não gostariam de ter, de quando em quando, o seu pastor ou dirigente presente na sua sala?

O pastor ou dirigente é um líder de líderes. O seu ministério se amplia à medida que ele conhece e consegue alistar e treinar outras pessoas. E a Escola Bíblica Dominical pode ser a sua melhor base de operações. Feliz é a igreja cujo pastor ou dirigente é também pastor ou dirigente da Escola Bíblica Dominical!

                                                     Escola Bíblica Dominical … a chama que nunca pode se apagar na vida do verdadeiro cristão!

“Toda a Glória seja dada ao Senhor Jesus”

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